Topo
Além do Cidadão Kane
sábado, 17 de julho de 2010
A origem das guerras
Topo
Postado por
O Velho Comunista
às
12:27
0
comentários
Marcadores: Estados Unidos, Fidel Castro, Imperialismo, Irã
terça-feira, 29 de junho de 2010
A guerra de Obama
Publicado em Resistir.info
Topo
Postado por
O Velho Comunista
às
18:49
0
comentários
Marcadores: Estados Unidos, guerra imperialista, Irã, israel, Obama
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Alguns recados do Irã: a paz invadiu o meu coração
Postado por
O Velho Comunista
às
17:53
0
comentários
domingo, 9 de maio de 2010
Ahmadinejad diz “obrigado América”
Postado por
O Velho Comunista
às
14:42
0
comentários
Marcadores: Estados Unidos, guerra imperialista, Irã
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Porque demonizam Ahmadinejad?
Lejeune Mirhan *
.
Em uma visita meteórica, de menos de 24 horas, esteve em nosso país, pela primeira vez na história, um chefe de Estado da Nação Persa. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad encontrou-se com o presidente Lula em Brasília no último dia 23 de novembro. A imprensa – que Paulo Henrique Amorim acertadamente chama de PIG, Partido da Imprensa Golpista – como sempre, o demonizou. Cabe-nos, neste espaço, tentarmos entender o porquê disso.
Uma nova farsa, uma nova mentira
Já se disse que uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade. Quanto alemães acreditaram nos discursos vazios, extremistas, nazistas, anti-semitas de Hitler? Como uma Nação inteira foi levada a um delírio coletivo, para apoiar os massacres, as perseguições, o holocausto perpetrado contra judeus, comunistas, ciganos e o povo alemão em si? Havia um secretário de propaganda eficiente. Chamava-se Joseph Goebels. Um expert, um verdadeiro profissional. Controlava a ferro e fogo toda a mídia, as rádios e os jornais (a TV estava iniciando suas transmissões).
Vimos isso entre 2002 e 2003, quando da segunda agressão ao Iraque perpetrada pelos EUA. O então secretário da Defesa, Collin Powell, orientado por George W. Bush, o Júnior, apregoou ao mundo inteiro que o Iraque tinha “armas de destruição de massa” (letal weppons destruction). Nenhuma agência de inteligência de qualquer potência ocidental atestava isso. Mas a mídia, que tudo tenta controlar, vestiu “essa camisa”. Propagava ao mundo essa versão fantasiosa, mentirosa. Pois, não é que após a invasão em 19 de março de 2003 a mentira veio à tona? O mundo viu que foi enganado, ludibriado. Mas, mesmo com as amplas mobilizações que fizemos nas maiores cem cidades do planeta, que levaram ás ruas mais de 20 milhões de pessoas, não conseguimos barrar a invasão. Claro, muita coisa mudou de lá para cá no mundo. A multipolaridade ampliou-se, a esquerda avançou na América Latina, Obama venceu eleições contra os Republicanos, ainda que siga decepcionando seus eleitores e o capitalismo de modelo financeiro entrou em bancarrota. Mas, o Iraque segue ocupado e assim deve ficar até final de 2011!
Desta feita, a “bola da vez” é a Nação Persa. O Irã tem sim um programa nuclear. Inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica atestam as suas finalidades pacíficas. O Irã tem o direito inalienável de deter o ciclo completo da cadeia de enriquecimento de urânio, para fins medicinais, científicos e energéticos. O Irã se compromete com isso em todos os fóruns internacionais de que participa, mesmo optando em não ser signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear. Os estados Unidos possuem 11 agências de inteligência e de espionagem. Todas – vejam bem, eu disse todas! – atestam por unanimidade que o programa nuclear iraniano não tem capacidade de produzir uma só bomba sequer, pelo menos nos próximos anos, mas ainda assim, toda a imprensa fala da bomba do Irã! Porque isso?
Dei uma entrevista para a rádio CBN, no programa de Heródoto Barbeiro nesta segunda, quando Ahmadinejad já se encontrava em solo pátrio. Debati com o ultraconservador e reacionário professor da UFSM, Dennis Rosenfeld. Este fez a defesa de que o programa iraniano era exclusivo para fins militares e ele estava convicto disso. Eu disse que não. E que os objetivos da visita do presidente do Irã ao nosso país, que muito nos honra, somente servia para que o Brasil reafirmasse a soberania de sua política externa que hoje é reconhecida em todo o mundo pelas maiores nações. Menos no Brasil exatamente por essa mídia golpista.
