Além do Cidadão Kane

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sábado, 18 de agosto de 2012

Novo recurso legal quer revogar a condenação dos 5 Heróis Cubanos

A defesa de Gerardo Hernández, um dos cinco antiterroristas cubanos sentenciados a longas penas nos Estados Unidos, apresentará na próxima segunda-feira (20) um novo recurso legal para revogar a injusta condenação, informaram nesta sexta (17) ativistas.

O advogado estadunidense Martin Garbus dará entrada na Corte Federal de Distrito em Miami a um affidávit (declaração) que apoia o habeas corpus de Gerardo e a revogação da condenação, esgrimindo a má conduta do governo dos Estados Unidos durante o processo, assinala o Comitê Nacional pela Liberdade dos Cinco, como são conhecidos internacionalmente.

Gerardo (sentenciado a mais duas prisões perpétuas mais 15 anos) foi detido em 1998 junto a René González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González por vigiar grupos violentos que a partir de Miami organizavam e executavam ações contra Cuba.

Através do affidávit, texto de 82 páginas, a defesa solicitará à Corte, em nome do antiterrorista, a ordem para a desclassificação por Washington de elementos que demonstram os pagamentos com dinheiro público a jornalistas com o propósito de gerar um ambiente hostil e propiciar o encarceramento dos cinco Heróis Cubanos.

O recurso objetiva também conseguir uma audiência oral a favor de Gerardo, que junto a seus colegas, tentava impedir atos terroristas como os que nos últimos 53 anos deixaram mais de três mil vítimas em Cuba.

A declaração que Garbus, reconhecido jurista, apresentará oferece detalhes da operação secreta montada pelo governo estadunidense com jornalistas, sobretudo em Miami, para gerar um cenário favorável à condenação dos Cinco.

A respeito, adverte sobre o caráter ilegal da conduta de Washington, a qual impediu um julgamento justo e cria um perigoso precedente para a Justiça nos Estados Unidos.

No dia 6 de junho, Garbus e seu colega Tom Goldstein levaram à Corte do Distrito Sul da Flórida um procedimento conhecido como Discovery, destinado a solicitar ao governo a entrega de documentos não divulgados que provam o pagamento a jornalistas.

Um mês depois, a Promotoria da Flórida opôs-se a esse recurso, postura qualificada como manobra evasiva por ativistas e grupos de solidariedade aos cinco.

Gerardo, Ramón, Fernando e Antonio continuam presos, enquanto René cumpre três anos de liberdade supervisionada, o que é considerado um castigo adicional.

Milhares de pessoas no mundo - muitas delas agrupadas em comitês de solidariedade aos antiterroristas -, parlamentares, intelectuais e mais de uma dezena de personalidades com o Prêmio Nobel exigem de Washington o regresso a Cuba dos Cinco.

Fonte: Prensa Latina

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

As sanções econômicas a Cuba sob o governo Obama


Salim Lamrani

A chegada ao poder do presidente Obama nos Estados Unidos, em 2008, marcou uma ruptura de estilo frente à administração de Bush em relação a Cuba. No entanto, exceto pela retirada de algumas restrições a viagens, as sanções econômicas ainda são aplicadas, até mesmo fora do território nacional. Eis aqui alguns exemplos recentes.

Durante sua campanha eleitoral em 2007, o então candidato Barack Obama fez uma lúcida observação sobre a ultrapassada política dos EUA em relação a Cuba. Uma vez eleito, declarou sua intenção de buscar “um novo começo com Cuba”. “Acredito que podemos conduzir a relação entre EUA e Cuba por uma nova direção e iniciar um novo capítulo de aproximação que continuará durante o meu mandato”, afirmou. [1].

Obama havia denunciado a política de seu antecessor em relação a Cuba, que havia restringido drasticamente as viagens da comunidade cubana dos EUA. “Trata-se tanto de uma questão estratégica quanto humanitária. Esta decisão (...) teve um impacto profundamente negativo sobre o bem-estar da população cubana. Vou conceder aos cubano-americanos direitos ilimitados de visitar seus familiares e enviar dinheiro para a ilha”, assegurou. [2].

Obama manteve sua palavra. Em abril de 2009, anunciou a retirada de algumas restrições que afetam os cubanos residentes nos EUA e que têm familiares na ilha, que entrou em vigor em 3 de setembro de 2009. Desde então, podem viajar ao seu país natal sem nenhum obstáculo (em vez de catorze dias a cada três anos) e enviar remessas ilimitadas para suas famílias (em vez de cem dólares por mês). [3].

Aplicação extraterritorial das sanções econômicas contra Cuba

Néanmoins, Washington n’a pas hésité à appliquer les sanctions économiques, y compris de manière extraterritoriale, contrevenant ainsi gravement au droit international. En effet, celui-ci stipule que les législations nationales ne peuvent pas être extraterritoriales, c’est-à-dire s’appliquer au-delà du territoire national. Ainsi, la loi brésilienne ne peut pas s’appliquer en Argentine. De la même manière, la législation vénézuélienne ne peut pas s’appliquer en Colombie. Or, la loi étasunienne sur les sanctions économiques contre Cuba s’applique à tous les pays du monde.

No entanto, Washington não tem hesitado ao aplicar as sanções econômicas, até mesmo fora do território nacional, violando gravemente o direito internacional. Na verdade, este estipula que as leis nacionais não podem ser extraterritoriais, ou seja, ser aplicadas fora do território nacional. Dessa forma, a lei brasileira não pode ser aplicada na Argentina, assim como a legislação venezuelana não pode ser aplicada na Colômbia. E, no entanto, a lei norte-americana de sanções econômicas contra Cuba é aplicada em todos os países.

Em junho de 2012, o banco holandês ING recebeu a maior punição já proferida desde o início do cerco econômico contra Cuba em 1960. O Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro multou a instituição financeira em 619 milhões de dólares por efetuar transações em dólares com Cuba, através do sistema financeiro americano, entre 2002 e 2007. [4].

O Departamento do Tesouro também obrigou o banco holandês a cortar relações comerciais com Cuba e anunciou que o “ING garantiu ao Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros que havia posto fim às práticas que levaram ao acordo atual”. Assim, Washington proibiu um banco europeu de realizar qualquer transação comercial com Cuba. [5].

O governo cubano denunciou esta nova aplicação extraterritorial das sanções econômicas, que, além de impedir qualquer tipo de comércio com EUA (exceto as matérias primas alimentícias), são o principal obstáculo ao desenvolvimento das relações comerciais de Cuba com o resto do mundo. “O governo dos EUA penalizou unilateralmente o banco ING por tramitar, junto com subsidiárias na França, Bélgica, Holanda e Curaçao, transações financeiras e comerciais de entidades cubanas, proibidas pela política de bloqueio contra Cuba”, destacou a nota oficial. [6].

Adam Szunin, diretor da OFAC, aproveitou a ocasião para advertir as empresas estrangeiras que têm relações comerciais com Cuba. Esta penalidade “deveria servir como um aviso claro a qualquer um que considere tirar proveito das sanções dos EUA”, declarou, reafirmando que Washington continuaria aplicando suas medidas extraterritoriais. [7].

Outras empresas estrangeiras também foram penalizadas por suas relações comerciais com Cuba. A multinacional sueca Ericsson, por exemplo, teve de pagar uma multa de 1,75 milhões de dólares por consertar nos EUA, através de sua filial situada no Panamá, equipamentos cubanos por um valor de 320 mil dólares. Três funcionários, envolvidos no caso, foram demitidos. [8].

Em 10 de julho de 2012, o Departamento do Tesouro impôs uma multa de 1,35 milhões de dólares à empresa norte-americana Great Western Malting Co. por vender cevada a Cuba, através de uma de suas filiais estrangeiras, entre agosto de 2006 e março de 2009. No entanto, o direito internacional humanitário proíbe qualquer tipo de embargo sobre as matérias-primas alimentícias e medicamentos, mesmo em tempos de guerra. Isso porque, oficialmente, Cuba e EUA nunca estiveram em conflito. [9].

Na França, Mano Giardini e Valérie Adilly, diretores da agência de viagens norte-americana Carlson Wagonlit Travel (CWT), foram demitidos por vender pacotes turísticos com destino a Cuba. A empresa corre o risco de receber uma multa de 38 mil dólares por pacote vendido, o que suscitou a ira de alguns funcionários que mal compreendem a situação. “Por que a empresa não tirou do sistema de reservas os produtos Cuba que não podíamos vender?”, perguntou um funcionário. [10].

