Além do Cidadão Kane

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domingo, 31 de outubro de 2010

BRASIL

O esperneio patético do senhor Fernando Henrique Cardoso

Na tarde deste domingo, bem antes da apuração dos votos, mas já cheirando a derrota que se desenha nas urnas, antecipada pelas pesquisas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cardeal tucano cujos governos deixaram uma amarga lembrança, esperneou e esbravejou contra Dilma e Lula.

FHC disse que o currículo de Dilma Rousseff “é ruim. É de agressão”. Acusou o presidente Lula de intransigência e intolerância, de “dinamitar pontes” no relacionamento com o PSDB. É um esperneio.

Só cabe comentar que FHC é falso até no esperneio. A “agressão” no processo eleitoral não partiu da candidata da coligação Para o Brasil Continuar Mudando. Veio do tucano José Serra, que apelou ao obscurantismo e, em desespero, baixou o nível da campanha e inviabilizou um debate programático mais elevado e politizado.

A pecha de intransigente ou intolerante também se ajusta melhor ao ex-presidente tucano do que a Lula. FHC começou seu governo lançando o Exército contra os petroleiros. Não dialogou com os trabalhadores. Fez as privatizações atropelando os movimentos sociais e sem consultar a opinião do povo brasileiro, que nunca favoreceu a entrega do patrimônio público a capitalistas estrangeiros ou nacionais.

O presidente Lula, muito pelo contrário, sempre pautou o relacionamento com os movimentos sociais e a população pelo espírito democrático. Foi tolerante. Priorizou o diálogo. Respeitou a vontade do povo, interrompeu o processo de privatização e reverteu as políticas neoliberais.

Umberto Martins
Original em Vermelho
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

BRASIL

os homens de confiança de Serra e suas contas fabulosas em paraísos fiscais

O jornalista Amaury Ribeiro Junior, indiciado no caso da violação do sigilo fiscal de lideranças tucanas e familiares do candidato José Serra, entregou nesta terça-feira (26) uma carta aos jornalistas. Nela, o repórter vencedor de três Prêmios Esso de Jornalismo --dois deles quando trabalhava no jornal O Globo-- relata parte do material entregue à Polícia Federal referente a investigações feitas sobre o processo de privatização de estatais no governo FHC. Leia a íntegra do documento:

Nota à imprensa
Aos colegas jornalistas:
Estou passando às mãos de todos cópia de uma pequena parte do material que entreguei hoje à Polícia Federal. Todos os papéis foram obtidos de forma legal sem quebra de sigilo fiscal. Vale lembrar que a documentação refere-se aos anos de 1998 até 2002.

O que foi entregue não é resultado de militância partidária, que nunca tive, e sim da única militância que reconheço e pratico, a do jornalismo. Prova disse é que, em junho de 2005, fui o autor de "Aparece o dinheiro", reportagem de IstoÉ (edição 1863), em que foi exposto o Mensalão do PT. Desejo que a liberdade de imprensa em vigor no país possa servir, agora, ao esclarecimento da população.

São informações oficiais a que tive acesso nos longos anos em que estou trabalhando no tema das privatizações. Pela primeira vez estão sendo trazidas ao conhecimento público. São, portanto, absolutamente inéditas. Foram obtidas judicialmente através de uma ação de exceção de verdade. São documentos da CPMI do Banestado, cujo acesso estava, até então, proibido aos brasileiros. Agora, vieram à luz. Espero que possam, enfim, ajudar a esclarecer um período sombrio do país. Vocês são parte importante e decisiva neste processo.

Chamo a atenção para dois pontos especialmente, ambos alicerçados em informações oficiais obtidas pela dita CPMI na base de dados da conta Beacon Hill do banco JP Morgan Chase e no MTB Bank, ambos de Nova York. A Beacon Hill Service Corporation (BHSC) onde eram administradas muitas subcontas com titulares ocultos. Nos EUA, a BHSC foi condenada em 2004 por operar contra a lei. No Brasil, inspirada pela designação Beacon Hill, a Polícia Federal deflagrou a Operação Farol da Colina, apurando, entre outras personalidades envolvidas, nomes como os do ex-governador paulista Paulo Maluf e do banqueiro Daniel Dantas. Os pontos em questão são os seguintes:

1 . Os depósitos comprovados (pag. 4/11) do empresário GREGÓRIO MARIN PRECIADO, casado com uma prima de JOSÉ SERRA e ex-sócio do ex-governador de São Paulo (o mesmo SERRA), na conta da empresa Franton Interprises (pag. 3/11), vinculada ao ex-caixa de campanha do próprio SERRA e de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, RICARDO SÉRGIO OLIVEIRA. A soma de tais valores ultrapassa os US$ 1,2 milhão e cresce sobretudo no ano eleitoral de 2002, quando SERRA foi candidato à Presidência. Mais de 80% dos recursos recebidos pela Franton na Beacon Hill tem origem em PRECIADO. RICARDO SÉRGIO, como se sabe, foi diretor do Banco do Brasil e o grande articulador de consórcios de privatização no período FHC.

2. Os depósitos realizados pela empresa Infinity Trading, pertence ao empresário CARLOS JEREISSATI, (pag 9/11) igualmente na Franton Interprises e RICARDO SÉRGIO. JEREISSATI liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. É de conhecimento geral que a formatação de consórcios e as privatizações da Telebrás também tiveram a intervenção de RICARDO SÉRGIO. Em muitas ocasiões se falou de propina na venda de estatais, mas esta é a primeira vez que aparece uma evidência disso lastreada por documentos bancários oficiais.

Tenho certeza da relevância do material e espero que façam bom uso dele. Um abraço a todos e bom trabalho.

Amaury Ribeiro Junior
Repórter

Publicado em Carta Maior
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

BRASIL

Tucanos racham em RR; ex-senadora do PSDB garante apoio a Dilma

A ex-senadora e viúva do governador Ottomar Pinto, Marluce Pinto (PSDB), declarou apoio a candidatura de Neudo Campos (PP) ao governo de Roraima e da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Marluce criticou o atual governador tucano Anchieta Júnior, que concorre à reeleição, por não ter lhe dado apoio na disputa ao Senado. Ela confirmou o racha num comício neste último final de semana em Boa Vista.

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Além dela, que é secretária geral do PSDB, o deputado federal derrotado nas urnas e vice-presidente do diretório regional Urzeni Rocha também declarou apoio a Neudo Campos.

Segundo pesquisa Ibope realizada no 2º turno Neudo Campos lidera com 55% dos votos válidos enquanto o atual governador possui 45%. Há 271.890 eleitores no Estado.

Marluce Pinto declarou apoio a presidenciável petista vestida com a camisa azul do candidato do PSDB José Serra. "Quando perco uma eleição fico mais ágil para trabalhar e agora vou lutar com todas as minhas forças para eleger Neudo Campos. Estou aqui porque quero o melhor para Roraima", declarou a ex-senadora.

"Hoje o forte apoio de Marluce a minha candidatura me da a convicção que vamos ganhar essa eleição em Roraima", explicou Campos.

De Brasília com informações de Agências

domingo, 24 de outubro de 2010

BRASIL


ATINGIDO POR CHUVA DE PAPEL PICADO SERRA É HOSPITALIZADO
 
Laerte Braga


O ex-governador São Paulo José FHC Serra foi hospitalizado hoje e vai ser submetido a uma tomografia detalhada depois de ter sido atingido por uma chuva de papel picado.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO afirmou que a Polícia paulista encontrou 500 folhas de papel A4 e um comitê da candidata Dilma Roussef. O candidato tucano José FHC Serra está exigindo que qualquer cidadão que seja pego portando papel seja indiciado por porte ilegal de armas.