Não é de se estranhar que o candidato queridinho da mídia, da direita, do consórcio PSDB-DEM-PPS, que atende pelo nome de José Serra (uns chama de Zé Pedágio outros ainda o chamam pelo seu nome verdadeiro de batismo, Zé Chirico), estampou na primeira página do jornalão da família Frias, Folha de São Paulo, o seu artigo onde chama Ahmadinejad de “ditador, visita inaceitável e fraudador de eleições”! O que é inaceitável e mesmo irresponsável é um pretenso candidato à presidente da República, dizer quem um presidente legitimamente eleito – foram 60 milhões de votos no 2º turno em 2006 – deve receber no pleno exercício do seu poder presidencial, na aplicação da política externa de governo e de Estado, que o presidente Lula vem exercendo. Isso é inaceitável e uma irresponsabilidade. Só nos mostra e confirma a quem essa figura esta servindo na atualidade, a que campo de forças ele se propõe a servir.
Tem razão o brilhante jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu site Conversa Afiada quando diz “o Irã tem um programa nuclear que provoca suspeitas nos Estados Unidos e por consequência no PIG; Israel tem bombas atômicas, o que não provoca suspeitas nos Estados Unidos e, por consequência, no PIG”. O Irã reafirma ao mundo que seu programa nuclear é pacífico. O Brasil confia nisso e a imensa maioria dos países do mundo também. Menos os golpistas da mídia. Mas por quê?
O jornal Hora do Povo, em sua edição de 25 de novembro, destaca na sua primeira página algumas pistas para entendermos os porquês de tudo isso. Diz lá a manchete “Adeptos do genocídio palestino atacam a política externa brasileira”! Estou plenamente de acordo com isso. Falou-se que Ahmadinejad negaria o holocausto judeu – e nunca fez isso – mas a mídia se cala diante do holocausto palestino cometido diariamente contra Gaza e moradores da Cisjordânia. Os que “protestaram” contra a presença de Ahmadinejad no Brasil – uns gatos pingados em Ipanema e em Brasília – portavam ostensivamente bandeiras de Israel e dos Estados Unidos!
Ora, as coisas assim se encaixam. Ahmadinejad é odiado pelas elites e pela imprensa golpista porque atua num campo da política e do direito internacional que dá combate frontal ao imperialismo norte-americano. Porque combate o modelo de financeirização do capital. Porque defende alianças mais progressistas com governos e países de um campo mais avançado. Isso é fato, por mais que a mídia tente esconder e escamotear. Uma pena que setores iludidos e pretensamente de esquerda ainda caiam nesse canto de sereia.
O Irã na atualidade
Os dos mais inteligentes e competentes jornalistas na atualidade, Antônio Luis Monteiro Coelho da Costa, da revista Carta Capital, nos apresenta dados interessante sobre o Irã atual, Nação moderna e progressista, apesar dos problemas e de muito que se tem que modificar ainda:
• No Irã não se usa a burca típica do Afeganistão; quase não se vê também o nigab (véu que cobre o rosto), ainda hoje obrigatório na Arábia Saudita, nos Emirados do Golfo, no Iêmen, Paquistão entre outros;
• A participação das mulheres na sociedade iraniana é das maiores no mundo. Na economia, chega a 40% (maior que no Chile, Egito, Turquia entre outros); mais de 50% dos estudantes do ensino superior sã mulheres (igual à Holanda e maior que México, Chile, Turquia e a maioria dos países muçulmanos);
• Mesmo sendo questionado o modelo de eleições iranianas, onde o clero islâmico tem grande poder e influência, não há nada igual, nem de longe, nos países árabes, monárquicos – a imensa maioria – onde o povo quase nunca é chamado a votar;
• O Ocidente reverbera denúncias de fraude sem comprovação alguma, mas pouco destaque deu à monumental fraude no Afeganistão, onde o queridinho da mídia, Hamid Garzai – segundo a revista Vogue, um dos homens que melhor se veste no mundo – foi “reeleito” na base do “bico de pena”, no tapetão;
• O Irã é um país moderno, industrializado, com renda per capita maior que a nossa, que a da África do Sul, da Tailândia, entre outros;