Da mesma forma, é possível que a CWT não tenha permissão para participar das concorrências de viagens do governo norte-americano, que representam uma parcela substancial de seu faturamento. A administração da CWR manifestou-se a respeito: “Nestas condições, devemos aplicar a regra norte-americana que proíbe o envio de passageiros para Cuba, mesmo as filiais”. Assim, uma filial instalada na França é obrigada a aplicar a lei norte-americana de sanções econômicas a Cuba, ridicularizando a legislação interna vigente. [11].

Censura ao Google e um orçamento de 20 milhões de dólares para a “democracia digital” »

Mais raramente, as sanções econômicas proíbem os cubanos de utilizar alguns recursos da ferramenta de buscas Google, como o Google Analytics (que permite calcular o número de visitas a um site, assim como sua origem), Google Earth, Google Destktop Search, Google Toolbar, Google Code Search, Google AdSense e Google AdWords, privando Cuba do acesso a essas novas tecnologias e a vários programas de download. A empresa norte-americana ofereceu uma explicação por meio de sua representante Christine Chen: “Nós tínhamos escrito em nossos termos e condições. Não é possível usar Google Analytics nos países sob embargo”. [12].

Ao mesmo tempo, enquanto Washington exige que a Google limite o uso de seus serviços em Cuba e proíbe que Havana se conecte ao seu cabo de fibra ótica para Internet, o Departamento de Estado anunciou que iria gastar, através da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), a quantia de 20 milhões de dólares a “ativistas de direitos humanos, jornalistas independentes e bibliotecas independentes na ilha”, com o objetivo de difundir a chamada “democracia digital”. [13].

Longe de adotar “um novo começo com Cuba”, a administração Obama continua impondo sanções econômicas que afetam a todas as camadas da população cubana, a começar pelas mais vulneráveis, ou seja, as mulheres, as crianças e os idosos. Não hesita em penalizar empresas estrangeiras, violando o direito internacional ao aplicar medidas extraterritoriais. Também se recusa a ouvir o apelo unânime da comunidade internacional, que condenou, em 2011, pelo vigésimo ano consecutivo, a imposição de um estado de sítio anacrônico, cruel e ineficaz, que consiste no principal obstáculo ao desenvolvimento da nação.

 
[1] The Associated Press, « Obama Seeks ‘New Beginning’ With Cuba », 17 avril 2009.

[2] Barack Obama, « Our Main Goal : Freedom in Cuba », The Miami Herald, 21 août 2007.

[3] Office of Foreign Assets Control, « Hoja informativa : Tesoro modifica reglamento para el control de bienes cubanos a fin de implementar el programa del Presidente sobre visitas familiares, remesas y telecomunicaciones », Treasury Department, 3 septembre 2009.

[4] Office of Foreign Assets Control, « Settlement Agreement ING », Department of the Treasury, juin 2012. http://www.treasury.gov/resource-ce... (site consulté le 10 juillet 2012).

[5] Ibid.

[6] Ministry of Foreign Affairs of Cuba, « Statement by the Ministry of foreign Affairs », 20 juin 2012. http://www.cubaminrex.cu/english/St... (site consulté le 10 juillet 2012).

[7] Ibid.

[8] Steve Stecklow & Bail Katz, « U.S. to Fine Ericsson in Panama $1,75 Million Over Cuba Shipments », Reuters, 24 mai 2012.

[9] Office of Foreign Assets Control, « Enforcement Information for July 10, 2012 », Department of the Treasury, 10 juillet 2012. http://www.treasury.gov/resource-ce... (site consulté le 12 juillet 2012)

[10] Jean da Luz, « Carlson Wagonlit Travel : l’embargo cubain fait tomber des têtes en France », Tourmag, 2 juillet 2012 ; Geneviève Bieganowsky. « Licienciements, Carlson redoute la perte des budgets voyages de l’administration US », Tourmag, 3 juillet 2012.

[11] Ibid.

[12] Michael McGuire, « Google responde a denuncias de Cuba », The Miami Herald, 20 juin 2012.

[13] Juan O. Tamayo, « Estados Unidos busca romper censura tecnológica en Cuba », El Nuevo Herald, 23 juin 2012.

Fonte:Voltaire.org Topo

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cuba gasta mais de 30% de seu PIB com política social

Eis mais um dos “crimes do regime cubano”: Os gastos com a política social. Enquanto na América Latina estes representam 10% do PIB e na União Europeia 25% em Cuba supera os 30%. No orçamento de 2012, o governo cubano destina 17 bi, 347 milhões e 800 mil pesos para a Educação, Saúde e necessidades sociais.

Mais de 800 milhões de pesos destinam-se a subsídios para pessoas com baixos rendimentos e 400 milhões de pesos para a proteção a pessoas em situação críticas, como os incapacitados por motivos físicos ou mentais, mães solitárias com filhos menores a seu cargo e aos que são colocados em posição disponível no processo de reordenamento laboral em curso.

No setor da saúde pública, uma das maiores fontes de ingresso de divisas (devido aos vários programas de cooperação internacional, que engloba mais de 40 mil profissionais, com cerca de 70 países), o orçamento disponibiliza 9% do PIB para desenvolvimento de um sistema integrado desde a atenção primária.

Estes programas de proteção social permitem uma mais equitativa distribuição dos recursos e respectiva aplicação no desenvolvimento humano, como o estado de saúde e nutricional da população, esperança de vida, saneamento e água potável, conservação do meio ambiente, participação politica, educação, cultura, informação e maior relevo do papel da mulher na vida econômica e politica.

Fonte: Blog Solidários

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

40 mil médicos cubanos prestam serviços pelo mundo

O trabalho dos médicos cubanos no mundo pode ser qualificado de grandioso. Hoje, mais de 40 mil especialistas do setor prestam serviço gratuito em 68 países, principalmente em localidades afastadas ou comunidades carentes.

Um exemplo disso é a brigada médica cubana “Ernesto Che Guevara”, que chegou à Nicarágua em 2007. Lá, atende a população em zonas pobres, entre elas Puerto Cabeza, Bluefields e Siuna.

O grupo já deu mais de quatro milhões de consultas. Também colabora nas campanhas de prevenção, indicando às famílias como melhorar a higiene doméstica e evitar a propagação de doenças como a dengue, freqüente nessa área geográfica.

Dos 172 colaboradores presentes na Nicarágua, 43 estão engajados na chamada Missão Milagre. Seu propósito é facilitar atendimento oftalmológico gratuito a pessoas de baixa renda. O programa, instaurado em várias nações do hemisfério, permitiu recuperar a visão de milhares de nicaragüenses.

Os indicadores de saúde no país centro-americano melhoraram notavelmente após Daniel Ortega ter assumido a presidência. A partir daí, o governo nicaragüense deu prioridade ao setor da saúde pública. No ano passado, quase 9% do Produto Interno Bruto foi investido nessa área.

Centenas de jovens nicaragüenses estudam na Escola Latino-americana de Medicina de Havana. Muitos deles estão completando seus estudos na Nicarágua sob a direção de especialistas e professores cubanos.

Fonte: Rádio Havana/Vermelho

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Grupo terrorista criado pela CIA celebra abertamente em Miami seu 50º aniversário

 Jean-Guy Allard

Com um comunicado difundido amplamente em Miami entre os partidários do uso do terror contra Cuba, o chefe do grupo terrorista Alpha 66 anuncia que sua organização criminosa, protegida pelo FBI, celebrará seu 50º aniversário “como organização com estratégia de combate frontal”. Isto no país que publica uma controvertida lista de “países patrocinadores do terrorismo”.

Ernesto Díaz Rodríguez assinala que desde sua fundação “em setembro de 1961” o grupo tem sido consequente com seu firme propósito de manter uma independência total de governos e ingerências externas e lutar sob o lema de “sem pedir permissão nem esperar por ninguém”.

Os arquivos revelam, no entanto, tudo ao contrário.

Alpha 66 é uma fachada criada pela CIA precisamente nesse ano onde ia estimulando a custo de milhões as chamadas "operações autônomas" desde sua estação em Miami JM/WAVE, então a maior do mundo.