O primeiro boletim médico liberado pelo ex-secretário de Saúde de César Maia indica que José FHC Serra não tem nada na cabeça. Já o rolo de fita crepe nega qualquer envolvimento na fraude da REDE GLOBO e diz não conhecer a bolinha de papel.

O militante que atirou a bolinha de papel no candidato foi condenado a uma semana sem recreio e a CHAMEX está sendo intimada pela Polícia Federal sob a acusação de dar suporte para ataques terroristas.

O PT, por sua vez, de olho no apoio de Marina da Silva, disse em nota oficial que doravante só serão usadas bolas de papel reciclado.

Segundo a nota as bolas de papel estão sendo vendidas a cinqüenta centavos. O preço de uma tomografia é de setecentos reais e ver a verdade vencendo mentira não tem preço.

O candidato José FHC Serra foi o primeiro ser humano a ser avisado por telefone que está “sentindo-se mal”, a revelação é de VEJA, porta-voz da verdade absoluta. A FOLHA DE SÃO PAULO garante (tem até infográfico) que o papel que deu origem à bola de papel foi comprado com cartão de crédito da ex-chefe do Gabinete Civil Erenice das Quantas.

A FOLHA garante ainda que o candidato José FHC Serra vai processar o papel higiênico. É que foi ao banheiro e em seguida percebeu crime de “violento atentado ao pudor”.

Informações conseguidas junto às autoridades policiais dão conta que na bolinha de papel que atingiu o candidato José FHC Serra estava escrito “não se abandona um líder ferido na estrada”. A assinatura era de Paulo Preto, engenheiro e assessor de José FHC Serra no governo de São Paulo.

O caso ganhou proporções internacionais e o governo dos EUA convocou o Conselho de Segurança das Nações Unidas para aprovar sanções contra o Irã. O país está desenvolvendo projetos de enriquecimento de celulose.

Na área do Judiciário o TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL – braço da campanha de José FHC, Serra absolveu o rolo de fita adesiva e aceitou a denúncia contra a bola de papel. Essa, por sua vez, nega qualquer vínculo partidário.

Em estado de perplexidade e ao mesmo tempo irado, o candidato José FHC Serra prometeu um tomógrafo para cada escola pública do País. O temor é que as crianças ao perceberem que bolinhas de papel garantem 24 horas de repouso, deixem as escolas vazias.

Por outro lado, as investigações se concentram num veio importante. José FHC Serra teria sido atingido por um pacote de papel A4 contendo o dossiê Aécio Neves.         

A ANAC – AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – determinou que em todos os aeroportos do Brasil sejam presas as pessoas que tentam embarcar com papel ou bolinhas de papel. José FHC Serra vai acusar o governo de Lula de estar desenvolvendo projetos secretos de enriquecimento de celulose. A dúvida é que de que organização terrorista partiu a bola que atingiu José FHC Serra. Segundo as autoridades as investigações preliminares permitiram descobrir que como foi bola a AL QAEDA não tem nada a ver com o atentado. Se fosse aviãozinho de papel estaria comprovada a participação da organização de Osama bin Laden.

Por outro lado ficou certo que José FHC Serra é lerdo. Bush escapou da sapatada e Serra não conseguiu evitar a bolinha de papel.

O exame de balística do projétil determinou que bolinha/bala saiu de um chumaço de MAXPRINT, calibre A4, o que levou a ONU a interditar as fábricas da CHAMEX e da TILIBRA.

Segundo um porta-voz do Pentágono ainda bem que o ataque às torres gêmeas foi com aviões de verdade e não de papel, do contrário o estrago teria sido maior e sabe-se lá o que teria acontecido com o povo norte-americano

O bispo de Guarulhos D. Luís Gonzaga Bergonzini mostrou-se horrorizado com o ataque e recomendou a padre José Augusto a dizer aos fiéis que o mundo está perdido. “Hoje bolinha de papel, amanhã confete e serpentina, onde vamos parar?”

Cientistas de todo o mundo afirmaram em nota oficial que as academias de ciências e universidades de todo o planeta perceberam agora o que causou a extinção dos dinossauros. Uma super bola de papel que veio do espaço.

Um militante do PT, vizinho do primo da cunhada da filha da Dilma foi preso nas últimas horas e apontado como principal suspeito do atentado contra José FHC Serra.

Obama já disse que não vai tolerar programas de enriquecimento de celulose em qualquer país, exceto os EUA. Ermírio de Moraes entrou em desespero com a medida do presidente dos EUA, teme o risco de ir a falência.

A REDE GLOBO de televisão destacou vários de seus jornalistas para apurar a fabricação clandestina de bolas de papel. Quer que a Polícia suba os morros e detenha quem esteja portando papel. O jogo do bicho, tradicional instituição brasileira está sob ameaça de extinção.

Onde anotar os palpites?

O governador eleito do Paraná, Beto Richa, em estrita observância à liberdade de expressão, proibiu a divulgação de pesquisas de intenção de votos que mostrem José FHC Serra em queda, atribuindo os números ao papelório dos principais institutos de pesquisas no Brasil.

Segundo o governador eleito, tucano, é para preservar a moral e os bons costumes.

Um novo boletim médico sobre o estado de saúde de José FHC Serra, atingido por uma chuva de papel picado, deve ser emitido antes das 22 horas.

Observação – esse artigo foi escrito em cima de dados passados por uma guerreira histórica da luta popular no Brasil.

sábado, 23 de outubro de 2010

BRASIL

O PSDB e a entrega das estatais paulistas
A política tucana de privatização, comandada por José Serra a partir do Conselho Nacional de Desestatização (CND), compreendia a venda de estatais federais e estaduais. Assim, em 1996, foi instituído em São Paulo o Programa Estadual de Desestatização (PED) que resultou na entrega de 13 estatais, entre dez empresas de energia elétrica e gás, Nossa Caixa Seguros e Previdência, Banespa e Fepasa. Foram tantos leilões de privatização que os tucanos perderam a conta.
 
O principal método dos tucanos para levar a cabo as privatizações foi retalhar as estatais paulistas, sendo que no caso do banco e da ferrovia foi o de federalizar antes de levar a leilão.
Das empresas de energia elétrica e distribuição de gás, apenas a CPFL, em leilão ocorrido em 1997, ficou sob controle de empresas brasileiras, com o consórcio VBC.
 
A Cesp foi divida em cinco: Elektro, açambarcada em 1999 pela Enron (EUA); Cesp Tietê, tomada pela AES (EUA), em 1999; Cesp Paranapanema, empalmada pela Duke Energy (EUA), em 1999; CTEEP, entregue à Interconexión Eléctrica S/A - ISA (Colômbia), em 2006; e Cesp Paraná, que os tucanos não conseguiram privatizar.
 
A Eletropaulo foi seccionada em quatro: Eletropaulo Metropolitana, vendida em 1999 à AES (EUA), que tomou emprestado dinheiro do BNDES para compra e ficou devendo ao banco; Bandeirante, que a EDP (Portugal) levou em 1999; EPTE, incorporada à CTEEP, antes da privatização; e EMAE, que continua estatal.
 
COMGÁS
 
A Comgás foi privatizada em 1999, em leilão vencido pela BG (Inglaterra) e Shell (Inglaterra/Holanda). Naquele ano, a Gás Noroeste-SP (Gás Brasiliano) foi entregue à Eni (Itália). No ano 2000, o leilão da Gás Sul foi vencido pela Gas Natural (Espanha).
 