• Em fevereiro do ano passado colocou em órbita, com recursos e tecnologia própria, um satélite de comunicação, o primeiro no mundo muçulmano;
• Suas montadoras de veículos fabricam mais carros que a Itália (um milhão de carros);
• 35% dos iranianos tem acesso à Internet, menos que o Brasil e este ano as projeções são de que atinjam 48%;
• A região metropolitana da Grande Teerã tem 13 milhões de habitantes, com moderna rede de metrô e de transporte público, muito superior a qualquer capital brasileira;
• Ao contrário do que diz a “revista” (folheto de propaganda) Veja, da família Civita, o Irã e seus mulás (clérigos da hierarquia islâmica), não querem a “volta à idade média”; ao contrário; querem a modernização, ainda que sob seu controle;
• Ainda que 98% sejam islâmicos no país, nem todos são persas (apenas 51%, como Ahmadinejad; uma segunda etnia forte e grande é a azeri, do líder espiritual Ali Khamenei, que sucedeu Khomeini, que era persa;
• Ao contrário de Israel, do Paquistão e mesmo do Iraque, na época de Saddam Hussein, o Irã nunca atacou seus vizinhos em nenhum momento ou reivindicou qualquer de seus territórios;
• É verdade que metade dos 80 mil judeus que moravam no Irã há 30 anos, quando da eclosão da Revolução Islâmica, emigrou para outros países; mas, os que lá permaneceram, até lutaram para derrubar a monarquia fascista do Xá Reza Pahlevi em 1979 e defenderam o país dos ataques iraquianos entre 1980 a 1988; e hoje vivem um clima de ampla liberdade, sem nenhuma restrição ao seu culto, à sua educação judaica, às suas viagens e até seu principal líder, Haroun Yashayaei até criticou Ahmadinejad – sem ser punido! – por este questionar o holocausto.
Enfim, poderíamos nos estender a outros aspectos positivos da vida política, cultural e social do social da República Islâmica do Islã. Mas não será necessário. O ponto central é em torno de quem orbita esse pequeno gigante, imenso produtor de petróleo hoje no mundo. O Irã não faz o jogo dos Estados Unidos. Muito ao contrário. Dá-lhe frontal combate. Ahmadinejad articula suas alianças hoje com a Venezuela de Chávez, a Bolívia de Evo e, claro, com o nosso Brasil sob o comando do presidente Lula. Se não fosse isso, não seria tão demonizado como vem sendo feito por essa imprensa golpista. Que tenta mentir ao mundo que lá é uma ditadura, as eleições foram fraudadas e que o Irã quer a bomba. Tudo mentira.
Já nos primeiros anos do meu curso de Ciências Sociais – e já se vão 30 longos anos – na disciplina de Antropologia aprendi um conceito que a nós, sociólogos, nos é muito caro. O de “relativismo cultural”. Significa que devemos ver as outras nações, as outras culturas, as outras civilizações, diferentes das nossas, com um relativismo, procurando encarar seus hábitos e costumes com naturalidade, sem arrogância e sem a prepotência de achar que nossa cultura Ocidental é melhor e deve ser seguido por todos os povos da humanidade.
O povo do Irã escolheu esse caminho de forma soberana, autônoma, com liberdade. Fizeram uma Revolução em 1979, ainda que com rumos que eu até possa não estar de pleno acordo. Mas devo aceitá-los. O que entristece a turma dos golpistas da mídia e a sua elite, é que esse país soberano saiu da órbita dos Estados Unidos. Nunca nos esqueçamos – e o povo iraniano guarda isso bem guardado em sua memória histórica – dos episódios da nacionalização do petróleo levado à cabo pelo então primeiro Ministro Mossadegh em 1953. Não resistiu um ano e foi derrubado com a ajuda da CIA, que garantiu o controle do petróleo para os EUA e para a Inglaterra a partir daí até 1979, quando ele volta para o controle do povo.
Ai está, em poucas palavras, porque o Irã é tão demonizado por essa mídia golpista. Só por isso, já devemos ver com bons olhos esse grande país, de civilização milenar, organizada a partir do Grande Ciro, da Pérsia séculos antes da atual era cristã. Vida longa ao Irã!