O conceito era organizar grupos supostamente surgidos “espontaneamente” entre os exilados de Miami que haviam fugido a Ilha por sua cumplicidade criminosa com a sangrenta ditadura de Fulgêncio Batista, com o propósito de multiplicar os atentados e negar logo qualquer relação com esses fatos.

Entre as ações criminosas do grupo se encontram inumeráveis planos de assassinato contra o Presidente de Cuba; ataques piratas a embarcações pesqueiras; ameaças de morte a pessoas vinculadas com Cuba no México, Estados Unidos, Equador, Brasil, Canadá e Porto Rico.

"UMA DAS MAIS PERIGOSAS ORGANIZAÇÕES” TERRORISTAS

Documentos da inteligência da polícia de Miami classificaram, naqueles anos, Alpha 66 como "uma das mais perigosas organizações e das mais ativas" na Miami terrorista.

Desde a morte de seu ex-líder Nazário Sargen, Alpha 66 é dirigida por Ernesto Díaz Rodríguez, de 66 anos de idade, este mesmo signatário da declaração citada.

Treinado pela CIA na República Dominicana, Díaz foi capturado em Pinar del Río em 4 de dezembro de1968, em uma fracassada infiltração armada e foi condenado pela comissão de atos terroristas. Liberado, regressou aos Estados Unidos e se ligou a vários extremistas conhecidos, como Eusébio de Jesus Peñalver Mazorra, René Cruz Cruz ye Mario Chanes de Armas, desenvolvendo planos de ações criminosas. Em 1999, esteve emvolvido, com este mesmo grupo, em um plano de atentado ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Seu braço direito, Osiel González Rodríguez, foi treinado pela CIA em Fort Benning, onde estudou técnicas de sabotagem junto com Posada, Félix Rodríguez Mendigutía, Jorge Mas Canosa e outros personagens que formaram a máfia terrorista de Miami.

CONVITADO POR BUSH À CASA BRANCA

Em 20 de maio de 2003, o presidente norte-americano George W. Bush convidava à Casa Branca a Rodríguez, assim como seu sócio Eusébio de Jesus Peñalver Mazorra, preso em 12 de dezembro de 1995, na Califórnia, com um arsenal quando participava de preparativos para realizar um ataque terrorista em Cuba com outro conhecido terrorista, Angel Francisco D'fana Serrano.

Em 2 de junho de 2005, o Presidente norte-americano dirigiu uma carta de agradecimento por seu "apoio" a Alpha 66, na qual dizia que "apreciava conhecer" as ideias de grupo paramilitar.

Luís Posada Carriles participou em numerosas oportunidades de atividades, inclusive públicas, da Alpha 66, antes e depois de seu “julgamento” em El Paso, com o qual Washington pretende presenteá-lo com a imunidade.

Reinol Rodríguez, associado aos crimes de Posada e cúmplice do assassinato em Porto Rico de Carlos Muñiz Varela, é o autodenominado chefe militar do grupo terrorista Alpha 66.

Alpha 66 segue promovendo abertamente o terrorismo desde seus escritórios em 2250 S.W. da rua 8, em Miami enquanto o Departamento de Estado mantem a absurda publicação de sua lista de "países patrocinadores do terrorismo" com o propósito evidente de caluniar, difamar e satanizar às nações que repudiam seu domínio.

Publicado em Hablahonduras
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sábado, 23 de julho de 2011

Pródromos

Marcus Dutra


Os meios de comunicação ocidentais, em mãos privadas, costumam silenciar sobre muitos temas e muitas notícias quando estas não os convêm. O Brasil não é a exceção, inclusive aqui, essa classe de meios - que falam em português, mas pensam em inglês - receberam o ilustrativo nome de Partido da Imprensa Golpista, e como pensam em inglês, mais calhado que o próprio nome é sua sigla: PIG.

Quando o tema é Cuba o silencio obrigatório é intercalado com ataques e notícias tendenciosas, distorcidas, carregadas de antipatia e rancor, falseando e distorcendo a imagem do país.

Tudo em uma desesperada tentativa de evitar o “perigo” que representa o exemplo cubano e abafar realidades inegáveis. Dentre muitas delas, os avanços da ilha na área da medicina, biotecnologia, em seu sistema de saúde, e no seu modelo econômico e social que permitiram esses avanços e muitos outros mais.

Os indicadores sociais cubanos são plausíveis nos mais diversos campos. Na educação, por exemplo, foi o primeiro país do continente a erradicar o analfabetismo, e isso há mais de 40 anos e, 90% deles têm o ensino médio completo. Qualquer cubano pode cursar desde uma creche até graduar-se em uma universidade sem por isso ter que desembolsar nenhum centavo por inscrição, mensalidade, uniforme, material escolar ou refeitório. Tem, segundo a Organização das Nações Unidas, os melhores estudantes de nível primário e secundário em idiomas e, em matemáticas com notas muito superiores aos países do chamado primeiro mundo.

Todas as pessoas com problemas psíquicos ou físicos também têm asseguradas educação em escolas especializadas.

Outros números, em múltiplas áreas, também impressionam: 88% dos cubanos não pagam aluguel, são donos de suas casa. É o país de terceiro mundo que mais consome calorias diárias por habitantes (¹), a passagem do seu recém reestruturado transporte público é das mais baratas do planeta, centenas de medalhas de ouro, prata e bronze colocam Cuba entre as potências mundiais do esporte, diversos avanços nas áreas da cultura, ciência, arte, economia, literatura e entre tantos outros, os da área da saúde, os que mais nos interessam por agora. Saúde que como a educação e outras garantias na ilha são mundialmente reconhecidas e enaltecidas pela sua qualidade, seu acesso universal e sua gratuidade, desde uma simples placa de raios-X, uma tomografia, uma ressonância magnética, um exame de sangue, consultas com especialistas de qualquer área da medicina, ingresso em qualquer hospital, até mesmo um transplante de coração, rins ou fígado, são garantias irrevocáveis alcançadas pelos cubanos.

A constância da Revolução, suas lutas, suas idéias, suas prioridades, seus sentimentos e comprometimento, sua responsabilidade, sua fidelidade aos despossuídos fizeram de Cuba um país diferente.

Tão diferente que talvez seja o único país do mundo que possa vangloriar-se de que das mais de 200 milhões de crianças que diariamente dormem nas ruas pelo mundo nenhuma delas seja cubana; Impressiona a qualquer um saber, por exemplo, que em 1959 quando advém o triunfo revolucionário uma das primeiras medidas tomadas foi a redução dos preços de todos os medicamentos pela metade do que se cobrava, e hoje mais de meio século depois os valores se mantém inalteráveis.

Porém as façanhas alcançadas por Cuba e invejáveis por qualquer pessoa no mundo, com exceção dos antropófobos de plantão, não foram impetradas em lágrimas, mas sim conquistadas lutando com muito sacrifício. O país não deixou de ser agredido em nenhum momento desde que optou pelo processo de mudança social, e somado ao bloqueio econômico teve que suportar as mais irracionais hostilidades por parte do imperialismo norte americano, desde invasões mercenárias ao seu território, planos de sabotagem, guerra biológica, política e econômica; roubo de cérebros, etc.

Um dos atos mais covardes promovido pelo império do norte ocorreu justamente nos primeiros meses do governo revolucionário. Cuba, que então, contava com apenas seis mil médicos, sofreu um duro golpe: da noite para o dia viu a metade deles partirem em direção aos Estados Unidos, seduzidos por montes de dinheiro, facilidades e de promessas.

Em 1959, com o triunfo revolucionário a Universidade de Havana pôde reabrir suas portas (haviam sido fechadas pelo ditador Batista em 1956), reabriu também a sua faculdade de medicina, que era por aquela época a única do país, e dos 161 professores de medicina somente 23 voltaram a ensinar. (²)

Com isso podemos ter uma idéia das dificuldades que o país enfrentou para reconstituir-se.

Porém, frente a todas as agressões, campanhas de ódio e de mentiras perpetradas contra a ilha uma maneira de viver e de pensar diametralmente oposta foi sendo forjada. Um dos princípios ético-vocacionais que se consolidaram com a revolução cubana foi o internacionalismo, façanha tão grande, a nosso ver, quanto seus próprios índices sociais.