Em maio de 2005, a espanhola Mapfre Vera Cruz Seguradora arrematou a Nossa Caixa Seguros e Previdência, subsidiária do banco Nossa Caixa constituída em 2002, em leilão na Bovespa. Um detalhe que mostra flagrante imoralidade tucana: Ruy Martins Altenfelder, ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo de São Paulo, era conselheiro Programa Estadual de Desestatização (PED) e também da Mapfre, isto é, privatizador e comprador ao mesmo tempo.
 
BANESPA
 
No dia 30 de dezembro de 1994, o então presidente do Banco Central Pedro Malan - já convidado para ministro da Fazenda de Fernando Henrique, que assumiria o governo dois dias depois – determinou a intervenção do Banespa. Para preparar a privatização, os tucanos tramaram a falsificação do balanço do banco paulista, conforme comprovou a revista Carta Capital. Em novembro de 2000, o governo Fernando Henrique/Serra entregou o Banespa para o espanhol Santander, por R$ 7 bilhões. Responsável pelo financiamento de quase toda a produção agrícola do Estado, o Banespa tinha na época um patrimônio líquido avaliado em mais de R$ 11 bilhões e ativos de mais de R$ 28 bilhões. O Santander ainda foi contemplado com isenção fiscal de R$ 5,15 bilhões, além de R$ 700 milhões em lucros de janeiro a setembro de 2000.
 
A Fepasa foi federalizada em 1998, passando a ser Malha Paulista da Rede Ferroviária Federal - RFFSA, que foi privatizada naquele mesmo ano.
 
Em 2007, ano em que assumiu o governo do Estado, Serra mostrou que sua índole é de privatizador. Abriu licitação para saber o valor de 18 empresas estatais que ainda não haviam sido vendidas: Cesp, Sabesp, Nossa Caixa, Metrô, CDHU, CPTM, Dersa, EMAE, Cosesp, CPP, Cetesb, Prodesp, Imesp, EMTU, CPOS, IPT, Codasp e Emplasa. Em outubro daquele ano o banco Fator foi escolhido para fazer a avaliação econômica e financeira das empresas e o Citibank, para fazer a modelagem de venda.
 
CESP
 
Inicialmente, Serra tentou privatizar a Cesp. A data do leilão foi marcada para 28 de março de 2008. Contudo, a mobilização popular e o veto federal a tarifas de escorcha impediram a privatização.
VALDO ALBUQUERQUE
Original em Hora do Povo
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

BRASIL

IstoÉ: as contradições de Serra no Jornal Nacional

Questionado na edição desta terça-feira (19) do Jornal Nacional por William Bonner e Fátima Bernardes, o presidenciável tucano, José Serra, mais uma vez não explicou o seu relacionamento com o engenheiro Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto. Souza é acusado por líderes do PSDB de desviar R$ 4 milhões da campanha do partido.

Numa clara tentativa de se desvencilhar do escândalo, Serra se disse “vítima” e alegou que essa é uma questão interna do PSDB, pois não envolveria dinheiro público. Ao contrário do que diz Serra, no entanto, o episódio Paulo Preto envolve, sim, dinheiro público. A arrecadação irregular só foi possível em função de superfaturamento de obras públicas como o Rodoanel e a ampliação da Marginal Tietê, pagas com dinheiro do contribuinte.

Quando Bonner perguntou se o fato de uma filha do engenheiro ter sido nomeada por ele para cargo de confiança do Palácio dos Bandeirantes não caracterizaria nepotismo, Serra não respondeu. Disse apenas que, quando fez a nomeação, não sabia estar diante da filha de Paulo Preto. E afirmou que ela era apresentada como uma profissional competente.

Serra também não fez menção a indício de aparelhamento dos cargos de confiança por parentes e amigos ao deixar de dizer que, quando prefeito da capital, ele contratou a mesma filha de Paulo Preto para a diretoria de eventos da SPTuris, como noticiado pela Folha de S. Paulo. Também não mencionou um caso de tráfico de influência envolvendo a outra filha do engenheiro, funcionária de um escritório de advocacia que defende as empreiteiras clientes de seu pai Preto em obras bilionárias como o Rodoanel.

Fonte: IstoÉ

Serra, o verdadeiro, privatizaria até a alma...

Pois é....

O Serra acusa a sua adversária de dizer uma coisa e depois dizer outra... mas será que ele quer convencer o povo brasileiro que não privatizará o restante do Brasil e principalmente o pré-sal, a petrobras,  o nosso passaporte para o futuro????será que ele diz uma coisa depois diz outra?


 O Sr. José Serra do PSDB, tocava o programa de privatização e era o responsável pela vendas das estatais brasileiras, quando foi ministro do planejamento do governo FHC.
Confira na matéria abaixo, da revista Veja de 03/05/1995, o que o Ministro Serra disse: “Estamos fazendo todo o possível para privatizar em alta velocidade”.
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Assim, conforme mostra as fotos abaixo, Serra bateu o martelo em leilões de privatização. A cada batida de martelo, bilhões do patrimônio público nacional eram retirados da mão do povo
brasileiro e entregues a investidores privados. Um crime de lesapátria.
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Nesta foto, José Serra aparece batendo o martelo durante o leilão da companhia de eletricidade, a ESCELSA, em 1995.
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Nesta foto, José Serra bate o martelo e vende a companhia de eletricidade LIGHT. (Revista Veja do dia 29/05/1996)
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Nesta foto, José Serra comemora a venda da LIGHT.
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Data: Revista Veja do dia 03/05/1995 Na matéria acima, a revista narra o que disse FHC para Serra: "É preciso dizer sempre em todo lugar que esse governo não retarda privatização, não é contra NENHUMA PRIVATIZAÇÃO, e vai vender tudo o que der para vender".
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Data: Revista Veja do dia 07/02/1996 Na matéria acima, a revista mostra que o José Serra garante a privatização da Vale do Rio Doce: “A descoberta dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço, que poderá ser maior.”

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

BRASIL

Serra não é do bem

O seu jingle de campanha diz assim: "Serra é do bem, Serra é do bem", mas pode esquecer, porque quem bate em professor, definitivamente não está fazendo o bem.

Hoje é Dia dos Professores e o que José Serra, governador de São Paulo, fez por esta categoria fundamental à vida de todos os brasileiros? Bateu, ou deixou bater, o que dá na mesma.
Ainda este ano, Serra viu um professor ser agredido por policiais militares em Franco da Rocha (SP) e não fez nada. A informação não é de "blogs sujos" (como o tucano se refere à imprensa livre), mas do jornal O Globo http://miud.in/fL8. Até uma jornalista teria sido vítima de agressão neste mesmo dia e um policial militar disse: "se precisar, vamos descer a porrada". Linguajar de alto nível, Serra bem acomodado no palanque, professores apanhando, tratados como bandidos.

Em outro episódio, Serra usou a Tropa de Choque da Polícia Militar contra os professores da rede estadual, deixando cinco feridos a balas de borracha. Mais este capítulo de truculência de Serra ocorreu nas ruas que levam ao Palácio dos Bandeirantes. O jornal Estado de São Paulo noticiou: http://miud.in/fL9.

