Além do Cidadão Kane

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Venezuela: magnicídio na ordem do dia

Pedro Campos



No dia 26 de Setembro a Venezuela terá eleições parlamentares. Há quatro anos, a oposição oligárquica optou por boicotá-las e não participar na tentativa vã de deslegitimar o processo bolivariano. Saiu-lhe mal o tiro e esta vez, ao que parece, vai mesmo participar. Contudo, as sondagens não são muito animadoras para a burguesia ao serviço de Washington e o assassínio de Hugo Chávez continua a ser uma opção para travar o processo de transformações progressistas iniciado em 1999. Apesar de há já várias décadas o governo de Kennedy ter proibido o assassinato de líderes estrangeiros – não disse nada sobre os nacionais e talvez por isso lhe sucedeu o que já sabemos – é evidente que esta «política» encaixa bem nos projetos da Casa Branca para uma América Latina que cada dia caminha mais firmemente para deixar de ser o quintal dos EUA.

É evidente que a reação local nega qualquer acusação neste sentido. É tudo «propaganda do regime», e está claro que se tiver sucesso com este plano criminal dirá que a morte de Chávez foi um ajustamento de contas entre bolivarianos. As evidências são claras, mas os meios de (des)informação cumprem bem, a nível mundial, o seu papel de preparar a opinião pública para qualquer desenlace que faça jeito aos interesses do capital.

Há poucos dias foi detido, ao tentar ingressar na Venezuela, o salvadorenho Francisco Chávez Abarca, conhecido terrorista internacional estreitamente ligado ao famigerado anticastrista Posada Carriles, responsável por vários crimes e atos terroristas perpetrados em Cuba e noutros países da América Latina, entre eles a Venezuela, onde foi chefe da polícia política de Carlos Andrés Pérez, essa figura de proa da Internacional Socialista, a mesma que recentemente definiu Hugo Chávez como um «ditador moderno». Qual era a «missão» deste terrorista em Caracas? Ao que se sabe, este responsável por vários atos de terrorismo em Cuba admitiu que vinha provocar atentados antes das eleições de 26 de Setembro. Talvez fosse para algo mais, e aqui voltamos ao magnicídio tão caro à oligarquia venezuelana.

Dos mercenários colombianos aos terroristas de Israel

Em 2004, a oligarquia venezuelana lambia as feridas resultantes do fracasso do golpe de Abril de 2002 e da greve patronal de Dezembro 2002/Janeiro 2003, mas não estava inativa. Sempre telecomandada por Washington, «importou» um grupo de 140 paramilitares colombianos. A inteligência venezuelana detectou-os e foram apanhados na herdade Daktari, não muito longe de Caracas. A sua missão era liquidar Chávez, o qual com muita generosidade e não menos inocência os devolveu pouco depois à Colômbia. Quem sabe quantos já terão reingressado na Venezuela com as mesmas intenções... Faz falta dizer que a oposição venezuelana negou qualquer relação com este grupo?

Mas há mais. Nesse mesmo ano, mas a 25 de Outubro, Orlando Urdaneta, ator e locutor de televisão ligado ao golpe de 2002, declarava num programa de televisão em Miami – a escória cubana e venezuelana dão-se bem nesse esgoto – que a solução política na Venezuela passava pelo assassinato de Hugo Chávez. Quando a entrevistadora, Maria Elvira Salazar, ligada à máfia anticastrista da Florida, lhe perguntou por alguns detalhes da «operação», Urdaneta foi claro: «Tudo isto começa com o desaparecimento físico, pelo menos, do ‘cão maior’ e talvez por uma boa parte da matilha». Instado a ser mais específico, Urdaneta falou assim: «Isso sucede com uns homens de armas compridas com miras telescópicas que não falham» e acrescentou que esta ordem terá de partir de empresários com «dinheiro suficiente para trazer um comando israelita, como Deus manda». Perante esta exortação ao magnicídio de um chefe de Estado com o qual Washington mantém relações diplomáticas, que fizeram as autoridades norte-americanas? Absolutamente nada, ainda que tenham sido instadas pelas venezuelanas a atuar como corresponde num caso de intenção criminosa.