Mais de meio milhão de cubanos já participaram em algum tipo de ajuda internacionalista, como alfabetizadores, treinadores, maestros, laboratoristas, trabalhadores sociais, técnicos, dentistas, enfermeiros, médicos e inclusive como combatentes na luta contra a apartheid.

A ajuda internacionalista na área da saúde surge logo nos primeiros momentos da revolução cubana e, em meio às dificuldades e ao abandono generalizado no começo da gesta revolucionaria que havia deixado um impressionante déficit de médicos, ainda assim o país destacou uma brigada de saúde que rumou ao Chile para atender a vítimas de um forte terremoto que sacudiu aquele país e, dois anos mais tarde, sem ainda sequer haver formado a primeira turma de graduados pós-triunfo revolucionário, partia em direção à Argélia no continente africano, outra brigada de médicos cubanos que durante quatorze meses prestaria serviços para aquele sofrido povo que acabava de liberar-se do neo-colonialismo Francês;

Desde então, Cuba, investindo cuidadosamente na saúde recuperou-se do revés e transformou-se no país com maior número de médicos por habitantes do mundo, quase o dobro dos países que o seguem na lista, além disso, o internacionalismo, princípio que se consolidou com a revolução e se fortaleceu com o tempo, impressiona pelo magno numero de cubanos mobilizados, assim como pela enorme quantidade de países que se beneficiaram, e se beneficiam, dessa desinteressada ajuda, são mais de cem nações ao redor do planeta, sobretudo países pobres, e sempre nos mais recônditos lugares, em comunidades apartadas onde muitas vezes foram inclusive os primeiros médicos que ditas comunidades viram.

Hoje em dia é possível encontrar médicos cubanos realizando serviços de saúde em qualquer um dos continentes do planeta terra, e o número de pacientes atendidos ao redor do mundo já ultrapassa os 170 milhões, só nos últimos dez anos mais de dois milhões de vidas foram salvas principalmente, na América Latina, África e Ásia (³). e por mais que os meios de comunicações privados tratem de esconder, os médicos cubanos também estão aqui, no nosso Brasil, trabalhando no interior do Amazonas, arriscando suas vidas, combatendo a malária e outras séries de doenças transmissíveis nas comunidades mais afastadas onde pouquíssimos são os médicos brasileiros que se atrevem a chegar.

Quando ocorrem catástrofes naturais em algum país os médicos cubanos partem em silêncio para ajudar a salvar centenas de milhares de vidas. Quando o Tsunami praticamente destruiu a Indonésia e o Sri Lanka deixando números incalculáveis de vítimas fatais, lá estavam eles há milhares de quilômetros, longe de suas casas e famílias, trabalhando exemplar e incansavelmente.

Frente a terremotos, furacões, chuvas intensas, vulcões, epidemias ou tsunamis em qualquer longínquo rincão do mundo é possível encontrar as brigadas de médicos cubanos.

E também é necessário dizer: com o custo do transporte e da manutenção dos médicos, medicinas e instrumentos que se utilizam todos bancados por Cuba durante sua estadia.

Hoje, quase cinco décadas depois do roubo de cérebros promovido pelos EUA, o número de três mil médicos que havia sobrado passa a ser um gracejo frente a enorme capacidade recuperativa da revolução cubana de formar novos médicos e nesse curto período de tempo graduaram mais de 83 mil novos.

Se Cuba pode brindar auxílio médico como nenhum outro país é por que a revolução abriu as portas para a saúde, porém, mais ainda, por que transformou e desenvolveu uma consciência e uma vocação humana sem precedentes, baseados nos valores mais puros e desinteressados e que são cada vez maiores e mais audaciosos.

E cada vez maiores e mais audaciosos são também os projetos internacionalistas e, paradoxalmente mais ignorados pelos grandes donos dos meios de comunicação, atualmente Cuba e Venezuela desenvolvem conjuntamente um projeto chamado “Missão Milagre” (4) que tem como objetivo atender e operar gratuitamente mais de seis milhões de latino-americanos que haviam perdido ou progressivamente perdiam a visão vítimas de cataratas. Em uma das variantes desse programa, os dois países bancam passagem de ida até Havana, exames médicos necessários, cirurgia, hospedagem, alimentação e gastos durante a estadia, assim como a passagem de volta até o país de origem, tudo junto com um acompanhante escolhido pelo paciente.

Esse comprometimento com a saúde do seu povo se transformou no comprometimento com a saúde de todos os povos do mundo pelo fato de a que a revolução colocou na prática a idéia de Martí que afirma: “pátria é humanidade”, e que é a melhor definição possível para o internacionalismo, o interesse em ajudar sem nada em troca, o comprometimento com os pobres e preteridos do mundo, princípios da revolução cubana que hoje são fatos silenciados pela maioria dos meios de comunicações privados, mas, ao mesmo tempo, uma das provas mais cabais de que um mundo melhor, mais justo e mais humano é possível.

(¹) http://www.ibge.gov.br/paisesat/

(²)http://monthlyreview.org/090112brouwer.php

(3) http://www.granma.cu/portugues/2008/noviembre/mar4/saude.html

(4) http://www.kaosenlared.net/noticia/operacion-milagro-solidaridad-censurada

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Caso Posada Carriles mostra 'dupla moral' de Washington

O presidente da Assembleia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón, afirmou, nesta terça-feira (25), que o governo dos EUA demonstra mais uma vez sua "dupla moral" no julgamento de Luis Posada Carriles, a quem só acusa de mentir e não de ser terrorista, enquanto mantém a prolongada injustiça contra os Cinco Heroóis Cubanos, prisioneiros nesse país há 12 anos.

Alarcón lembrou que Caroline Heck-Miller, a promotora que julgou os Cinco em Miami, se negou a apresentar acusações por terrorismo contra Posada Carriles, o que, disse, "do ponto de vista legal, é uma confirmação absoluta da atitude dolosa e da prevaricação da promotoria neste caso".

Acrescentou que uma funcionária do Departamento de Segurança da pátria estadunidense, sob juramento, disse que ela tinha pedido a Caroline que julgasse Posada Carriles por suas atividades criminosas e esta se negou.

"O espantoso, frisou Alarcón, é que a declaração dessa funcionária foi anunciada na terça-feira, 18 de janeiro, e, nesse mesmo dia, a senhora Miller solicitou mais tempo para sua resposta ao pedido de habeas corpus a favor de Gerardo Hernández Nordelo (um dos cinco cubanos)".

"O que foi visto até agora (no julgamento em El Paso) é um teatro barato". Ele sublinhou que Posada Carriles desfruta da proteção oficial do governo dentro dos EUA, sob a condição de ilegal, em um país onde há 14 milhões de ilegais, aos quais expulsam aos pontapés, sem julgamento.

Acerca do pedido de habeas corpus apresentada no caso de Gerardo, explicou que se espera a resposta para meados de fevereiro, depois seria a réplica dos defensores e, posteriormente, decidiria a juíza Joan Lenard.

"Só um júri de milhões resolverá a situação de Gerardo" - afirmou Alarcón - "mas para isso é preciso que a mídia multiplique mensagens verídicas, e ela é controlada absolutamente nos EUA. Por isso, se torna necessário continuar martelando para que se saiba a verdade por parte dos norte-americanos".

"Gerardo Hernández é um Herói da República de Cuba, e o governo de Cuba fará tudo para salvá-lo", enfatizou o presidente do Parlamento, que afirmou que "o terrorismo impune, mostrado escandalosamente à luz do dia, nem sempre se poderá ocultar". E reafirmou sua convicção de que algum dia, não longínquo, a verdade virá à tona.

Publicado em Vermelho
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domingo, 2 de janeiro de 2011

HAITI

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, destroçado pelo terremoto e pela cólera. Enquanto isso, a ajuda prometida pelos EUA e outros países.O artigo é de Nina Lakhani, do The Independent.

Por Nina Lakhani - The Independent


Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses herois são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado".

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU".

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu "resultados impressionantes" em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

A formação médica em Cuba dura seis anos - um ano mais do que no Reino Unido - após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos - comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, são um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. "A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA ", disse o professor Choonara.

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: "Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa - de quem vender para nós - mas isso é muito caro por causa das distâncias."

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apoiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. "É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo."

Outros 49.000 alunos estão matriculados no "Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos", a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: "A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum."