Com tratamento violento dispensado à categoria, Serra acabou recebendo o troco, mas de maneira pacífica e democrática. Ele e o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, foram vaiados, "solenemente", por professores e representantes do Sindicato, em fevereiro último. Mas Serra não está acostumado a ouvir a voz do povo, então, durante a cerimônia para entrega de 57 ônibus escolares, ele se irritou, bateu-boca e até xingou por duas vezes um empresário que protestava. A reportagem foi publicada no Portal Terra: http://miud.in/fLc.

Publicado em Dilma na Rede
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FHC insinua que beneficiários de programas sociais são "preguiçosos"

Em discurso inflamado durante veneto num hotel de luxo em São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) abaixou ainda mais o nível da campanha tucana ao lançar ofensas e grosserias contra o presidente Luis Inácio Lula da Silva, a quem acusou de 'mesquinho' e de mentir 'sem cessar'.

Fernando Henrique, em cujo governo o Brasil enfrentou forte recessão e desemprego, também reafirmou os preconceitos da elite contra os beneficiários de programas sociais.
"Não queremos um Brasil de preguiçosos", disse o ex-presidente para uma platéia de militantes e dirigentes do PSDB.

O preconceito elitista dos tucanos contra os beneficiários de programas sociais, como o bolsa-família, vem sendo repetido sistematicamente por aliados do presidenciável José Serra.

Num artigo chamado "Perigos do esmolão", publicado na Folha de S. Paulo, o economista tucano Gesner Oliveira, deixa claro o que pensa a direita sobre os programas sociais. Numa visão puramente economicista, ele diz que "Cada administração tentará elevar o valor dos benefícios, independentemente de seus efeitos sobre a acumulação de capital humano e conseqüente aumento de produtividade. A pressão fiscal daí decorrente imporá novas restrições à expansão do investimento público, especialmente em infraestrutura. Isso terá efeito nocivo sobre a competitividade da economia e a capacidade de crescimento..."

No fim do artigo, ainda cita uma lenda que reforça a pecha de "preguiçosos" em relação aos beneficiários do bolsa-família. "Conta a lenda que um sábio teria mandado seu discípulo lançar ao precipício uma vaca que constituía a única fonte de alimento de uma família muito pobre. Consternado, o discípulo cumpriu a ordem. E, depois de certo tempo, constatou que a mesma família havia prosperado mediante árduo trabalho e empreendimento", relata Gesner, insinuando que os beneficiários do bolsa-família não trabalham e não prosperam porque estão acomodados com o benefício.
 
Original em Vermelho
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domingo, 10 de outubro de 2010

Tucanato: o governo dos ricos, peos ricos, para os ricos!

Serra abre quase uma praça de pedágio por mês em SP

Como governador, o presidenciável tucano, José Serra, abriu nove praças de pedágio apenas em 2009. É quase uma nova praça de pedágio por mês. Já são 117 em todo o estado. As tarifas elevadas e o abuso de rodovias privatizadas deu a Serra a alcunha de "Zé Pedágio". Sua administração, também chamada como a "farra dos pedágios", foi criticada por Heródoto Barbeiro, em entrevista no programa "Roda Viva". Misteriosamente, no dia seguinte às críticas, Heródoto deixou a emissora do programa.







Original em Vermelho
Título: BVC

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FALTAM NOVE DIAS

LULA DEVOLVE A PETROBRAS AOS BRASILEIROS
CAPITALIZAÇÃO TRANSFORMA A EMPRESA QUE OS TUCANOS QUERIAM DESMONTAR NA 2º MAIOR PETROLEIRA DO MUNDO
     Aurélio Santos

Nesta sexta-feira, o Presidente Lula abriu o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo; não para vender o patrimônio público, como fez o governo tucano nos anos 90, mas para coroar o êxito do maior lançamento de ações da história econômica mundial. A capitalização da Petrobrás eleva a 48% participação do Estado brasileiro no controle acionário da empresa e reverte o desmonte arquitetado pela gestão FHC destinado a fatiar, privatizar e pulverizar o comando da mais estratégica empresa do Brasil. O sucesso assegurado da capitalização torna a Petrobrás a segunda maior petroleiro do mundo e viabiliza a soberania brasileira na exploração das jazidas do pré-sal, reconhecidas como a mais importante descoberta de petróleo dos últimos 30 anos. As forças e interesses reunidos em torno da coalizão demotucano mais de uma vez manifestaram sua preferência por entregar a guarda desses recursos à 'eficiencia dos livres mercados', leia-se, às petroleiras internacionais. Na votação dos marcos regulatórios que asseguram o controle nacional sobre prováveis 50 bilhões de barris de petróleo armazenados no fundo do oceano, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), cogitado como vice de Serra, foi categórico: 'Resistiremos o máximo'. O Presidenciável não deixou por menos. Serra insistiu até o último minuto no adiamento dessa decisão e sinalizou que poderia revertê-la , se vitorioso nas urnas. Acima de tudo , porém, o que o ex-governador de SP mais temia era o simbolismo histórico explosivo, intrinsecamente desfavorável a sua candidatura, condensado na cerimonia protagonizada por Lula nesta sexta-feira que, a nove dias das eleições, contrapõe, objetivamente, dois projetos de país.
(Carta Maior, 24-09)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Serra diz que elevará salário mínimo para R$ 600,00... em 2015