.
Original em Vermelho
Postado por
O Velho Comunista
às
17:46
0
comentários
Marcadores: "Democratas", Estados Unidos, Imperialismo, Irã, Lula, mídia, PSDB
Lula, Ahmadinejad e...Serra
Com o título “Brasil: Lula atua como mediador com Ahmadinejad” o jornal francês Le Monde publicou em sua edição de 24 de novembro um lúcido artigo sobre a visita na segunda-feira do presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad. O Brasil desde 1965 não recebia a visita de um chefe de Estado do Irã.
O artigo elogiou a política externa independente do governo brasileiro e a aspiração do “gigante político e candidato a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU a jogar um papel de primeiro plano no cenário internacional”.
Disse também: “Favorável ao diálogo entre o Irã e o Ocidente e convencido de que tudo o que vise isolar Teerã é contra-produtivo Lula provou, na segunda-feira, prudência. Ele chamou seu hóspede a prosseguir nos contatos com os países interessados no diálogo, com as grandes potências, por uma solução justa e equilibrada quanto a questão nuclear.
“Lula reafirmou o direito do Irã a desenvolver energia nuclear para fins pacíficos, respeitando os acordos internacionais constatando que a não proliferação e o desarmamento nuclear devem seguir juntos e que sonha com um Oriente Médio sem armas nucleares como é a América Latina.
“Ahmadinejad mostrou-se moderado sem abrir mão de questões de fundo. O Irã tem interesse no urânio enriquecido ou num programa de permuta sob o controle da AIEA. E acrescentou que tem esperança de que ainda há tempo para que se chegue a um acordo.”
O jornalista francês erra apenas ao dizer que milhares se manifestaram contra o presidente iraniano citando o governador de SP, José Serra do PSDB. Na verdade foram apenas alguns judeus sionistas, em geral muito ricos.
Original em Hora do Povo
Postado por
O Velho Comunista
às
13:52
0
comentários
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A visita de Ahmadinejad: o Brasil não pede licença a ninguém
O Irã é um país estrategicamente situado no coração do Oriente Médio, com cerca de 69 milhões de habitantes, 1 milhão e 650 mil km2 (é portanto do tamanho do Estado do Amazonas) e um PIB per capita de US$ 7.594.
A política externa brasileira aposta em uma parceria com o Irã, dentro de uma concepção mais ampla de combate à política capitaneada historicamente pelos EUA de reduzir a capacidade dos Estados nacionais de adotar políticas de desenvolvimento econômico autônomo.
Falando durante a II Conferência Nacional de Política Externa e Política Internacional, em novembro de 2007, o então secretário geral do Ministério de Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, sistematizou os principais objetivos da política externa do Brasil: igualdade soberana dos Estados; não intervenção nos assuntos internos dos outros países, e a autodeterminação dos povos. Neste sentido o aprofundamento das relações entre Brasil e Irã deve contribuir para a construção de uma sociedade mais próspera, mais justa, mais democrática em ambos os países. A grande questão é viabilizar este desenvolvimento na atual discussão sobre o sistema internacional, na qual são negociadas as regras da redistribuição do poder mundial.
As relações de cooperação e de amizade entre o Brasil e o Irã podem contribuir decisivamente para combater, por exemplo, a questão da insegurança energética, que preocupa os países em desenvolvimento, e a concentração de poder no mundo em todas as esferas, econômica, política, militar, ideológica, tecnológica. Somente os Estados Unidos têm mais poder militar do que todos os outros países juntos. A concentração de poder de arbítrio, violência, especialmente quando se trata de controlar as fontes de energia e pelo acesso a mercados, geraram teorias como a da intervenção preventiva, a da chamada intervenção “humanitária” entre outras, que justificaram a agressividade guerreira dos EUA sob Bush, com as invasões do Iraque e do Afeganistão, o controle político e militar no Paquistão etc.