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

CUBA


Mudanças e mais democracia



O processo nacional de debate convocado em Cuba entre 1° de dezembro de 2010 e 28 de fevereiro de 2011 é o verdadeiro inicio do VI congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC), continuidade de um Parlamento operário, camponês, estudantil e popular ao qual a revolução tem recorrido muitas vezes desde sua chegada ao poder. O documento aberto à discussão pública é o Projeto de alinhamentos da política econômica e social (www.cubadebate.cu), elaborado pela Comissão de Política Econômica do congresso, do qual constituirá o tema principal e o propósito de debatê-lo com a cidadania é assegurar que de suas propostas saia o documento definitivo que haverá de ser submetido à consideração do órgão máximo da direção do PCC, a realizar-se em abril de 2011. O projeto foi posto há dias à disposição da população ao mesmo tempo em que o partido realizou um seminário nacional para preparar os quadros e especialistas desse nível que tenham a responsabilidade de organizar o debate nas províncias. Em uma de suas intervenções no seminário, que durou quatro dias, o segundo secretario do PCC, Raúl Castro, orientou: não se trata de convencer sobre o que está escrito no projeto mas de explicar os assuntos e recolher meticulosamente as opiniões porque neste processo quem vai decidir é o povo (o destaque é meu). Antes havia expressado que a diversidade é fundamental e que a vida se enriquece com as discrepâncias, o que tem que ser uma máxima dentro do partido, Idea que reitera com freqüência. Por isso –sublinhou– a participação massiva é fundamental para o êxito do congresso e frisou que as idéias de Fidel estão em cada um dos itens propostos.

Existe um exemplo maior de democracia direta e participativa, realmente socialista? Os dois principais chefes da única revolução que tem lutado pelo ideal e pelas realizações socialistas mais de 50 anos frente o embate implacável do imperialismo ianque submetem ao voto popular as propostas do partido, em cuja elaboração tomaram parte pessoalmente. Uma cuidadosa leitura do documento nos põe ante a perspectiva de una imperiosa e evidente renovação radical do sistema de gerenciamento econômico, dos mecanismos de redistribuição social e dos critérios de emprego da força de trabalho, mas sem ceder um milímetro na propriedade social sobre os meios fundamentais de produção nem na soberania nacional sobre os recursos econômicos e naturais. Só que agora uma parte importante da propriedade social não seria estatal mas cooperativa, na agricultura, nos serviços e outras atividades, e tanto as cooperativas como as empresas estatais e os governos municipais passariam a dispor de crescentes prerrogativas, faculdades e recursos que fortaleceriam extraordinariamente a democracia participativa, a função do Estado na planificação socialista e nas armas para lutar contra a burocracia. Por sua vez um emergente setor privado, devidamente regulado, passaria a tomar conta de tarefas que o Estado nunca pode cumprir. Os dirigentes cubanos rejeitam o termo reforma e preferem o de atualização do modelo econômico posto que não se trata de mudar a substancia, o socialismo, mas de dar um grande salto em seu aperfeiçoamento, na construção de seus objetivos e na passagem a uma etapa superior do desenvolvimento econômico realizando as mudanças que sejam necessárias, retificando erros e modificando regras que em seu momento podem ter sido indispensáveis mas hoje constituem obstáculos para a construção socialista. Se trata também de elevar a competitividade e o nível de vida do país nas hostis e imprevisíveis condições da crise mais catastrófica na história do capitalismo sem deixar a ninguém desamparado, pois as redes sociais se encarregarão de evitá-lo.

O processo de discussão atual não é novo e seus antecedentes têm sido decisivos para chegar a este momento com a formação de uma base de consenso popular. Se iniciou com o debate nacional sobre o discurso de Raúl em Camagüey em 26 de julho de 2007, quando expressou a necessidade de introduzir mudanças estruturais e de conceito na economia cubana, e evocando a Fidel, mudar tudo o que tenha de ser mudado, para o que chamou a abrir uma discussão pública que tem já três anos de duração e fomentou outro ciclo de parlamentarismo de rua cujo ápice será justamente o VI congresso do partido. 

Fonte: La Jornada
Tradução Rosalvo Maciel

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Reordenamento trabalhista em Cuba: garantia de eficiência e racionalidade

Diony Sanabia Abadia (Prensa Latina)


A procura da eficiência trabalhista e o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis para satisfazer as necessidades do país guia hoje em Cuba um processo de reordenamento da força operária e sua remuneração.

Esta passagem faz parte da atualização do modelo econômico cubano, e as primeiras ideias para sua materialização foram lembradas em reunião do Conselho de Ministros, celebrada de 16 e 17 de julho último.

Ao encerrar o quinto período de sessões da sétima legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular, em 1 de agosto, o presidente Raúl Castro destacou que um conjunto de medidas para acometer, por etapas, reduzirão as planilhas consideravelmente avultadas no setor estatal.

Em uma primeira fase, que planificamos concluir no primeiro trimestre do próximo ano, se modificará o tratamento trabalhista e salarial aos trabalhadores disponíveis e interruptos de um grupo de organismos da administração central do Estado, sustentou. Para conseguir esse objetivo, indicou, se suprimirão os enfoques paternalistas que desestimulam a necessidade de trabalhar para viver e com isso reduzir as despesas improdutivas, o qual entranha o pagamento igualitário, com independência dos anos de emprego, de uma garantia salarial durante longos períodos a pessoas que não trabalham.


O chefe de Estado recomendou conformar um clima de transparência e diálogo onde prime a informação oportuna e diáfana aos trabalhadores, no qual as decisões sejam colegiadas adequadamente e se criem as condições organizativas requeridas.

A estrita observação do princípio de idoneidade demonstrada à hora de determinar quem merece o direito de ocupar um posto de trabalho deve contribuir para evitar qualquer manifestação de favoritismo e discriminação de gênero ou de outro tipo, afirmou.

Precisou que o Conselho de Ministros também concordou em ampliar o exercício do trabalho por conta própria e sua utilização como uma alternativa mais de emprego dos trabalhadores excedentes.

Com o propósito de atingir esse propósito se eliminarão, apontou o mandatário, várias proibições vigentes para o outorgamento de novas licenças e a comercialização de algumas produções, flexibilizando a contratação de força de trabalho.

Raúl Castro especificou que se aprovou a aplicação de um regime tributário para o trabalho por conta própria que responda ao novo palco econômico e garanta que os incorporados a esta atividade contribuam à segurança social.

Comentou que a classe operária, o campesinato e o resto dos setores da sociedade compreendem que sem o aumento da eficiência e a produtividade é impossível elevar salários, incrementar as exportações, substituir importações e crescer na produção de alimentos.

Sem a elevação da eficiência e a produtividade também não podem-se sustentar as enormes despesas sociais próprios do sistema socialista, esfera na que também estamos no dever de ser racionais, poupando bem mais sem sacrificar a qualidade, refletiu.

Ao adotar estes acordos, partimos de que ninguém ficará abandonado a sua sorte, o Estado socialista brindará o apoio necessário para uma vida digna, mediante o sistema de assistência social àqueles que realmente não estejam em capacidade de trabalhar e sejam o único sustento de suas famílias, apontou.

Partidário de apagar para sempre a noção de que Cuba é o único país do mundo em que se pode viver sem trabalhar, Raúl Castro mostrou sua confiança na Central de Trabalhadores de Cuba, sob a guia do Partido Comunista, para levar adiante este processo.

Ontem, a organização sindical assinalou em um pronunciamento, divulgado por meios de imprensa, que a maior das Antilhas enfrenta a urgência de avançar economicamente, organizar melhor a produção, potencializar as reservas de produtividade e a elevar, e melhorar a disciplina e a eficiência.

Reafirmou que hoje mais que nunca estão vivas e incomparável a vontade e a determinação de continuar a construção do socialismo, e avançar no desenvolvimento e a atualização do modelo econômico.

Em correspondência com esse processo, destacou o texto, prevê-se nos alinhamentos para o ano próximo a redução de mais de 500 mil trabalhadores no setor estatal e paralelamente seu incremento no não estatal.