Tucano despeja toneladas de promessas vazias na televisão
Nunca ninguém fez tão pouco caso da inteligência popular quanto faz Serra  
Leitores, vocês podem imaginar o nosso esforço, nesses dias que faltam até a eleição, para escrever seriamente sobre a campanha eleitoral. Não é que falte gente séria – Dilma é, certamente, uma das pessoas mais sérias deste país.
Mas não há como criticar o Tiririca, quando o Serra é candidato a presidente da República. Aliás, o Tiririca é muito mais sério. Quer uma amostra, leitor? Olha só o que captamos no horário eleitoral:
“80 milhões de votos. Ministro do Real. Ministro do Planejamento das grande obras. Portos em Pernambuco e no Ceará. Saneamento: 72 projetos em 9 Estados. Verbas para o Metrô: Rio - SP - BH e Brasilia. Pró Moradia: casas para famílias pobres para todo Brasil. Energia: mais 4 unidades geradoras para Xingó. Ampliação da Refinaria Landulfo Alves. Construção dos gasodutos em Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. O ministro do Pró Emprego e do Plano de Ação para o Nordeste. 3 milhões de trabalhadores beneficiados. O ministro do genérico. Do bolsa alimentação que virou Bolsa Família. O deputado que criou o FAT. Que tirou do papel do Seguro Desemprego. O prefeito das grandes escolas. Dos Hospitais. Do bilhete único para ônibus e metrô. O governador da maior expansão da história do Metrô. Da rede de ensino técnico. Governador do maior programa de urbanização de favelas do país. Do maior programa de saneamento do litoral brasileiro. Este é José Serra. Preparo. Honestidade. Competência”.
JUÍZO
Nenhum outro demente da política brasileira, jamais fez algo tão mentiroso, doente, tão sem respeito pelos outros e por si mesmo, julgando as pessoas burras, capazes de acreditar em qualquer coisa, sem juízo próprio, como se não vissem a realidade, como se pudessem - e devessem - ser submetidas ao império da canalhice com tanta facilidade.
“80 milhões de votos” (???). Serra nem era ministro quando o real foi instituído. Ele próprio, quando Marina Silva lembrou que o governo Fernando Henrique nada fez em saneamento, disse que ficou só um ano e meio como ministro do Planejamento, e que não deu para fazer grande coisa.
Além disso, ministro do Planejamento trata do Orçamento, e nem mesmo da versão final, elaborada pelo Congresso. Não faz obras, não faz portos, não saneia, não faz metrô, casas, hidrelétricas, refinarias ou gasodutos. E Serra nem mesmo foi responsável por esses projetos. Agora, pegou todos eles (realizados ou não) e se atribuiu a autoria.
Ele ficou conhecido como o ministro do Desemprego. Mas eis que surge um “Pró Emprego” que ninguém viu e até um “Plano de Ação para o Nordeste” - gosta tanto dos nordestinos, que dizem que pediu ao Sarkozy para incluí-los no plano de valorização dos ciganos do governo francês, pois nordestino e cigano é tudo a mesma coisa, vivem andando de um lado para o outro.
Não vamos nos estender sobre os “3 milhões de trabalhadores”, certamente beneficiados por livrarem-se de seus empregos, nem sobre a dengue, lepra, tuberculose e outras benesses de sua administração na Saúde - de passagem, lembraremos que os genéricos foram criados pelo ministro Jamil Hadad, o FAT pelo deputado Jorge Uequed, o bilhete único pela prefeita Marta Suplicy, o seguro-desemprego foi tirado do papel pelo presidente Sarney,, e o bolsa alimentação, uma demagogia para meia dúzia de grávidas, nada tinha a ver com o Bolsa Família.
Mas, e as “grandes escolas”? Quantas Serra construiu? Nenhuma. E os hospitais foram dois, privatizados rapidamente sob o regime das infames OS.
Se as previsões fossem verdadeiras – e o próprio Serra já disse que elas não têm importância – entre 2007 e 2010 seriam construídas 5,6 km de linhas do metrô, a metade cabendo a Serra, 2,8 km, muito menos do que Maluf ou Quércia. Quanto às escolas técnicas de Serra, oferecem, sobretudo, meia dúzia de cursos inúteis – além de, por exemplo, canto e dança.
Talvez o mais alucinado seja “o maior programa de urbanização de favelas do país” - vai ver que é na Califórnia. Serra deve ter confundido o país. O mesmo sobre o “maior programa de saneamento do litoral brasileiro” (deve ser na praia particular do Daniel Dantas).
Bem, “este é José Serra. Preparo. Honestidade. Competência”. Um sujeito que, portanto, não existe.
PROMESSAS
Mas, vejamos algumas (só algumas) coisas que ele prometeu nos últimos dias, segundo o seu site de campanha:
1) “asfaltar a Transamazônica” (só 4.000 km na selva, em cima da lama, com os índios, o Ibama, os ecologistas e as onças adorando aquele cheiro de alcatrão...);
2) “subir o salário mínimo para R$ 600 no primeiro mês de governo” (não era ele que dizia que o mínimo estimulava a incapacidade, estourava as contas da Previdência e falia as empresas?)
3) “desenvolver a indústria da biodiversidade” (a biodiversidade é uma característica da natureza, não uma indústria, ele deve ter confundido com o comércio da biodiversidade);
4) dotar de “saneamento 12 milhões de casas” (podia começar pelas que não saneou em SP);
5) “fazer a reforma política” (deve ser para obrigar todo mundo a votar no Serra, única ideia que, com certeza, ele tem sobre o assunto);
6) “regulamentar a profissão de agente comunitário” (de que área? Qualquer uma?!);
7) “criar o Ministério da Pessoa com Deficiência” (e, provavelmente, o da Pessoa com Joanete);
8) “enxugar o número de funcionários” (uai, não era para inaugurar mais ministérios?);
9) “instalar centros culturais de ponta” (de ponta? Como assim?);
10) acabar com as “favelas ou lugares degradados” (os favelados passarão a morar em rios; por exemplo, o Rio da Guarda);
11) “refazer” a região cacaueira, pois o cacau “demora cinco anos para ser produzido” (por decreto, o cacau vai demorar só dois meses);
12) “asfaltar a Cuiabá-Santarém” (como é obra do PAC, quer botar asfalto no asfalto do Lula e da Dilma);
13) e “fazer um metrô na Baixada Fluminense”, “fazer um metrô em Porto Alegre”, “fazer um metrô em Salvador”, “fazer um metrô em Goiânia”, “fazer um metrô em Nova Friburgo”, “fazer um metrô em cada cidade com mais de 500 mil habitantes”, “fazer 400 km de linhas de metrô”, “transformar as ferrovias urbanas em metrôs de superfície”.
Nesse último item, Serra tem experiência, pois afundou uma linha numa cratera, alagou estações e transformou o resto do metrô num trem da Supervia – portanto, para fazer o que prometeu basta um pouco de engenharia reversa.
Antes, ele prometeu dobrar o número de atendidos pelo Bolsa Família (provavelmente com a importação de famintos dos EUA). Falta só prometer que as escadas só vão descer e jamais subir – e dar duas casas para cada brasileiro, uma para morar e outra para alugar.
Que 3 de outubro chegue rápido e que para Serra a terra seja pesada, muito pesada.
 
CARLOS LOPES
 
Original em  Hora do Povo
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domingo, 22 de agosto de 2010

Um Zé fora de hora

O “Zé que quero lá” não é apenas jingle de campanha; acima de tudo, é o sintoma de um jogo teatral lamentável, desprovido de recursos que conquistem a simpatia da platéia. Como ator político, é uma idéia fora de lugar, uma caricatura de si mesmo.
Gilson Caroni Filho

José Serra deixou cair a máscara barata. As críticas ao que chamou de “conferencismo”, no 8º Congresso Nacional de Jornalismo, vão além do agrado circunstancial ao baronato midiático que lhe apóia na campanha. A direita sabe que o maior legado da Era Lula não se resume ao crescimento econômico com distribuição de renda. O grande feito do governo petista foi mobilizar a sociedade para passar em revista problemas históricos de origem.

Após várias conferências, a história brasileira deixou de ser o recalcamento das grandes contradições, para se afigurar como debate aberto sobre suas questões centrais. Numa formação política marcada pela escravidão, pela cidadania retardatária, com classes sociais demarcadas por distâncias socioeconômicas e por privilégios quase estamentais, o que vivemos no governo Lula foi uma verdadeira revolução cultural.

Além de discutir a mídia e a questão ambiental, foi criada uma nova agenda capaz de combater preconceitos e discriminações, ligados à classe, à raça, ao gênero, às deficiências, à idade e à cultura. Conhecendo os distintos mecanismos de dominação, encurtou-se o caminho da conquista e ampliação de direitos, da afirmação profissional e pessoal. E é exatamente contra tudo isso que se volta a peroração serrista. A sociedade organizada é o pavor dos oligarcas.

O candidato tucano não escolhe caminhos, métodos, processos e meios para permanecer como possibilidade de retrocesso político. A cada dia, ensaia nova manobra de politiqueiro provinciano, muito mais marcado por uma suposta esperteza do que pela inteligência que lhe atribuem articulistas militantes. Continuar chumbado ao sonho presidencial é sua obsessão. De tal intensidade, que já deveria ter provocado o interesse de psiquiatras em vez da curiosidade positivista de nossos “cientistas políticos” de encomenda.

O “Zé que quero lá” não é apenas jingle de campanha; acima de tudo, é o sintoma de um jogo teatral lamentável. Desprovido de recursos que conquistem a simpatia da platéia, se evidencia como burla ética, como o cristal partido que não se recompõe. Como ator político, é uma idéia fora de lugar, uma caricatura de si mesmo. Vocaliza como ninguém o protofascismo de sua base de sustentação.