O encontro de Lula e Ahmadinejad procurará tratar de fortalecer as relações entre os dois países, ampliando os horizontes comerciais, políticos, tecnológicos e econômicos. Contra os interesses estratégicos do Brasil se levantam vozes como o Governo Israelense, que tentam turvar as relações do Brasil com o Irã. Não podemos ter uma visão pequena do país. O Brasil cumpre suas tarefas internacionais com grande reconhecimento por parte da comunidade mundial, participando ativamente dos principais debate, no combate à crise financeira gestada pelos países desenvolvidos, na questão climática e de combate às desigualdades econômicas e políticas. É um dos poucos países com grandes reservas de unânio - a sexta maior reserva mundial. Dominamos o ciclo do combustível nuclear, temos um grande mercado interno forte e o direito de decidir soberanamente com quem se relacionar. E, soberanamente, não precisa pedir licença a ninguém para promover o desenvolvimento e a paz no mundo.
Postado por
O Velho Comunista
às
21:22
0
comentários
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Detidos cinco espiões europeus no Irã por provocar distúrbios
O Governo do Irã anunciou nesta segunda-feira que prendeu a cinco espiões europeus que serviam de ativistas para provocar os distúrbios que durante uma semana ocorreram em Teerã, após a reeleição do presidente Mahmud Ahmadineyad nos comícios de 12 de junho.Justamente, nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Hassan Qashqavi, acusou aos Estados Unidos e a parte da Europa de promover os distúrbios realizados pela oposição desta nação apos a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad em 12 de junho.
O funcionário expressou que o ocidente fomenta a violência nas ruas de Teerã, a qual deixou 457 pessoas detidas de acordo com a polícia.
"A propagação da anarquia e do vandalismo pelas potencias ocidentais e também s mídia ocidentais (...) não são aceitáveis em absoluto", disse Qashqavi em uma entrevista à imprensa.
"Em muitos países europeus e também nos Estados Unidos, em lugar de convidar as pessoas a recorrer a mecanismos democráticos (...) apóiam a facções de agitadores", declarou em referencia a vitoria de Ahmadinejad que foi respaldada na sexta-feira pelo líder religioso de Irã Alí Jamenei.
Informou que as missões diplomáticas iranianas haviam sido atingidas em outras partes do mundo durante esta semana de manifestações, entre elas a localizada na Alemanha.
Entretanto a Polícia iraniana informou que neste fim de semana foram detidas 457 pessoas em Teerã pelos distúrbios que seguem fustigando a capital.
Em um comunicado ocorrido nesta segunda-feira, as Forças de Segurança informaram que os detidos são acusados de "provocar insegurança, perturbar a ordem pública e enfrentamento com a Polícia".
Alem disso, asseguram que nas manifestações se encontram terroristas que cometem ações irregulares como as vividas na semana quando incendiaram a uma mesquita e dois postos de gasolina, e assaltaram a um posto militar.
Nesta segunda-feira a oposição iraniana pretende organizar um novo protesto pelo resultado das eleições presidenciais.
Imprensa estrangeira lança uma "guerra cibernética"
Qashqavi acusou nesta segunda os meios de comunicação estrangeiros de exagerar a situação no país para criar distúrbios e de lançar uma guerra cibernética para manchar a imagem do país.
Postado por
O Velho Comunista
às
10:05
0
comentários
Marcadores: eleições, Irã, terrorismo
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Até pesquisa do Rockefeller Fund já previa ampla vitória de Ahmadinejad
Os dois também registraram que, apesar de Moussavi em sua campanha enfatizar sua identidade como azeri – o segundo maior grupo étnico iraniano após os persas – “nossa pesquisa indicou, contudo que os azeris favoreciam Ahmadinejad por 2 a 1”. “Muitos comentários retrataram a juventude iraniana e a internet como arautos da mudança nesta eleição, mas nossa pesquisa descobriu que somente um terço dos iranianos já tinham acesso à internet, enquanto o grupo de 18 a 24 anos compunha o bloco de mais forte voto para Ahmadinejad entre todas as faixas etárias”.
“O único grupo demográfico no qual Moussavi liderava ou era competitivo com Ahmadinejad era o de estudantes universitários e graduados, e os iranianos de mais alta renda”. De acordo com as conclusões da mesma pesquisa, ao mesmo tempo que os iranianos desejariam a normalização das relações com os EUA, eles “vêem Ahmadinejad como o seu negociador mais duro, a pessoa melhor posicionada para obter um acordo favorável” – “Como um Nixon persa indo à China”, na imagem de Ballem e Doherty. No momento da pesquisa, os indecisos chegavam a 30%.