Para o movimento sindical e os trabalhadores prestar a máxima atenção à redução de planilhas, ao processo de disponibilidade trabalhista e ao emprego, e conseguir uma adequada utilização dos recursos humanos resulta uma tarefa ineludível. O texto precisou que dentro do setor estatal só será possível ir cobrindo os postos de trabalho que sejam imprescindíveis, em trabalhos historicamente deficitários de força de trabalho, como a agricultura, a construção, professores, policiais, operários industriais e outros.

Acrescentou que as mudanças na política de emprego se aplicarão de forma gradual e progressiva, se iniciarão de imediato e por sua magnitude e incidência abarcarão a todos os setores.

A CTC e os sindicatos estamos comprometidos e velaremos pela mais estrita observância e aplicação do princípio de idoneidade demonstrada ao determinar o melhor direito para ocupar uma praça, bem como pela transparência no que deve se executar, apontou o pronunciamento.

Concluiu que a unidade dos trabalhadores cubanos e o povo tem sido chave para materializar a gigantesca obra edificada pela Revolução e nas transformações que agora se empreendem ela continuará sendo a mais importante arma estratégica.

(*) O autor é jornalista da Redação Nacional de Prensa Latina.
 
Publicado em Inverta
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fidel pede aos jovens lutarem para evitar uma guerra nuclear

O comandante-em-chefe Fidel Castro assegurou hoje, 2 de setembro, que é possível vencer na grande batalha por preservar o mundo duma contenda nuclear que resultaria em seu fim, e defender o direito de todos os seres humanos a viver.

A ponto de completar-se 65 anos de seu ingresso no ensino superior, o líder cubano retornou à Universidade de Havana, onde, como já ele disse outras vezes e reafirmou nesta manhã, tornou-se revolucionário e descobriu seu verdadeiro destino, e dali instou novamente a governos e povos a salvarem a paz, a vida e o futuro.

"O tempo de que dispõe a Humanidade para travar esta batalha é incrivelmente limitado", advertiu o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, referindo-se ao perigo real e iminente de outra guerra no Oriente Médio, cujas conseqüências para o mundo são imprevisíveis e podem ser catastróficas.

Envergando roupa verde-oliva, aos pés do monumento à Alma Máter e perante uma entusiástica multidão que lotou a histórica escada e suas proximidades, Fidel leu sua mensagem aos estudantes universitários de Cuba, que é também um apelo a lutar contra aqueles que impuseram ao mundo um sistema que ameaça hoje a sobrevivência mesma do planeta e da espécie humana.

"Estamos aqui para convencer, dissuadir e evitar uma guerra que fará finita a esperança, para demonstrar que o amor à vida é devoção de todos", afirmou por seu lado a presidenta da Federação Estudantil Universitária (FEU), de Cuba, Maydel Gómez Lago.

"Até o último minuto estaremos exigindo o direito à vida, não queremos morrer desta maneira absurda, queremos tornar realidade nossos sonhos", enfatizou a jovem. E apelando ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exigiu-lhe fazer uso da faculdade que tem de impedir que em poucos dias a guerra seja o drama de todos.

Aos universitários do mundo inteiro instou a aderirem a esta luta e expressou: "Temos o direito de lutar por nosso futuro, temos o dever de construí-lo. Ainda estamos a tempo. Lutemos pela paz, a vida não perdoará que façamos menos".

O diretor da revista Alma Máter, voz dos universitários cubanos, Yoerky Sánchez Cuéllar, falou também, mas em versos, para exigir do inquilino da Casa Branca, não só que não puxe o gatilho, mas também a destruição de todas as armas nucleares.

"O senhor deve escutar Fidel, que não está sendo alarmista e tampouco catastrofista, mas que vê que este mundo pode sumir num segundo se a paz não for conquistada", refletiu em décimas o jovem, também deputado à Assembléia Nacional do Poder Popular.

"Cá estamos, comandante cá está sua juventude que sente a gratidão de vê-lo tão saudável, de escutá-lo a cada instante, de ler suas Reflexões, de conhecer as razões pelas quais está preocupado e de tê-lo acompanhado nestas novas missões", concluiu.

Original em Granma
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domingo, 22 de agosto de 2010

Uma visita a Gerardo na prisão

Danny Glover e Saul Landau



Tradução: Robson Luiz Ceron - Blog Solidários.

Do aeroporto de Ontário, Califórnia - a cerca de 100 quilômetros a leste do centro de Los Angeles - nos dirigimos para o norte, pela Rodovia 15, a estrada que leva a Las Vegas. Carros com torcedores aficionados e grandes caminhões, para cima e para baixo, através das montanhas, onde se encontram Los Angeles e a Floresta Nacional de San Bernardino.
"Eu vi Adriana (sua esposa) presente na platéia". Seu sorriso desapareceu. "É doloroso. Ela tem 40 anos e eu 45. Não há muito tempo para formamos uma família. Os Estados Unidos nem sequer concedem um visto para que ela me visite. Ela se comportou com grande coragem e dignidade durante toda esta provação".

Para o leste está o deserto, 1.200 metros acima do nível do mar. Entre zimbros, árvores de Josué e artemisas, ao longo da rodovia. Fomos a um centro comercial, onde pegamos Chavela, irmã mais velha de Gerardo.

Passamos por lanchonetes de redes de fast food e salões de beleza, casas de tatuagem, postos de gasolina e mini-centros comerciais (um passeio pela cultura norte-americana), em direção ao oeste e logo ao norte, pela 395, até chegar ao complexo penitenciário Federal, uma prisão de alta segurança de 192.000 metros quadrados, construído há seis anos (a um custo de US$ 101.400,00), destinada a enjaular 960 reclusos.

Na sala de visitantes, pintado de um cinza institucional, um guarda nos entrega formulários numerados, aponta com a cabeça um livro e olha para um monte de canetas. Nós preenchemos e devolvemos o formulário, assinamos e nos sentamos naquela sala cinza com outros visitantes - todos negros e latinos.

Esperamos por vinte minutos. Um guarda menciona o nosso número. Esvaziamos os bolsos, exceto o dinheiro. Passamos por um detector de metais, ao estilo dos aeroportos. Recolhemos nossos cintos e os entregamos. Uma guarda nos revista com óculos de raios-X, e estendemos nossos braços para entregar a outro guarda nossas identificações. Duas mulheres negras e um casal de idosos latinos recebem o mesmo tratamento. Trocamos sorrisos nervosos, hóspedes em terra estranha.

Ele passa nossas identificações, por uma abertura, para outra sala, que vemos através de uma janela de vidros grossos. Ali, um guarda verifica os documentos e pressione os botões para abrir uma porta de metal pesado. O grupo entra em um corredor exterior. O sol ofuscante da meia manhã e o calor do deserto golpeiam nossos corpos, depois de termos permanecido no ar-condicionado. Esperamos. Um guarda fala através de uma pequena fenda na porta do prédio, que alberga os presos. De cada lado, torres com guardas armados, uma rede de arame farpado cobre o topo das paredes de concreto.

Esperamos. Passamos calor. Em seguida, entramos em outro quarto com ar condicionado, e finalmente, abre-se a porta e passamos para a sala de visitas. Um guarda nos assinala uma mesa de plástico pequena, rodeada por três cadeiras de plástico barato, por um lado (para nós) e outra para Gerardo. Meninos afro-americanos e latinos trocam o seu lugar pelo colo dos seus pais; enquanto pais, em uniformes cáqui, conversam com suas esposas.

Chavela o vê de longe - 20 minutos mais tarde - quando ele, sorrindo, avança vivamente através da sala. Quase em lágrimas, Chavela diz: "Ele perdeu peso". Parece ter o mesmo peso de quando (Saul Landau) o viu na primavera. Gerardo abraça e beija sua irmã, depois abraça Saul e Danny. Graças aos seus esforços, foi libertado da solitária, onde passou 13 dias no final de julho e início de agosto.

Gerardo nos informa que dois agentes do FBI - que investigam um incidente não relacionado ao caso dos Cinco - o interrogaram na prisão. Logo em seguida, as autoridades prisionais jogaram Gerardo no buraco, ainda que não houvesse nenhuma prova, lógica ou senso comum que pudesse implicá-lo ao suposto incidente. A temperatura da solitária chegava perto dos 40 graus. "Eu tive que jogar em minha cabeça a água que me davam para beber", nos disse Gerardo. "Não me ajudaram com minha pressão arterial elevada. Eu sequer podia tomar a minha medicação. Acredito que me soltaram graças aos milhares de telefonemas e cartas de pessoas do mundo inteiro".