Original em Avante!
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

USAID financia os partidos políticos e grupos de oposição na Venezuela

Segundo o relatório anual de 2009 sobre as atividades da USAID na Venezuela, 32% dos seus fundos bilionários foram investidos em grupos estudantis e juvenis ligados à oposição. Dos 7,45 milhões de dólares entregues a grupos e projetos políticos na Venezuela em 2009, a maioria foi destinada a "promover o debate político entre os estudantes para elevar o nível do discurso sobre algumas das questões mais importantes para o povo venezuelano" e para "reforçar o uso de novas tecnologias de mídia (como o Twitter e o Facebook), melhorando o acesso à informação e permitir o debate aberto e produtivo na Internet".
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No ano passado houve uma explosão na Venezuela no que tange ao uso do Twitter e Facebook como mecanismos para promover campanhas contra o governo venezuelano e o presidente Chávez. Em setembro de 2009, foi lançada a campanha "Não mais Chávez” pelo Facebook, visando criar um sentimento exagerado a nível mundial sobre a dimensão e o potencial da oposição venezuelana. Ultimamente, o Twitter se tornou um meio dominado por jovens venezuelanos ligados à violenta oposição para promover “fontes primárias” de opiniões distorcidas sobre a realidade do país.
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Em outubro de 2009, foi fundada a Aliança dos Movimentos Juvenis, uma organização criada e patrocinada pelo Departamento de Estado que reunia as agências de Washington, os fundadores de novas tecnologias e os líderes estudantis e jovens políticos selecionados pelos EUA. Sua finalidade era combinar três setores que, juntos, criavam a “receita perfeita" para conseguir a mudança de regime em países estrategicamente importantes para Washington. Com a presença de três venezuelanos - Yon Goicoechea, Geraldine Alvarez e Rafael Delgado - fundadores do movimento estudantil de oposição, "Mãos Brancas".
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A USAID está ativa na Venezuela desde agosto de 2002, quando abriu um Escritório de Iniciativas para uma Transição (OTI, em sua sigla castelhana) em Caracas. Até está data, foram financiadas mais de 611 grupos e projetos políticos na Venezuela com mais de $ 50 milhões de dólares. Segundo os seus próprios relatórios, o financiamento tem sido dirigido a três questões específicas: o apoio a campanhas e processos eleitorais, a promoção do debate político, e incentivar a participação cidadã e a liderança democrática.
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Embora desde 2002 a USAID financie os partidos políticos e grupos de oposição na Venezuela, é no ano de 2005 que começou a apostar no movimento estudantil para formar em médio prazo uma nova liderança amigável para com os interesses de Washington. Um convênio entre a USAID e a Fundação “Educando o País", datado de 02 de Maio de 2005, teve como objetivo "a formação de estudantes e líderes juvenis”. O acordo, que concedeu cerca de 40 mil dólares para cursos de formação política para o setor estudantil, procurou também "reintegrar os jovens e os universitários na vida política da nação."
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Outros programas financiados pela USAID em 2005 foram dedicados a temas como "O papel do estudante universitário e da agenda universitária em torno da governabilidade, da democracia e da tolerância"; "O papel do movimento estudantil universitário na reconstrução e reconciliação da Venezuela”; "A construção de uma agenda comum que reflita o papel dos estudantes na política nacional" e "Fortalecimento as redes universitárias para promover a democracia"; entre outros.
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Cinco anos mais tarde, os investimentos da USAID no setor estudantil na Venezuela começam a dar frutos. Aqueles que participaram dos cursos de formação patrocinados pela USAID, ou que receberam os seus fundos para a criação de novas organizações políticas, são hoje os líderes e os dirigentes políticos da oposição, como Yon Goicoechea, Freddy Guevara e Stalin González. Alguns já conquistaram cargos políticos como conselheiros municipais, e outros são os candidatos para as próximas eleições parlamentares em Setembro de 2010. E outros seguem direcionando as atividades políticas do movimento estudantil de oposição, criando novas lideranças e ações para atrair jovens e incorporá-los em um plano de desestabilização.
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Em 2010, o orçamento da USAID na Venezuela dobrou. Agora são quase 15 milhões de dólares destinados a promover a desestabilização no país e tentar provocar uma mudança de regime favorável aos interesses dos EUA. O movimento estudantil opositor continua sendo o maior receptor dos fundos e das orientações do Norte.
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Colaboração: Associação José Martí - Rio Grande
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O MUNDO DEVE ENTENDER QUE NA AMÉRICA LATINA HÁ UMA REVOLUÇÃO

Tradução: Rosalvo Maciel
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O Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez Frías, em seu discurso ante a 64º Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou: “É necessário que o mundo assuma e aceite que na América Latina há uma revolução, porque essa é uma realidade que não vai mudar”.