Postado por
O Velho Comunista
às
18:47
1 comentários
terça-feira, 16 de junho de 2009
IRÃ - A FRAUDE DA MÍDIA
Quem se der ao trabalho de compulsar (típica palavrinha/palavrão)
edições de jornais ou relembrar noticiários de tevês nos últimos dez dias, mais precisamente, desde que o presidente do Irã cancelou sua visita ao Brasil e for um pouco mais atrás, digamos assim, em 2002, nos dias que antecederam a tentativa fracassada de golpe contra o presidente Chávez – Venezuela – vai ver que o esquema dos donos do mundo não mudou nada, é sempre o mesmo, precisão matemática na mentira, na fraude, na tentativa de iludir a opinião pública e dar como consumado um fato que não é real.Na semana seguinte o presidente foi preso e conduzido a local ignorado, o empresário Pedro Carmona – notório sonegador e contrabandista – foi empossado presidente, a Casa Branca anunciou que uma ditadura havia sido deposta por ter cometido barbárie e violência contra o povo, isso na quinta-feira. Abril de 2002 e Bonner aqui leu o boletim do Departamento de Estado e do porta-voz de Bush distribuído às tevês/departamentos da Casa Branca e seus tentáculos.
No domingo Chávez voltou ao poder. Milhões de venezuelanos, em Caracas e em todo o país saíram às ruas e não houve força militar ou empresarial, ou banqueiros e latifundiários que segurassem a vontade popular. Cercaram o palácio de governo onde se encontrava Carmona e sua quadrilha – limparam o cofre antes de fugir –, cercaram a Câmara dos Deputados, a Suprema Corte – lá não existe nenhum Gilmar Mendes mais – e exigiram a volta de Chávez. Militares democráticos e comprometidos com o seu país, não esse tipo de general Heleno que temos aqui, empregado da VALE, garantiram o resto.
Bonner passou de liso sobre o assunto, d. Miriam Leitão fez de conta que não era com ela e assim os seus superiores, inclusive Bush. Um documentário chamado “a revolução não será traída”, de dois cineastas irlandeses, mostrou toda a farsa com cenas reais e ao vivo.
No caso da reeleição do presidente do Irã o esquema é o mesmo. Nos dias que antecederam o pleito trataram de vender a idéia de eleições difíceis para Mahmud Ahmadinejad, da insatisfação popular – jovens e mulheres principalmente – e criaram a sensação que o mundo seria melhor sem Ahmadinejad, a paz no Oriente Médio poderia vir a ser uma realidade, tudo com a vitória do candidato que rotularam de “moderado”, Mir Hosein Moussavi.
No documentário “a revolução não será televisionada”, onde se mostra o golpe urdido contra Chávez, há um momento em que se revela o verdadeiro caráter da elite venezuelana. É numa reunião num bairro nobre, gente assim tipo Lúcia Flecha de Lima e ACM, quando o “presidente da mesa” alertava as senhoras e senhores presentes para terem cuidado com os “empregados domésticos”, todos eles moradores de favelas e bairros pobres e “chavistas”.
O noticiário sobre as eleições na república popular e islâmica do Irã dizia que Moussavi era da classe média alta do Irã, tinha pontos de contato com o Ocidente e estava interessado em gestos de paz, ao contrário de seu principal adversário. E como Miriam Leitão havia dito que “o povo da Venezuela não agüenta mais Chávez – venderam a idéia que os iranianos jovens e as mulheres – jogando com o inconsciente das pessoas, o preconceito contra muçulmanos – queriam mudanças no país.
Esqueceram-se de dizer que os “empregados domésticos” do Irã e as populações das regiões mais pobres do país apoiavam o presidente Ahmadinejad por conta dos seus programas sociais e da ausência de corrupção no governo, o que não se pode dizer de Moussavi, corrupto, venal e contratado pelo Ocidente para desmontar o processo revolucionário iraniano.
Empresário. Precisa dizer mais alguma coisa?
O discurso do presidente Barak Obama no Egito desagradou a Israel (que não aceita a menor concessão, são os eleitos de Deus e não há o que discutir, podem roubar, torturar, matar, estuprar e o que for preciso para garantia de banqueiros, etc). Os israelenses, que não conhecem ainda a vaselina e seus predicados, não perceberam que Obama estava tentando evitar a vitória do Hezbollah no Líbano (e conseguiu) com aquele lero lero de paz e ao mesmo tempo, sinalizando aos iranianos que poderia ser bonzinho também com o Irã, permitindo o estado palestino. Tipo assim palestinos carregando malas de israelenses, limpando banheiros, essas coisas e estou sendo gentil.