Chavela amontoava comida rápida em cima da mesa - a única que havia nas máquinas de venda automática. Mordiscávamos compulsivamente, enquanto Gerardo nos contava acerca de sua vida em uma caixa de suor, por quase duas semanas. "Não há circulação de ar", riu, como dizendo: "Não era para tanto".

Nós falamos sobre Cuba. Ele estava em dia com as notícias, através da leitura, TV e visitantes, que lhe informam. Ele se sentiu encorajado pelas medidas tomadas pelo presidente Raúl Castro para enfrentar a crise. Na televisão da prisão, viu parte do discurso de Fidel e as perguntas e respostas, na reunião da Assembléia Nacional. "Eu vi Adriana (sua esposa) presente na platéia". Seu sorriso desapareceu. "É doloroso. Ela tem 40 anos e eu 45. Não há muito tempo para formamos uma família. Os Estados Unidos nem sequer concedem um visto para que ela me visite. Ela se comportou com grande coragem e dignidade durante toda esta provação".

Gerardo Hernández, um dos Cinco Cubanos, cumpre duas sentenças de prisão perpétua por conspiração para espionagem e cumplicidade em assassinato. No julgamento em Miami, os promotores não apresentam quaisquer indícios de espionagem. A acusação de suposta cumplicidade com a derrubada do avião dos chamados Hermanos al Rescate - por MIGs cubanos, em fevereiro de 1996 - também não se comprovou, dado que nenhuma evidência foi apresentada de que Gerardo houvesse mandado informações acerca do vôo para as autoridades cubanas - o que, de fato, não o fez. A acusação também pressupôs que ele sabia das ordens secretas do governo cubano para derrubá-los, o que não é verdade.

Os cinco homens monitoravam e informavam acerca dos terroristas cubanos exilados em Miami, que tinham planos de sabotagem e assassinatos em Cuba. Cuba compartilhou essas informações com o FBI. Larry Wilkerson (coronel do Exército aposentado e ex-chefe de gabinete do secretário de Estado, Colin Powell), comparou a possibilidade dos Cinco serem julgados de forma imparcial e justa, em Miami, com "as chances de um israelense acusado obter justiça em Teerã".

Bebemos chá gelado engarrafado, doce demais. Chavela trouxe mais batatas fritas.

Gerardo reanimou o ambiente contando um incidente ocorrido na década de 1980, quando era tenente em Cabinda, Angola, escoltando oficiais cubanos a um jantar com importantes soviéticos, que se encontravam em visita. "Eu disse ao meu coronel, que tinha memorizado um pequeno poema de Mayakovsky, em russo (de seus dias de estudante) e poderia recitá-lo para os oficiais soviéticos".

Ele recitou o poema em russo. Todos o aplaudiram. Ele sorriu. "Eles estavam assando um porco e tinham garrafas de bebida, era uma festa".

"Eu recitei o poema. O coronel soviético me abraçou, me beijou em ambas as faces muito animado. Eu tive que repetir meu desempenho para os outros oficiais. Finalmente, o coronel cubano me disse que eu já havia aproveitado bem a situação e eu me mandei".

Duas horas se passaram rapidamente. Esperamos os guardas nos chamarem. Gerardo ficou de pé. Nós nos distanciamos. Gerardo, junto com outro prisioneiro, próximo a porta da cela. Saudamos com um aceno. Ele respondeu de igual maneira. A irmã dele, soprou-lhe um beijo. Ele abriu um largo sorriso como tranqüilizador, lembrando-nos: "Mantenham-se firmes".

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Danny Glover é ativista e ator. Saul Landau é membro do Instituto de Estudos Políticos.

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domingo, 1 de agosto de 2010

Por que a mídia reacionária mente sobre o retorno de Fidel

“Fidel, Fidel, Qué tiene Fidel, que los imperialistas no pueden con él?” Com este refrão os cubanos se acostumaram a saudar os discursos do líder da Revolução, Fidel Castro, invariavelmente combativos, enérgicos e impregnados de conteúdo antiimperialista. Nos últimos dias, com o reaparecimento em público do dirigente comunista, parece ter se criado na Ilha um ambiente propício à repetição do famoso estribilho. Para azar dos imperialistas.

José Reinaldo Carvalho*

Depois de quatro anos recolhido, em convalescença de uma grave enfermidade, o líder comunista ocupou a cena política em alto estilo. Por diversas vezes nos últimos dez dias, sem protocolo, em trajes informais e em tom coloquial, o primeiro-secretário do Partido Comunista Cubano concedeu longa entrevista num programa televisivo, visitou instituições científicas e manteve um encontro com diplomatas cubanos (assista ao vídeo em espanhol ).

Torrencial, enfático e agudo como sempre, Fidel magnetizou o público nacional e internacional com suas profundas análises sobre a conjuntura mundial, chamou a atenção para a crise econômica, os problemas ambientais e alertou para o perigo de guerra emanado das políticas do imperialismo norte-americano.

Internacionalista, manifestou solidariedade com os países ameaçados, especialmente a Coreia do Norte e o Irã. Foi o suficiente para que os imperialistas, reacionários e covardes de toda espécie levantassem uma nova cortina de fumaça com especulações e mentiras sobre as razões por que Fidel reapareceu em público. É como se o estribilho entoado nas ruas e praças cuba ao longo de mais de meio século de Revolução e construção do socialismo martelasse qual um espectro sonoro nas cabeças dos políticos, ideólogos e porta-vozes do imperialismo.

Foi com jogos de palavras, contorcionismos mentais, especulações, mentiras e cinismo que a mídia conservadora noticiou e interpretou a presença de Fidel e seus pronunciamentos. Aqui no Brasil até um ex-embaixador nos Estados Unidos, viúvo da diplomacia rastejante, foi mobilizado para dizer que sinalizam que nada vai mudar em Cuba ( leia a entrevista do ex-embaixador Roberto Abdenur no UOL ).

Tais reações denunciam a desilusão dos inimigos de Cuba, verdadeiros abutres, com o fato de a natureza ser caprichosa, para azar dos sicários e terroristas que inúmeras vezes tentaram assassinar o líder cubano.

Eis que descobrimos mais uma qualidade, dentre tantas outras de Fidel – o mérito de estar vivo, loquaz, lúcido e vertical e de, aos 83 anos – completará 84 em breves dias, em 13 de agosto – permanecer na batalha de ideias, defendendo a razão dos povos, denunciando os crimes do imperialismo e da reação, com a voz e a pena, arma dos sábios que empunharam, quando necessário, também as armas de fogo da guerrilha revolucionária e libertadora.

É isto que causa espécie e provoca a furibunda reação dos inimigos de Cuba. Ainda não refeitos do susto, os abutres e as aves de mau agouro anunciaram aos quatro ventos que o “reaparecimento” de Fidel, que coincidiu cronologicamente com o anúncio da libertação de prisioneiros, era um sinal da sua oposição a essa decisão do governo liderado por Raúl Castro, seu irmão e sucessor na chefia do Conselho de Estado. Mas nenhum repórter e articulista, embora engenhosos na mentira, foram capazes de apresentar uma palavra ou documento de Fidel, do Partido Comunista, força dirigente do país, nem de qualquer órgão de governo para corroborar sua versão, transmudada em fato por uma mídia especializada no goebbeliano método de transformar mentiras em verdades pela arte da repetição exaustiva.

Além da insatisfação com a decisão do governo cubano de liberar os prisioneiros, Fidel teria também manifestado seu inconformismo com o processo de transição em curso na Ilha, pelo qual a liderança cubana faz ingentes esforços para enfrentar os duros efeitos do criminoso bloqueio imposto ao país pelo imperialismo.

Sob a liderança do governo e do Partido Comunista, o povo cubano percorre seu caminho de reconstrução da economia, de defesa das suas conquistas revolucionárias, de preservação e aperfeiçoamento do sistema político do poder popular, pela continuidade do socialismo nas novas condições da presente época. As flexões estratégicas e táticas que a liderança cubana está levando a efeito são lógicas, compreensíveis, naturais e indispensáveis. Conduzirão ao fortalecimento e ao aperfeiçoamento do socialismo e, não se iludam os seus inimigos, tornarão o povo cubano mais forte para enfrentar as ameaças e tentativas de desestabilização e agressão. Desde que deixou a Presidência do Conselho de Estado e passou a dedicar-se a escrever e publicar suas reflexões, dentre as milhares que vieram à luz não se encontrará uma só palavra de Fidel contrária às políticas implementadas pelo governo cubano liderado por Raúl Castro.