“É uma revolução que transcende o ideológico; é uma revolução geográfica, geopolítica, histórica, moral, espiritual e necessária”, asseverou Chávez, ao mesmo tempo que destacou que além disso “esta revolução é grande e vai seguir crescendo a medida que passem os dias, os meses e os anos”.

“São séculos acumulados de luta, de batalhas, de esperança, de sofrimento de milhões e milhões de seres humanos na América Latina”, afirmou.

Esta Revolução, disse, “é grande pelo espaço que vai ocupando e a profundidade (...); pelas massas populares que se somam a ela. Por isso, não tente ninguém pará-la porque ninguém a poderá parar”.

"Somos milhões e nada nem ninguém poderá deter esta revolução latino-americana e caribenha", sentenciou Chávez.

O Chefe de Estado venezuelano fez referencia a que a realidade que vive a América Latina na atualidade está contida no filme de Oliver Stone, “Al sur de la frontera”, no qual “se podem encontrar muitos códigos para entender o mundo em que vivemos”, assinalou.

Disse que após o cine-debate que se realizou nesta quarta-feira em Nova York, ao qual participou com cidadãos estadunidenses, pode constatar que esse país vive imerso em um bombardeio midiático, que não permite que os cidadãos conheçam a realidade da revolução bolivariana que está crescendo ao longo da América Latina.

“O povo estadunidense é vítima do bombardeio midiático e ideológico que cai de maneira inclemente sobre este país e sobre o mundo, tratando de inverter a realidade”, disse Chávez.

Mostrou que Oliver Stone começou a receber pressões para que não seja difundido o filme nos Estados Unidos por parte de “monopólios, mas isso já não depende das salas de cinema que são ligadas aos monopólios, pois estamos na era digital e esse filme vai andar por aí, pela Internet”, disse.
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Original em Tribuna Popular

domingo, 6 de setembro de 2009

Por que chove em SP: o megaprotesto de 15 pessoas contra Chávez

São Paulo fez sua parte na onda de protestos contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, realizados nesta sexta-feira (4), em cidades latino-americanas, estadunidenses e europeias. Na terra da garoa e do Movimento Cansei, a manifestação antichavista reuniu 15 aguerridas pessoas na Avenida Paulista.

Por André Cintra
É bem verdade que, no mesmo horário, o 15º Grito dos Excluídos reunia, em Porto Alegre, um público cem vezes maior. Mobilizaram-se na capital gaúcha cerca de 1.500 manifestantes, em defesa da valorização da vida, do direito à luta e contra a corrupção generalizada do governo Yeda Crusius (PSDB-RS). Mas não é o caso de fazer comparação.

Quem teve a sorte de ler O Estado de S. Paulo neste sábado (5) já sabe que o ato anti-Chávez atingiu o ápice possível — não tinha condições de ser maior. Afinal, chovia em São Paulo no momento da manifestação. Não era exatamente uma tormenta ou um dilúvio, mas, sim, uma intolerável chuvinha fina — o suficiente para inviabilizar um evento mais massivo.

Como não choveu, por exemplo, em Madri e Barcelona, cada uma dessas metrópoles teve um público ainda maior — cerca de cem pessoas. Os maiores protestos ficaram com a Colômbia, onde o correspondente da BBC Mundo, Hernando Salazar, registrou: os manifestantes “eram, em sua maioria, pessoas da classe média e alta do país”. Como é bom ter uma elite progressista!

Dois presidentes latino-americanos acima de qualquer suspeita reagiram à altura e apoiaram as manifestações. Foi o caso do colombiano Álvaro Uribe (símbolo maior de lealdade e disciplina durante a era Bush) e do hondurenho Roberto Michelleti (grande adepto da legalidade institucional). No Brasil, nem o presidente Lula foi às falas nem o a natureza colaborou.

Que pena que os céus castigaram São Paulo num dia histórico, em que os meios geopolíticos estremeceram e ruas de todo o planeta se encheram de esperança. O texto da repórter Renata Miranda, do Estadão, detalha tudo: “Em São Paulo, a chuva fina que caiu durante a tarde na Avenida Paulista espantou os manifestantes que protestavam contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Por volta das 13h30, quando a reportagem do Estado passou pelo local do protesto, apenas 15 manifestantes estavam reunidos no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp)”.

