Além do Cidadão Kane

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Assim atuam os que querem o bloqueio sobre Cuba

O grupo sem fins lucrativo Public Campaign, estabelecido em Washington, disse que o estudo mostra como grandes somas de dinheiro de um grupo pequeno podem influir nos legisladores. Public Campaign menciona varias ocasiões nas quais legisladores mudaram sua posição sobre assuntos relacionados com Cuba apenas meses depois de haver recebido dinheiro de um comitê de ação política que apóia o embargo estadunidense a Cuba.

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Os partidários de estritas sanções dos Estados Unidos a Cuba deram mais de 10 milhões de dólares a campanhas do Congresso nos últimos sete anos, diz um estudo dado a conhecer domingo por um grupo independente que apóia uma reforma das leis de financiamento de campanhas.

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Aqueles que apóiam ao comitê político pró embargo dizem que estão sendo atacados injustamente por suas apaixonadas opiniões sobre sua pátria, e dizem que outros grupos entregam fundos a legisladores que apóiam suas posições.


"Talvez seja a velha historia do dinheiro e a política, mas 18 legisladores mudaram seus votos sobre o assunto, alguns deles muito próximo do momento em que receberam doações", disse David Connelly, da Public Campaign.

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"Quando um assunto não está frente aos refletores da opinião pública, como (o estão as discussões atuais sobre) a reforma da saúde, nosso sistema de financiamento de campanhas cria uma situação na qual os membros do Congresso estão mais interessados no dinheiro do que em ter um enfoque racional, pensado, na política, sem importar o resultado", acrescentou.


Mauricio Claver-Carone, o diretor do comitê de ação política, disse que o grupo simplesmente está exercendo seu direito constitucional à participação em assuntos políticos.

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"Para algumas dessas pessoas, está certo que os sindicatos apóiem aos legisladores pró associações. Está certo que os advogados ajudem a eleger os congressistas pró litígio. Está certo que a comunidade judia ajude a eleger legisladores partidários de Israel", disse Claver-Carone. "Mas parece que não está certo que a comunidade cubana ajude a eleger a congressistas e candidatos que apóiem a condicionar os negócios e o turismo com o regime de (Raúl) Castro para a melhoria dos direitos humanos e reformas democráticas (na ilha)".


.Como qualquer outro grupo especial, aqueles que apóiem o embargo a Cuba doaram grandes somas faz tempo ao partido no poder, e repartem o dinheiro entre legisladores em todo o país.

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O representante republicano Lincoln Díaz-Balart, que é cubano-estadunidense e forte partidário do embargo, disse que a notícia é um "golpe baixo" daqueles que se opõem ás sanciones. Díaz-Balart recebe milhares de dólares do comitê de ação política pró embargo.

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Original em inSurGente

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