Se Fidel, Raúl e os demais dirigentes cubanos debatem tais assuntos com gravidade e prudência, encarando-os e sopesando cada medida a adotar, cada passo a avançar ou recuar, com critérios e enfoques diversificados, é uma interrogação que somente as inteligências menores e as vontades mesquinhas podem apresentar.

Obviamente, o móvel dos inimigos da Revolução cubana é pescar em águas turvas e descortinar um cenário de divisão e crise interna. As mudanças que propõem para Cuba nada têm a ver com as que ocupam o tempo e exigem o empenho da liderança do país. Para os amigos de Cuba a presença lúcida de Fidel na cena política cubana e internacional é motivo de regozijo.

Fidel é parte inseparável da história de Cuba e da humanidade, uma figura gigantesca dos séculos 20 e 21, indômito no enfrentamento dos inimigos dos povos, líder político incomparável, estadista de raro talento e um ser humano admirável de quem as gerações atuais de lutadores pela libertação nacional e a emancipação social têm muito que aprender.

Que seja bem-vindo, discurse, escreva, polemize, oriente os revolucionários e fustigue os inimigos. Estes nada poderão.

*Secretário Nacional de Comunicação do PCdoB e editor do Vermelho

Publicado em Pátria Latina
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domingo, 25 de julho de 2010

Políticos corruptos e terroristas anti-cubanos em apuros

José Luis Méndez Méndez
Tradução Rosalvo Maciel

Em 1° de julho de 2010 foi detido em Caracas, Venezuela, o terrorista salvadorenho Francisco Chávez Abarca, pupilo do criminoso internacional Luis Posada Carriles. Este mercenário com uma identidade falsa tentou entrar nesse país com o propósito de preparar ações violentas para ser executadas durante as próximas eleições de setembro, que se efetuarão ali.

A preocupação e o silencio cúmplice de terroristas anti-cubanos e políticos norte-americanos de origem cubana, seguiram de perto o desenvolvimento deste fato. Chávez Abarca foi extraditado para Cuba para ser julgado por crimes impunes cometidos por ele em 1997, quando pessoalmente colocou bombas, que provocaram explosão em um hotel da capital cubana, causando danos e terror em dezenas de pessoas.

Recrutou por ordens de Posada Carriles a salvadorenhos e guatemaltecos, os quais, como mercenários, colocaram bombas na Ilha, que ocasionaram a morte de um jovem italiano, ferimentos em outras pessoas e outros danos materiais.

Por mais de cinco anos Posada Carriles tem sido processado nos Estados Unidos, não pela obra de toda sua vida como terrorista, mas por delitos menores migratórios, a provável audiência para fixar a data do julgamento não será antes de janeiro de 2011. Vive com total liberdade, impune, tolerado e segue promovendo atos terroristas.

Redes nem tão invisíveis de políticos norte-americanos corruptos de origem cubana, tal como conseguiram no passado quando o protegeram e o utilizaram após sua fuga de uma penitenciária venezuelana, têm pressionado para a demora da condenação, que, se ocorrer, será leve.

Agora estão preocupados, Chávez Abarca conhece e fez muitos serviços para Posada Carriles e este tem recebido suporte de seus chefes na CIA e de organizações terroristas anti-cubanas como a Fundação Nacional Cubana Americana, do Comitê para a Liberdade de Cuba e estas têm financiado campanhas políticas e eleitorais de alguns congressistas de origem cubano.

Este fio condutor e a rota do dinheiro nos levam, entre outros, aos congressistas de New Jersey Robert “Bob” Menéndez e Albio Sires. O primeiro é um apoiador veterano dos terroristas anti-cubanos, desde que era Representante do Distrito 13 e tinha a seu lado como “assessor” para a comunidade o terrorista Alfredo Chumaceiro Anillo, o qual em 24 de julho de 1976 como parte de um comando terrorista do chamado Movimento Nacionalista Cubano, tentou explodir o teatro Lincoln Center onde atuava um grupo de artistas residentes em Cuba.

Outro terrorista próximo a Menéndez, é José Manuel Álvarez, apelidado “O Urso”, que ocupou o cargo de Diretor de Repartição do Distrito, cargo executivo muito próximo ao então Representante. Em abril de 2006, Menéndez foi a Genebra para atacar a Cuba ante a Comissão dos Direitos Humanos e o acompanhava seu inseparável ajudante pessoal José Manuel Álvarez, que pertencia à organização terrorista Abdala - da qual era fundador - era conhecido como gestor na preparação e na execução do assassinato do diplomata cubano Félix García, baleado no bairro de Queens, New York pelo sicário da Omega 7, Pedro Remón Rodríguez, ato terrorista ainda impune.

Agora, um dos mais ativos consultores de Menéndez, o advogado Guillermo Hernández, atua como um assessor independente de Posada Carriles, para todos os casos que prendem sobre o terrorista e sobre tudo para evitar que a solicitação de sua extradição solicitada pelo governo da Venezuela, prospere.

O respaldo de Menéndez aos criminosos anti-cubanos radicados em New Jersey, tem sido irrestrito, em 2000, foram solicitados seus serviços para alcançar o indulto do delinqüente comum e terrorista, Eduardo Arocena, chefe do bando terrorista Omega 7.

Motivações políticas a favor dos atos de terror se tem mesclado com pessoais no caso de Menendez. Depois de um escandaloso “affaire” amoroso, que terminou em divorcio, se converteu em genro do Diretor da chamada Fundação Nacional Cubano Americana, Arnaldo Monzón Plasencia, já falecido, e financiador dos atos terroristas executados em Cuba em 1997 e da tentativa magnicida frustrada este ano, quando um comando terrorista foi detido em Porto Rico a bordo de uma embarcação da Fundação, no momento em que se dirigia a Ilha Margarita, Venezuela para realizar atos violentos durante a VII Conferência de Presidentes da Ibero-américa.

Um dos terroristas desse comando foi Ángel Manuel Alfonso Alemán apelidado “La Cota”, um dos membros atuais da equipe próxima ao congressista Albio Sires. Seu cargo é a típica “boca”, que conheceram os cubanos na Cuba pré revolucionária e que se reproduziu depois na chamada república de Miami, e que é em essência receber sem fazer nada.

Monzón Plasencia era um fervoroso admirador de Menéndez e contribuinte assíduo de suas campanhas eleitorais, primeiro como Representante e depois como Senador. O apoiou em suas aspirações para Prefeito da populosa Union City, centro da contra-revolução cubana no estado de New Jersey.

A política oficial de mais de dez administrações norte-americanas tem sido a impunidade dos grupos e elementos violentos da contra-revolução cubana. Nessa historia se inserem políticos como Menéndez, que têm feito causa comum com esses criminosos, os têm agradado, utilizado na solução de “problemas domésticos”, no tráfico de influencias, na eliminação de opositores hostis e em outras práticas mafiosas. Por mais de 30 anos tem recebido fundos de duvidosa procedência por meio de doações, que têm sido “legalizadas” e ingressado a suas contas políticas e eleitorais sem o menor pudor.

A este séquito de militantes se soma Abel Hernández, proeminente doador e recolhedor de fundos para Menéndez. Hernández, e que financiou também os planos terroristas executados em Cuba, foi convocado ante um Juri em Newark, New Jersey, mas os bons serviços de seu amigo “Bob” limparam seus registros.

O que declare Chávez Abarca no legítimo e justo juízo que se lhe efetuará, tal vez não modifique a historia da impunidade que têm desfrutado os terroristas anti-cubanos nos Estados Unidos, nem cessará o respaldo, que lhes têm proporcionado aos mesmos políticos como “Bob” Menéndez e Albio Sires, não são os únicos, mas certamente ratificará a permanente denúncia das autoridades cubanas contra tais fatos, servirá para por à luz, uma vez mais, a tolerância dessas práticas violentas e o nexo criminoso com os mesmos.

Existem razões de sobra para que políticos corruptos e os terroristas nos Estados Unidos estejam preocupados

Original em Cuba Debate

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