A repórter também ressalva que “a maioria dos presentes era composta de mulheres estrangeiras”. Leia-se que os brasileiros, lamentavelmente insensíveis aos apelos de jovens playboys colombianos e venezuelanos, não atenderam à convocação “feita por redes sociais, como o Facebook e o Twitter”.

É possível que uma convocatória convencional tivesse agregado mais pessoas à multidão da Avenida Paulista. No primeiro capítulo de suas Memórias Póstumas, Brás Cubas lembra que apenas 11 pessoas — “Onze amigos!” — o enterraram. E se justifica: “Verdade é que não houve cartas nem anúncios”. Ou talvez a forma de convocação seja mesmo irrelevante. “Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante”, registra o “defunto autor” criado por Machado de Assis.

Ah, a chuva de novo. Um “bom e fiel amigo”, a quem Brás Cubas deixara 20 apólices, não pensou duas vezes: “Vós, que o conhecestes, meus senhores vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado."

Sobre o megaprotesto de 15 combativos democratas contra Chávez, só faltou ao Estadão dizer que os céus de São Paulo choraram em solidariedade aos manifestantes. Nada como uma matéria jornalística realmente precisa e confiável, sem ironias.
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Colaboração: Marcus Dutra
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sábado, 5 de setembro de 2009

Governo dos EUA recruta jovens venezuelanos contra Cháves

Traduzido por Rosalvo Maciel
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos organizou e financiou uma viajem de oito jovens políticos venezuelanos a território estadunidense para recrutar e formar atores políticos que logo promoverão a agenda imperialista na Venezuela centrada em uma campanha contra o presidente desse país, Hugo Chávez.

Assim denunciou a escritora e advogada estadunidense-venezuelana Eva Golinger, em uma nota enviada a vários meios de comunicação, entre eles teleSUR, na qual asseverou que os oito jovens venezuelanos foram selecionados pelo Departamento de Estado como parte do programa denominado A Democracia para os jovens líderes políticos.

Este programa é parte do projeto de intercambio Líderes Visitantes Internacionais - Venezuela que é utilizado pelo Governo estadunidense para estreitar os vínculos entre a juventude republicana desse país e setores juvenis da direita venezuelana.

Acrescentou que a visita aos Estados Unidos na qual os jovens venezuelanos estiveram acompanhados por representantes do Departamento de Estado, era de três semanas, isto é, entre 17 de agosto e 4 de setembro.

Segundo Golinger, os jovens da direita venezuelana visitaram diferentes cidades estadunidenses para realizar reuniões com grupos e instituições políticas desse país, alem de meios de comunicação e agencias de Washington que promovem a "democracia".

A intelectual expressou que o programa Líderes Visitantes Internacionais do Departamento de Estado foi criado como parte de uma iniciativa de propaganda estadunidense, com o objetivo de recrutar porta-vozes e atores políticos internacionais dispostos a promover a agenda imperial.

Afirmou que durante o programa, os participantes assistiram a cursos de formação conduzidos por representantes políticos dos Estados Unidos em democracia representativa, liberdade de imprensa e fortalecimento de partidos políticos e liderança, entre outros temas.

"Esta viajem em particular ocorre durante um momento em que a direita internacional, junto com Washington, está executando uma campanha suja contra o governo venezuelano e a revolução bolivariana, com ênfase na figura do presidente Chávez. Nesse contexto, os jovens venezuelanos, pagos e acompanhados pelo Departamento de Estado durante sua visita, deram declarações à imprensa estadunidense, atacando, denunciando e tentando desacreditar o presidente Chávez e as políticas do governo venezuelano", comentou Golinger.

Indicou que um dos estudantes venezuelanos, Gabriel Alejandro Gallo Garrido, diretor e coordenador do Parlamento Nacional Estudantil do Distrito Capital, declarou à imprensa dos Estados Unidos que "nós (na Venezuela) não sabemos como funciona uma democracia. O modelo socialista do presidente Hugo Chávez é uma piada e ele (Chávez) mente quando diz que garante o atendimento médico e a saúde para todos os cidadãos. Os médicos cubanos não são especialistas e só dão atendimento preventivo".

Também disse que José Ignacio Cayetaño Guédez Yépez, vice-presidente do partido Um Novo Tempo no estado Lara, declarou à imprensa estadunidense que "os Estados Unidos têm o melhor modelo de democracia no mundo, pelo menos têm um sistema, na Venezuela, para alguém como eu que se opõe a Chávez, não temos nada…"

A visita dos jovens venezuelanos apoiados pelo Departamento de Estado vem justamente quando a oposição venezuelana está tentando promover novamente a desestabilização no país com a intenção de atrair a atenção internacional.

