Além do Cidadão Kane

sábado, 4 de julho de 2009

O povo mobilizado terá a última palavra

Estão em marcha manobras contemporizadoras para perpetuar os golpistas


Por Norelys Morales Aguilera
Traduzido por Rosalvo Maciel

Quinta-feira, 2 de julho, o embaixador de Honduras nos Estados Unidos, Roberto Flores, não apoio ao governo constitucional do presidente Manuel Zelaya e regressou a Tegucigalpa. Um dos poucos embaixadores apoiando o golpe. Já havia sido confirmado pela Casa Branca, que Hugo Llorens seu embaixador ali, muito vinculado aos golpistas, não será retirado. São alarmantes estes anuncios.
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A condenação ao golpe de estado é unânime, no entanto, ontem sexta-feira um despacho de DPA desde Washington assinala:
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"Continua a revisão legal (...) Entretanto, temos realizado algumas ações para apertar o botão de pausa, por assim dizer, sobre os programas de assistência aos que deveríamos legalmente terminar se se determina que os acontecimentos de 28 de junho devem ser definidos sob o que a Secção 7008 da Ata de Ajuda Internacional define como golpe militar", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly.
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O dito parágrafo legal diz que "nenhum dos fundos postos a disposição (...) devem ser usados para financiar diretamente nenhum tipo de ajuda ao governo de qualquer país cujo chefe de governo devidamente eleito é deposto por um golpe ou decreto militar".
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Os Estados Unidos ainda estudam a legalidade do golpe! É uma manobra contemporizadora para perpetuar os golpistas.
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Mais ainda, segundo a investigadora Eva Golinger: “como o poder foi transferido aos civis, não será reconhecido como um golpe de Estado militar; e, portanto, não será suspensa a cooperação econômica nem militar a Honduras".
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”Por outro lado, contrario ao dito antes, “O governo dos Estados Unidos anunciou hoje que não suspenderá a ajuda econômica e militar a Honduras enquanto a OEA leva adiante suas gestões para reinstalar ao destituído presidente Manuel Zelaya".
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Um editorial desde Guatemala (Prensa Libre.com) indica:
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“A Organização dos Estados Americanos (OEA) pareceu ontem assumir, por meio de seu secretario geral, Miguel Insulza, uma posição ligeiramente distinta à adotada nos últimos dois dias, ao admitir que em Honduras “será muito difícil mudar as coisas em um par de dias”, como conseqüência da atitude firme mostrada pelo regime de Roberto Micheletti, designado pelo Congresso, domingo, em substituição de Manuel Zelaya.
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Está em marcha o jogo do “sim, mas não” dos Estados Unidos contra a democracia que inspirou o governo do presidente eleito nas urnas José Manuel Zelaya.
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Micheletti disse que está disposto a adiantar as eleiçoes. “encorajados pela inércia internacional em sua contestação, os golpistas propõe como condição para que regresse Zelaya que se antecipem as eleições uns meses, para aliviar a situação e que o novo presidente - com Zelaya excluído da reeleição- comece uma nova etapa.” (IAR Noticias)
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Não há que negociar com os golpistas que estão reprimindo ao povo hondurenho em uma resistência que nunca esperaram os golpistas nem os yanquis.
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O diário El Mundo da Espanha está falando de um “Pacto Possível em Honduras”. Se alguém tem duvidas de como o estão explicando, de como querem amordaçar a Zelaya, de por que não o mataram para recolocá-lo condicionalmente, leia este parágrafo do dito periódico, que também classifica de golpista a Zelaya e nos desnuda a manobra contemporizadora em marcha com a cumplicidade das transnacionais midiáticas.
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“Os golpistas de Micheletti, para não enforcarem-se em sua própria corda, têm que aceitar o restabelecimento da legalidade vigente antes de 25 de junho, com o golpista Zelaya de novo na presidência. Em troca, a OEA, a UE e os EE. UU. têm que garantir que Zelaya respeitará fielmente a constituição e se esquecerá do referendum chavista.”
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Original em inSurGente

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