Por não distinguir cenários, confunde falas. Quando tenta uma encenação leve, resvala para o grotesco. Quando apela para o discurso da competência, sua fisionomia é sempre dura, ostentando ressentimento e soberba. Os Césares romanos davam pão e circo à plebe. Aqui, sendo o pão tão prosaico, o ”Zé” não pode revelar os segredos da lona sob a qual se abriga. Seu problema, coitado, não é de marketing – é de tempo.

No governo em que ocupou duas pastas ministeriais, o cenário era sombrio. Parecia, ao primeiro olhar, que, no Brasil, tudo estava à deriva: desvios colossais na Sudene, na Sudam, no DNER; violação do painel eletrônico do Senado; entrega de ativos a preço vil; racionamento de energia e descrença generalizada na ação política. Os valores subjacentes aos pólos coronel/cliente, pai/filho, senhor/servo, pareciam persistir na cabeça de muitos de nossos melhores cidadãos e cidadãs, bloqueando a consolidação democrática. Era o tempo de Serra.

Tentar voltar ao proscênio oito anos depois é um erro primário. A política econômica é outra. Mais de 32 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado consumidor brasileiro. Segundo o chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri, os cenários projetados até 2014 mostram que é possível duplicar esse número. A mobilidade social gerou um cidadão mais exigente. Uma consciência política mais atenta ao que acontece em todos os escalões do poder, um contingente maior de sujeitos de direito que exige mais transparência e seriedade na administração pública. Esse é o problema do “Zé”. Aquele que, depois de tantas Conferências, poucos o querem lá.
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Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Publicado em O outro lado da notícia
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Serra, as APAES e a educação formal

O PSDB é oportunista, dissimulado, desleal. Serra trata de segurança pública como se não tivesse nada com o assunto, como se não fosse ex-governador do Estado que criou o PCC. Não adianta a justificativa pelo fato do crime ser nacional, até porque ele é mundial. O fato é que as ações do PCC, de origem paulista, onde o PSDB é governo há 16 anos, não tem combate a altura, ele reina com supremacia e ai sim, dissemina ações criminosas para todo o país. Onde está o hipocondríaco que não ver os crimes no seu estado? Se ele não consegue ver o que está no seu quintal, como verá fora dele? Ou será que os seus olhos de raios-X, só servem para ver o que os outros fazem? Ainda bem que o país está de olhos abertos!

Helio de Almeida.


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Do Blog http://contextolivre.blogspot.com "Sendo pai de uma menina especial, portadora da Síndrome de Down, senti asco e nojo do candidato Serra no debate. Esse candidato tentou explorar dúvidas de pais e amigos (quase toda a população) de pessoas especiais de como seria a melhor forma de educar esses cidadãos. A política de inclusão, do governo Lula, das pessoas especiais nas escolas públicas é correta: todos os brasileiros têm o direito à educação fornecida pelo estado. Às APAES não cabe a educação formal, mas complementar. Esse candidato, que espero que suma da vida pública, apenas lançou dúvidas, divulgou preconceitos e maledicências contra a inclusão de pessoas especiais na sociedade. Se antes eu apenas o desprezava, agora eu o combaterei. O meu mais veemente repúdio a esse candidato e à utilização eleitoreira, superficial, de um tema que merece um debate sério". Carlos França.

Publicado em Helio Jampa
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Serra faz ato em Porto Alegre sem Yeda, sem povo, mas muita mídia

O candidato da oposição esteve hoje em Porto Alegre e realizou atividades de campanha sem a presença da governadora do Estado, a tucana Yeda Crusius. A assessoria do tucano havia divulgado que os dois realizariam uma caminhada pelo centro da cidade, mas houve apenas um encontro rápido entre os dois na Rua da Praia. Em seguida o candidato tucano concedeu entrevistas e continuou a campanha sem a presença da correligionária.

Oficialmente, a assessoria de imprensa justificou a ausência de Yeda devido ao fato da caminhada ser realizada durante o horário do expediente.

Yeda Crusius enfrentou forte resistência da cúpula tucana para se lançar à reeleição. A direção nacional do PSDB avaliava que os altos índices de rejeição da gestão tucana poderiam atrapalhar a candidatura de Serra no estado, considerado estratégico na região sul do país.

Na última pesquisa IBOPE sobre a disputa estadual, divulgada no dia 10 de julho, o candidato do PT, Tarso Genro, lidera a disputa com 39% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito da capital José Fogaça (PMDB) com 29% enquanto a tucana amarga um terceiro lugar com 15% das intenções de voto.

A caminha inicialmente prevista para terminar no Mercado Público, foi encurtada e acabou na chamada Esquina Democrática. Além dos parlamentares tucanos, alguns peemedebistas também acompanharam o cortejo serrista como o deputado federal Osmar Terra, ex-secretário de saúde estadual.

Apesar do candidato da oposição ter tentado criar “fatos políticos” durante a caminhada, como a entrada em uma farmácia para perguntar se ali são vendidos genéricos, a recepção popular foi fria como o inverno gaúcho.

Mesmo os veículos da grande imprensa que acompanharam a atividade destacaram a falta de empolgação da população.

Segundo a jornalista Leticia Duarte, do jornal Zero Hora “o empurra-empurra é grande entre a imprensa, mas o povo interage pouco com Serra nas ruas”, declarou a repórter pelo microblog Twitter.

"Liberdade total de imprensa"

A fria recepção da população em contraste com a empolgação da imprensa pode ser explicada pela reafirmação do compromisso de Serra com a mídia. Serra declarou que ao contrário da candidata do PT, Dilma Rousseff, seu compromisso é com a “liberdade total para a imprensa”.

"Minha posição de ontem, hoje e amanhã é a liberdade total de imprensa. O que não significa que você está sempre de acordo com tudo. Mas a imprensa é fundamentalmente livre" afirmou.

Sem citar nomes, Serra criticou a proposta da adversária petista no que se refere aos meios de comunicação. Segundo ele, há a intenção de impedir a liberdade de imprensa. De acordo com o candidato, o PT aprovou um programa de governo, que conta com o apoio de Dilma, que tenta “coagir” a mídia.

Ontem (21), em entrevista à TV Brasil, Dilma falou do assunto e deu uma estocada em Serra. "Sou contrária ao controle do conteúdo (da mídia). O que é inadmissível é a censura à imprensa. É inadmissível alguém usar sua posição e ligar para o editor de um jornal e pedir punição para jornalista. Antes de falar em liberdade de imprensa tem que garantir a liberdade do jornalista e o direito de expressão", disse a ex-ministra, sabendo que José Serra é conhecido nos bastidores da política por sua constante irritação com jornalistas. Há muitos relatos de profissionais da imprensa que dizem que Serra liga para os editores pedindo punição para jornalistas que falam ou escrevem coisas que o desagradam.

De Porto Alegre,
Gustavo Alves
colaborou: Cláudio Gonzalez

Publicado em Vermelho

sábado, 17 de julho de 2010

Serristas querem cassar a cidadania de Lula e do povo

Carlos Lopes
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Citação justa e curta do presidente sobre o papel da sua ex-ministra da Casa Civil no projeto do trem-bala foi motivo para estranhos alaridos

A atual campanha eleitoral nem bem começou e, se outros méritos não tivesse, já teria o de expor à luz do sol alguns ratos da República, pequenos e repugnantes animais de recessos escuros e cafuas tenebrosas, que não se conformam quando não podem roer à vontade, impunemente, sem limites, a nação e aquilo que é do povo.