Tem realizado vários protestos violentos contra a recém aprovada Lei Orgânica da Educação e uma marcha com o título "Não mais Chávez" que busca incitar ao ódio, à violência, à desestabilização e ao magnicídio contra o presidente Chávez.

Em seu texto Golinger considerou de alta preocupação que a estas alturas o Departamento de Estado abertamente está financiando a jovens da oposição venezuelana para ir aos Estados Unidos e falar mal de seu país e seu presidente. De fato, é um ato que transforma estes oito indivíduos em agentes de Washington, executando uma campanha de desestabilização contra o governo venezuelano financiada pelo Departamento de Estado. Os jovens venezuelanos também estão promovendo a marcha Não mais Chávez nos Estados Unidos durante sua visita.

'Este vínculo confirma sem duvida que Washington atualmente está por trás da campanha internacional para satanizar ao presidente Chávez e promover ódio, violência e magnicídio contra ele', manifestou Golinger.

Adicionalmente, confirmou que o Departamento de Estado segue financiando ativamente o movimento estudantil da oposição na Venezuela e ao partido político Um Novo Tempo, por quanto estas duas organizações são os principais promotores da desestabilização no país.

Os oito jovens venezuelanos financiados pelo Departamento de Estado nesta ocasião incluem a Zaimar Yulieth Castillo Carvajal, secretaria de Assuntos Interinstitucionais da Federação de Estudantes de Direito da Venezuela (Fedeve); e Gabriel Alejandro Gallo Garrido, diretor e coordenador do Parlamento Nacional Estudantil pelo Distrito Capital.

Também foram José Ignacio Cayetano Guédez Yépez, vice-presidente de Um Novo Tempo no estado Lara e Ángel de Jesús Paredes Monsalve, membro do Conselho de Estudantes de Ciências Políticas da Universidade dos Andes.

Do mesmo modo, participaram Víctor Martín Pérez Moreno, líder fundador e coordenador do Movimento Estudantil na Universidade de Oriente; Anaís de los Ángeles Plaza Izquierdo, coordenadora de Organização do Movimento Estudantil Nacional de Um Novo Tempo; Danny Alejandro Ramírez Contreras, assessor do Programa Especial de Segurança de San Cristóbal, estado Táchira; e Aimara Tibisay Ribas Palacios, assistente presidente da Federação de Centros de Estudantes da Universidade dos Andes.

Fonte: Telesur

sábado, 29 de agosto de 2009

Hugo Chávez e os meios de comunicação privados

por Salim Lamrani*

A Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela começou a recuperar as freqüências hertzianas ilegalmente ocupadas pelos meios de comunicação de algumas grandes famílias para os redistribuir. Imediatamente os oligarcas denunciaram uma “violação da liberdade de expressão” e receberam o apoio dos seus homólogos ocidentais através dos meios de comunicação que eles detêm e, claro, da Repórteres Sem Fronteiras, fiel cão de guarda da subjugação da informação aos interesses de Washington.

Guillermo Zuloaga Núñez, presidente da Globovisión, participou ativamente no golpe de .Estado militar abortado de 2002. Acaba de dar o seu apoio aos golpistas hondurenhos. e apelou a que se siga o seu exemplo na Venezuela.

No dia 2 de Agosto de 2009, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou um comunicado denunciando o encerramento de «trinta e quatro meios audiovisuais sacrificados por capricho governamental» na Venezuela. A organização parisiense «protesta com vigor contra o encerramento massivo de meios audiovisuais privados» e interroga-se: «É ainda permitido emitir publicamente a mais pequena crítica em relação ao governo bolivariano? Este encerramento massivo de meios reputados da oposição, perigoso para o futuro do debate democrático, só obedece à vontade governamental de calar as vozes discordantes, e só agravará as divisões no seio da sociedade venezuelana» [1].

A RSF refere-se à decisão tomada pela Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) no dia 1 de Agosto de retirar a frequência a trinta e quatro estações de rádio e televisão [2]. Segundo a RSF, a decisão seria exclusivamente motivada pelo facto de estes meios de comunicação se terem mostrado críticos para com o governo de Hugo Chávez. Numa palavra, tratar-se-ia de um acto político para abafar a imprensa de oposição. Esta versão foi retomada pela grande maioria dos meios de comunicação ocidentais [3].