No Irã não colou, não funcionou. A vaselina de Obama chegou lá com data vencida.
A mídia no mundo ocidental, cristão e democrata cumpre o papel que lhe cabe na parceria com o terrorismo de Israel. Fala em fraude. Moussavi buscar criar condições para uma convulsão social no Irã, tenta desconhecer a realidade. Mais de 60% dos iranianos não escolheram um representante do governo dos EUA e traidor dos ideais da revolução islâmica e popular do Irã, um empresário cooptado pelo terrorismo nazi/sionista de Israel.
A esmagadora maioria dos eleitores iranianos percebeu que Moussavi iria cair de joelhos diante de Obama, interromper o programa nuclear do país – vital para a garantia de sua independência – e que os palestinos e muçulmanos de um modo geral não ganhariam mais que um pirulito para achar que de fato os de Israel são superiores e norte-americanos completam o duo terrorista e nazista.
É preciso agora mostrar aos incautos do resto do mundo que houve “fraude”. Que a vontade popular foi desrespeitada. O problema é que a diferença entre um e outro candidato não foi de um ponto percentual, mas Ahmadinejad teve o dobro dos votos de seu adversário. Difícil falar em fraude.
O governo de Israel considera que o resultado das eleições no Irã soa como um “tapa na cara”. Falharam os planos de um governo colaboracionista. Submisso como os do Egito, da Jordânia, da Arábia Saudita, do Iraque ocupado e vai por aí adiante.
Ou seja, para o “povo superior”, os “escolhidos por deus”, o deles, o povo do Irã tinha que eleger o candidato deles. Como não foi assim o tapa na cara soa como tapa no deus deles. O dos saques, do terror, da violência da tortura e dos estupros contra mulheres palestinas, toda a sorte de atrocidades típicas e intrínsecas ao sionismo.
Não houve fraude alguma no Irã. Não há tentativa de golpe de Ahmadinejad, pois venceu as eleições com o dobro de votos de seu adversário. As manifestações de rua de partidários da ocidentalização do Irã, de transformação do país num Egito da vida, palco para os jogos de cena padrão Hollywood de Obama, são parte do processo golpista, esse sim, de Moussavi.
Tem dinheiro de sobra para tentar o golpe, é financiado pelos grandes piratas e saqueadores da atualidade – norte-americanos e israelenses.
Fraude é a mídia ocidental. Fraude é a GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO, fraude são os defensores dessa “democracia” padrão Lúcia Flecha de Lima, onde se privatiza a vida embaixo dos lençóis do poder, no afã de vender um país, caso do governo FHC. Liberdade deve ser abrir a jaula para essa gente soltar as bestas da PM paulista e mandar baixar a borduna em estudantes, professores e funcionários de uma universidade pública. Com certeza uma Lúcia Flecha de Lima vai estar embaixo de um lençol no mundo cristão, ocidental e democrata, negociando a privatização da USP.
A vitória de Ahmadinejad foi a vitória do povo do Irã. Só isso. O negocio de abóbora viver carruagem que Obama arranjou no seu discurso no Cairo não funcionou por lá.
Original em Pátria Latina
Postado por
O Velho Comunista
às
19:00
1 comentários
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Não é Tarefa Fácil a de Obama
por Fidel Castro Ruz
Recordo que quando visitei a República Popular da Polônia, nos anos de Gierek, me levaram a Osviecim, o mais famoso dos campos de concentração. Pude apreciar os horríveis crimes cometidos pelos nazis contra crianças, mulheres e anciãos judeus. Eram as idéias do livro Mein Kampf de Adolfo Hitler aplicadas ali. Antes as haviam posto em prática invadindo o território da URSS em busca de espaço vital. Os governos de Londres e Paris naqueles anos atiçavam o chefe nazi contra o Estado soviético. O exército soviético liberou Osviecim e quase todos os campos de concentração nazi, denunciou os fatos, fez fotos e filmes que percorreram o mundo.
Obama falou no campo de concentração de Buchenwald, dentro do território alemão, em cuja liberação participou um tio avo seu, que ainda vive e o acompanhou no ato.