O leitor pensa que estamos exagerando? Veja-se, então, o charivari de guinchos estridentes, na terça e na quarta-feira, porque Lula pronunciou o nome da candidata Dilma Rousseff durante o lançamento do edital para a construção do TAV, também conhecido como trem-bala.

Dilma teve um papel central na consecução desse projeto. Portanto, Lula lembrou esse papel. Em discurso com 7 laudas e 190 linhas de texto, dedicou 5 linhas à Dilma: “... eu não posso deixar de dizer, aqui, que nós devemos o sucesso disto tudo que a gente está comemorando a uma mulher. Eu, na verdade, nem poderia falar o nome dela porque tem um processo eleitoral, mas a história a gente também não pode esconder por causa de eleição. A verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV, e foi ela que cuidou, junto com a Miriam Belchior, junto com a Erenice”.

Tudo isso é inteiramente verdade. A única coisa que chama realmente a atenção é que o presidente, apesar de saber-se no seu direito, sabia também com quem estava lidando – daí sua rápida consideração de que “eu, na verdade, nem poderia falar o nome dela”. Trata-se de uma referência ao que os chicaneiros gostariam de fazer, ao clima que Lula sabia que eles tentariam fabricar, não um reconhecimento de que estava fazendo qualquer coisa errada – caso contrário, não falaria em Dilma.

Nisso, também, o presidente estava certo. O escândalo forjado nas manchetes garrafais do dia seguinte induzia leitores e telespectadores a achar que Lula tinha pronunciado uma arenga infinita e despropositada sobre Dilma. Não foi isso o que aconteceu, mas uma citação perfeitamente adequada – e, antes de tudo, justa - sobre o trabalho administrativo competente de sua principal auxiliar no governo.

Em suma, a questão é a seguinte: já que não conseguem ganhar a eleição fazendo campanha, os ratos da República querem proibir o presidente mais popular da História do Brasil de existir. Querem que ele seja o único cidadão do país proibido de manifestar a sua opinião, querem, inclusive, determinar o que ele pode ou não falar nas cerimônias oficiais – aliás, qual a cerimônia onde o presidente da República está presente que não se transforma em cerimônia oficial?

Porém, não se trata de saber o que é oficial e o que não é. O presidente tem direito a se manifestar onde quer que esteja, assim como qualquer um. Caso contrário, estaria estabelecida uma original legislação restringindo a liberdade de apenas um entre todos os brasileiros – e com nome, Luiz Inácio Lula da Silva, pois ninguém se lembrou de tal dispositivo na época de qualquer outro presidente, muito menos o protetor de Serra, Fernando Henrique Cardoso.

Essa rataria diz o que quer através de suas dezenas de jornais, TVs, rádios, etc., etc. & etc. Aliás, dizem até o que, de acordo com a lei, não podem dizer: insultam, afrontam, difamam, caluniam, enfim, mentem o tempo todo sem que nada lhes aconteça, fazem campanha o tempo todo, estejamos ou não em período eleitoral, pregam o golpe sem nenhum pudor ou mínimo traço de vergonha, usam concessões públicas, como são os canais de TV e rádios, em proveito de mesquinhos interesses políticos particulares.

Mas Lula não pode nem mencionar, mesmo de passagem, o nome de Dilma, que despejam uma enxurrada de imbecilidades sobre o público. O presidente não tem o dinheiro que eles têm, nem os bancos e multinacionais que os sustentam. O presidente tem apenas a sua voz, a sua opinião, a sua recusa a se submeter a esses ratos.

É risível que seu candidato venha falar em “uso da máquina”, logo ele, que se especializou em pedir por telefone a cabeça de jornalistas – ou em demiti-los diretamente, como na TV Cultura de São Paulo – quando suas opiniões não lhe agradam em alguma coisa, mesmo que seja mínima.

Evidentemente, se Lula tivesse elogiado Serra, nenhum desses ratos teria nada contra, nem o próprio. Não há neste país quem tenha dúvidas sobre qual seria a reação deles.

Logo, o que querem é que a lei seja diferente para uns e para outros. Que ela sirva para proibir Lula de falar em Dilma, e a proibição seja só para que Lula não fale em Dilma. Seria o único brasileiro a ter seu direito de expressão coibido.

No entanto, Lula é, no momento, a condensação do povo brasileiro. O que querem, portanto, é que a liberdade de todos seja restrita e só a deles seja ilimitada, infinita, sem qualquer trilho que a torne compatível com toda a sociedade, com toda a coletividade.

Se o leitor notou o parentesco desta descrição com aquela que os psiquiatras fazem dos psicopatas, ou sociopatas, ou personalidades antissociais, tem toda a razão. É essa a essência e a função dessa súcia: a de elementos antissociais. Se o leitor notou a parecença com o nazismo, também tem toda a razão.

Mas não é ruim que eles exponham tão explicitamente o seu caráter fascistóide ou a sua falta de caráter (na verdade, é a mesma coisa), para que o povo os conheça melhor ainda do que já os conhece. Não se limpa uma nação sem conhecer a sujeira que tem de ser varrida. Para Serra, tais tentativas são mais um prego cravado em seu caixão político.

No Brasil, o leitor sabe, existem há muito esses ratos da República. Nos melhores momentos de nossa história, eles tiveram menos espaço fora de seus esgotos natalícios. Mas nunca estiveram tão soltos, nunca proliferaram tanto, quanto no governo que teve o atual candidato do PSDB como principal ministro e herdeiro. São, antes de tudo, ratos submissos, sempre oferecendo serviços aos gatos de fora.

O presidente Lula tem razão: “não se pode esconder a história por causa da eleição”. Aliás, a campanha eleitoral é um momento privilegiado para resgatar a história. Lula não tem nenhuma culpa se Serra não fez nada que fosse digno de menção positiva. No caso do trem-bala, aliás, ele só serviu para atrapalhar, embora não tenha conseguido.

Original em Hora do Povo
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Serra precisa de amigos

Não deixa de ser curioso ouvir essa expressão, “república sindicalista”, vinda da boca de quem, naquele mesmo ano do golpe, colocava-se ao lado do presidente João Goulart contra os golpistas que se aninhavam nos quartéis com o mesmíssimo pretexto, levantado agora pelo candidato do PSDB, para amedrontar a classe média. Ao se encarcerar nesse conceito político arcaico, preconceituoso e, sobretudo, falacioso, Serra completou o longo arco de aproximação com a extrema-direita brasileira, iniciado ao lado de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990. O artigo é de Leandro Fortes.
Leandro Fortes

Ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter transformado o Brasil em uma “república sindicalista”, José Serra optou por agregar a seu modelito eleitoral, definitivamente, o discurso udenista de origem, de forma literal, da maneira como foi concebido pelas elites brasileiras antes do golpe militar de 1964. Não deixa de ser curioso ouvir essa expressão, “república sindicalista”, vinda da boca de quem, naquele mesmo ano do golpe, colocava-se ao lado do presidente João Goulart contra os golpistas que se aninhavam nos quartéis com o mesmíssimo pretexto, levantado agora pelo candidato do PSDB, para amedrontar a classe média. Jango, dizia a UDN, macaqueavam os generais, havia feito do Brasil uma “república sindicalista”.

Ao se encarcerar nesse conceito político arcaico, preconceituoso e, sobretudo, falacioso, Serra completou o longo arco de aproximação com a extrema-direita brasileira, iniciado ao lado de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990. Um casamento celebrado sob as cinzas de seu passado e de sua história, um funeral político que começou a ser conduzido sob a nebulosa aliança de interesses privatistas e conveniências fisiológicas pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, hoje, DEM, de figuras menores, minúsculas, como o vice que lhe enfiaram goela abaixo, o deputado Índio “multa-esmolé” da Costa.