Ora, a realidade é outra e foi cuidadosamente ocultada pela RSF e pelas multinacionais da informação com o objectivo de enganar a opinião pública e de transmutar o governo mais democrático da América Latina (Hugo Chávez submeteu-se a quinze processos eleitorais desde que acedeu ao poder em 1998 e saiu vitorioso em catorze, em escrutínios saudados pelo conjunto da comunidade internacional pela sua transparência) num regime que atenta gravemente contra a liberdade de expressão.

De fato, a decisão da Conatel teria sido tomada em qualquer país do mundo numa situação semelhante. Várias rádios ignoraram deliberadamente uma intimação da Comissão destinada a averiguar o estado da concessão e a atualizar a sua situação. Depois de uma investigação, a Conatel descobriu numerosas irregularidades, tais como a existência de concessionários falecidos cuja licença era utilizada por uma terceira pessoa, a não renovação dos trâmites administrativos obrigatórios, ou muito simplesmente a ausência de autorização para emitir. Ora, a lei venezuelana, semelhante às do resto do mundo, estipula que os meios de comunicação que não renovem a sua concessão no prazo legal ou emitam sem autorização, perderão a sua freqüência, e esta voltará ao âmbito público. Assim, trinta e quatro estações que emitiam de forma ilegal perderam a sua concessão (4).

Na realidade, a decisão da Conatel, longe de limitar a liberdade de expressão, pôs fim a uma situação ilegal e abriu uma política de democratização do espectro radioelétrico venezuelano com a finalidade de colocá-lo ao serviço da coletividade. De fato, na Venezuela, 80% das rádios e televisões pertencem ao domínio privado, enquanto que apenas 9% delas são do domínio público, sendo o resto dedicado aos sectores associativo e comunitário. Para além disso, o conjunto dos meios privados venezuelanos está concentrado nas mãos de 32 famílias (5).

Assim, uma medida tomada pela Conatel para pôr fim a uma situação ilegal foi completamente manipulada pela RSF e pelos meios de comunicação ocidentais.

A RSF escolheu o seu lado defendendo acirradamente a oposição venezuelana, responsável por um golpe de Estado contra Chávez em Abril de 2002, golpe ao qual a organização parisiense deu imediatamente aval. A RSF defende particularmente o canal golpista Globovisión, que considera como o símbolo da liberdade de expressão na Venezuela (6). Não obstante, não assinala que para além da sua participação ativa no golpe de 2002, a Globovisión apoiou a sabotagem petrolífera desse ano, lançou um apelo aos contribuintes para que não pagassem os seus impostos e apelou à insurreição e ao assassinato do Presidente Chávez (7).

Ultimamente, a Globovisión deu o seu apoio à junta golpista das Honduras que derrubou o Presidente democraticamente eleito José Manuel Zelaya, unanimemente condenada pela comunidade internacional (8). O proprietário do canal, Guillermo Zuloaga Núñez, reconheceu o governo ilegal de Micheletti, lançando ao mesmo tempo um apelo ao golpe de Estado na Venezuela: «O governo auto-proclamado de Micheletti respeita a Constituição, e nós gostaríamos verdadeiramente que aqui na Venezuela se respeitasse a Constituição como se está respeitando em Honduras» (9).

A RSF não defende a liberdade de expressão na Venezuela. Prefere pôr-se do lado dos inimigos da democracia.

Salim Lamrani
استاذ، كاتب وصحافي فرنسي
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(1) Repórteres Sem Fronteiras, « Trente-quatre médias audiovisuels sacrifiés par caprice gouvernemental », 02/08/2009 (consultado a 03/08/2009).

(2) Sítio oficial da Conatel.

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3) Agencia Bolivariana de Noticias, “Productores independientes respaldan suspensión de emisoras radiales ilegales”, MP3, 04/08/2009.

(4) Fabiola Sánchez, « Radios desafían a Chávez operando por Internet », The Associated Press, 03/08/2009.

(5) Thierry Deronne, « A batalha popular para democratizar o “latifúndio” das ondas », Vive-fr.org, 02/08/2009; Agencia Bolivariana de Noticias, « Medida de Conatel no afectará libertad de expresión e información en Venezuela », 04/08/2009.

(7) Salim Lamrani, « Reporters sans frontières contre la démocratie vénézuélienne », Réseau Voltaire, 02/07/2009.