Sua atividade mais importante na Europa foi a participação no 65º aniversario do desembarque na Normandia, onde pronuncio um segundo discurso. Desfez-se em elogios a Dwight Eisenhower, o qual comandou o desembarque. Ressaltou com justiça o valente papel dos soldados norte-americanos que combateram em uns poucos quilômetros de costa, apoiados pela marinha inglesa e norte-americana e milhares de aviões saídos fundamentalmente das fábricas dos Estados Unidos. As divisões de pára-quedistas não foram lançadas nas posições mais corretas e por isso a batalha se prolongou desnecessariamente.
O grosso do exército de Hitler e suas divisões mais seletas haviam sido liquidados pelos soldados soviéticos na frente russa depois que se recuperam dos danos do golpe inicial. A resistência de Leningrado ao prolongado cerco, os combates das divisões siberianas a poucos quilômetros de Moscou, as batalhas de Stalingrado e o saliente de Kursk (1) passarão a historia das guerras entre os maiores e decisivos acontecimentos.
Obama, que falou no ato pelo 65º aniversario do desembarque da Normandia graças ao qual, segundo se deduz de seu discurso, foi liberada Europa, dedicou só 15 palavras ao papel da URSS, apenas 1,2 para cada 2 milhões de cidadãos soviéticos que morreram naquela guerra. Não foi justo.
Ao finalizar a sangrenta contenda, o Irã, que por seus recursos naturais e sua localização geográfica havia tido um papel importante nessa guerra, foi convertido pelos Estados Unidos em seu mais forte e melhor armado xerife na dita região estratégica da Ásia.
O povo iraniano, dirigido pelo Ayatolá Ruhollah Khomeini, com as massas desarmadas dispostas a qualquer sacrifício, derrotou ao poderoso Xá do Irã. O feito ocorreu durante os dois últimos anos da administração de Jimmy Carter, que sofreu as primeiras conseqüências da desacertada política exterior dos Estados Unidos, que encurtou seu mandato e proporcionou o acesso de Ronald Reagan ao poder.
O Xá morre no Cairo em 27 de julho de 1980, na cidade onde precisamente pronunciou Obama seu discurso no último dia 4.
A absurda guerra Iraque-Irã, que se iniciou em 1980, durou 8 anos e não foi provocada por Khomeini. Reagan tirou dela todo o proveito possível. Primeiro vendeu armas ao Irã. Com elas e o dinheiro do tráfico de drogas financiou a guerra suja contra a Nicarágua, burlando as disposições do Congresso, que lhe negou os fundos para aquela cruel aventura que tantas vidas de jovens sandinistas custou. Reagan apoió a guerra do Iraque contra Irã.
O Governo dos Estados Unidos autorizou o fornecimento de matérias primas, a tecnologia e os gases para a guerra química contra o Irã, que liquidou a dezenas de milhares de soldados desse país; a população civil foi severamente afetada, empresas norte-americanas cooperaram com a produção das armas químicas. Os satélites, por outro lado, lhe forneceram a informação necessária para as operações por terra; 600 mil iranianos e 400 mil iraquianos morreram nessa guerra, centenas de bilhões de dólares foram gastos pelos dois grandes produtores de petróleo antes que ambas as partes aceitaram o projeto de paz elaborado pelas Nações Unidas.
Não é tarefa fácil para um Presidente dos Estados Unidos pronunciar um discurso na Universidade muçulmana Al- Azhar do Cairo. Nem é de esperar que desperte muito entusiasmo entre os iranianos e os árabes.
(1) Referencia à Batalha de Kursk – 05-07-1943 – a maior batalha de tanques da História com o envolvimento de mais de 4.500 blindados e que terminou na vitória do Exército Soviético em 12 de julho. ( N.P.)
Postado por
O Velho Comunista
às
16:51
0
comentários
Marcadores: Estados Unidos, Fidel Castro, Imperialismo, Irã, Iraque, URSS
domingo, 14 de junho de 2009
A REELEIÇAO DE AHMADINEJAH E A OFENSIVA DA MENTIRA NO OCIDENTE
Postado por
O Velho Comunista
às
19:21
0
comentários
Marcadores: Herois do Povo, Irã, mídia