Pior que o conceito, só a audiência especialmente convidada, talvez os amigos que lhe restaram, artistas e intelectuais arrebanhados às pressas para ouvir de Serra seus planos para a cultura brasileira: Carlos Vereza, Rosa Maria Murtinho, Maitê Proença, Zelito Viana, Ferreira Gullar e Marcelo Madureira – este último, raro exemplar de humorista de direita, palestrante eventual do Instituto Millennium, a sociedade acadêmica da neo UDN. Faltou Regina Duarte, a apavoradinha do Brasil, ausente, talvez, por se sentir bem representada. Diante de tão seleta platéia, talvez porque lhe faltem idéias para o setor, Serra destilou fel puro contra as ações culturais do governo Lula, sobretudo aquelas levadas a cabo pela Petrobras, a mesma empresa que os tucanos um dia pretenderam privatizar com o nome de Petrobrax.

Animado com o discurso de Serra, o humorista Madureira saiu-se com essa: “Quero que o Estado não se meta na cultura e no meu trabalho, como está acontecendo”. Madureira trabalha na TV Globo, no “Casseta & Planeta Urgente”. Como o Estado está se metendo no trabalho dele, ainda é um mistério para todos nós. Mas, a julgar pela falta de graça absoluta do programa em questão, eu imagino que deva ser uma ação do Ministério da Defesa.

O que José Serra não confessou a seus amigos artistas é que a “república sindicalista” saiu-lhe da boca por despeito e vingança, depois que as maiores centrais sindicais do país (CUT, CGT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central) divulgaram um manifesto conjunto no qual acusam o candidato tucano de mentiroso por tentar se apropriar da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e por “tirar do papel”, seja lá o que isso signifique, o Seguro-Desemprego. “Serra não fez nenhuma coisa, nem outra”, esclareceram as centrais.

O manifesto também lembra que, na Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988), o então deputado federal José Serra boicotou inúmeros avanços para os trabalhadores e o sindicalismo. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de aumento real do salário mínimo, a estabilidade do dirigente sindical, o direito à greve, entre outras medidas.

Desmascarado, Serra partiu para a tese da “república sindicalista” e, apoiado em apenas uma central que lhe deu acolhida, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), chamou todas as outras de “pelegas” e as acusou de receber dinheiro do governo federal para fazer campanha para a candidata Dilma Rousseff, do PT. Baseado nesse marketing primário, ditado unicamente pelo desespero, Serra mal tem conseguido manter firmes seus badalados nervos de aço, que logo viram frangalhos quando defrontados por repórteres dispostos a fazer perguntas que lhe são politicamente inconvenientes, sejam os pedágios de São Paulo, seja sua falta de popularidade no Nordeste.

Sem amigos e, ao que parece, sem assessores, Serra continua recorrendo ao tolo expediente de bater boca com os jornalistas. Continua, incrivelmente, a fugir das perguntas com outras perguntas, a construir na internet, nos blogs, no youtube e nas redes sociais virtuais uma imagem permanente de candidato à deriva, protagonista de vídeos muitíssimo mais divertidos que, por exemplo, as piadas insossas que seu companheiro de artes cômicas, Marcelo Madureira, insiste em contar na televisão.

Original em blog Brasília, eu vi
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terça-feira, 22 de junho de 2010

Serra defende projeto de cobrança em hospital público em SP e diz que críticas são "trololó político.

Silvana Salles 

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (3) que as críticas ao uso de parcerias com as OSs (organizações sociais) na área da saúde, permitindo o atendimento de pacientes particulares nos hospitais públicos, são "trololó político da ala sindicalista do PT".

A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou na quarta (2), por 55 votos a 17, o projeto de lei que permite que todos os hospitais estaduais sejam terceirizados e, apesar de públicos, atendam a pacientes particulares e de planos de saúde, mediante cobrança. Questionado sobre quando será sancionado o projeto, Serra respondeu que ainda não viu a versão final do documento, que "será analisado pela Casa Civil".

São Paulo Aprova Cobrança em Hospital Público

O Ministério Público afirmou que, assim que a norma entrar em vigor, ajuizará ações contra a sua execução; para o MP, a futura lei fere os princípios de igualdade e universalidade do SUS (Sistema Único de Saúde), pois cria um tratamento distinto aos pagantes. A futura lei é especialmente polêmica na questão da venda de até 25% dos atendimentos dos hospitais públicos terceirizados a pacientes particulares e de planos de saúde. Os críticos dizem que se trata de uma "privatização da saúde pública". Na visão desses críticos, os pacientes que pagarem pelo atendimento ou utilizarem seus planos de saúde entrarão numa fila mais rápida, em detrimento dos pacientes do SUS.

Pois bem, que fique então, bem claro, quais são as idéias políticas de Jose Serra/PMDB/DEM/PFL/PPS.

Sendo médico, tenho estado a trabalhar no serviço público de saúde, em São Paulo, por 6 anos, e aqui no Rio Grande do Sul, desde 2002. Com todos os problemas da enorme demanda por atendimento via SUS, este sistema vem melhorando o processo de saúde do nosso estado, RS, e do país. Desde a implantação do SUS em setembro de 1990, avanços vem sendo conseguidos, através de muita luta dos agentes sociais, de tal forma que nosso sistema público de saúde recebe elogios de vários países e muitos deles enviam representantes para estudá-lo.

É obvio, que quando se fala em saúde, está se lidando com sentimentos, com demandas muitas vezes emergenciais, que exatamente por seu caráter de urgência, causam distorções da realidade.

É fato que o sistema ainda carece de muitos ajustes, que embora em um ritmo aquém do necessário, vem acontecendo.

A decisão do governo José Serra/PSDB, inicia DELIBERADAMENTE, um processo de desconstrução do SUS.

Não procede de nenhuma razão o argumento de que a parte "particular" financiará a parte pública, senão vejamos:

1. Os planos de saúde privados vêm sofrendo resultados negativos, devido ao alto custo dos tratamentos, com uma Medicina muito baseada em exames sofisticados e caros, não só pelo tipo de formação médica, que por si só daria margem a outro post, mas pela indústria de processos judiciais. Desta forma, não há como haver "sobra" de caixa que consiga alavancar as demandas do SUS.

2.Ao formatar um hospital com dois sistemas distintos de atendimento, criaremos duas classes de seres humanos, os que podem pagar seu atendimento, e aqueles que não têm condições. Claro que isto já ocorre, mas colocar em um mesmo serviço, é submeter a população de baixa renda a mais uma humilhação.

3. Os especialistas em gerenciamento e administração de serviços públicos, os médicos envolvidos "verdadeiramente" no atendimento público, sabem que esta mistura só levará a distorções que paulatinamente enfraquecerão o SUS até sua extinção.

É bom que estas escolhas de Jose Serra/PSDB/PPS/PFL/DEM, privatizar a saúde, minar as estradas com pedágios cada vez mais aviltantes, entregar o ensino público à iniciativa privada, doar a exploração do petróleo aos estrangeiros, são CLARAMENTE parte importante de sua plataforma eleitoral.

Cabe ao PT e sua coalizão trazer para o debate estes pontos e deixar a população saber com clareza os rumos que o país tomará caso a aliança conservadora e entreguista vencer as eleições do próximo ano, e demonstrar a GRANDE DIFERENÇA entre as propostas de um e de outro, pois a mídia golpista certamente não fará.

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