(9) Agência Bolivariana de Noticias , « Globovisión apoya marcha a favor de gobierno golpista en Honduras », 22/07/2009.
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Original em Voltaire

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Brasil pede à Colombia que esclareça o alcance de seu acordo militar com os EE.UU.

Tradução Rosalvo Maciel
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O chanceler brasileiro, Celso Amorim, solicitou nesta quarta-feira à Colômbia que seja mais transparente no que diz respeito ao acordo militar com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que chamou ao diálogo colombianos e venezuelanos, logo que Caracas rompera as relações.

"Creio pessoalmente que se há uma preocupação com relação a um novo acordo militar, por exemplo, da Colômbia (com os Estados Unidos), seria bom que a Colômbia transparentemente diga o que é, para que as pessoas ouçam, vejam, e possa haver uma discussão" a respeito, manifestou Amorim.

O chanceler disse que com "esse objetivo é que foi criado o Conselho de Defesa Sul-americano da União Sul-americana de Nações (Unasur) que integram os países da região".

Amorim, disse que seu país está disposto a trabalhar para "recompor" a confiança entre Venezuela e Colômbia, cujas relações voltaram a sofrer fortes tensões nos últimos dias.

Indicou que o Brasil seguirá trabalhando pela amizade e reconciliação entre os dois países sul-americanos.

Amorim não precisou qual poderia ser o papel do Brasil nesta crise entre Venezuela e Colômbia, mas assegurou que se tentará "recompor" a confiança entre ambos os países.

O governo colombiano anunciou que permitiria que os Estados Unidos utilizassem três de suas bases, algo que a Venezuela considerou uma ameaça.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou esta semana que decidiu "congelar" as relações com a Colômbia e retirar o pessoal diplomático desse país, depois de que Bogotá denunciou um suposto desvio de armas venezuelanas para a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), algo negado peremptoriamente por Caracas e do que Bogotá não apresentou nem uma só prova, somente fotos de arquivo e gráficos.

Marco Aurélio García, assessor internacional da presidência brasileira, anunciou também que viajará nesta sexta-feira a Caracas, onde abordará o tema com o presidente Chávez, "e se for o caso irá a Colômbia", agregou.
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Original em Tribuna Popular

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Chávez diz que mídia potencializa morte de Michael Jackson e ignora golpe em Honduras

O presidente da Venezuela Hugo Chávez disse que a mídia exagera na repercussão da morte de Michael Jackson para esconder a situação em Honduras.

“A CNN ficou colada a tarde toda nisso, enquanto em Honduras o povo saiu à rua com o presidente à frente, enfrentando o perigo até à morte. E a CNN sempre transmitindo uma notícia que é lamentável”, disse.

“Se o Michael Jackson morreu, que descanse em paz, é um ser humano. Mas foi a tarde toda dizendo que ganhou não sei quantos prêmios, que vendeu não sei quantos discos. Isto é o capitalismo”, criticou.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Venezuela impulsiona uma Revolução alimentar

O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, ratificou neste domingo que o país sul-americano vai rumo à independência alimentar, quando produz uma quantidade importante de alimentos para a exportação para outras nações com menos potencial econômico.

Durante o programa dominical Alô Presidente número 333, transmitido da Propriedade Agropecuária ‘La Bandera’, localizada no estado de Táchira (sudoeste), o mandatário venezuelano informou que "os mil 200 hectares de extensão desse centro de produção leiteira são terras recuperadas que estavam nas mãos do narcotráfico".

"Estamos mostrando como baseado no modelo socialista segue aumentando a produção nacional. Esta propriedade tem vacas que produzem cerca de 7,5 litros de leite diários (...) Propiedade de todos os venezuelanos", asseguróu.

Explicou que quando o Governo tomou essa propriedade, faz um ano e meio, havia 1.300 cabeças, e hoje se dispõe de 1.985, o que significa um incremento aproximado de 38% na produção.

"Vamos-nos rumo a ser um país com independência alimentar, soberania alimentar, e só desta maneira conseguiremos", sentenciou.

O presidente Chávez recordou que ao chegar ao Governo faz 10 anos o rebanho venezuelano passava um pouco dos 10 milhões de animais; logo se produziram o golpe de Estado de abril de 2002, a sabotagem econômica no final desse ano e o terrorismo e veio abaixo a produção.

Apesar disto, atualmente se está levantando a produção e se tem 12 milhões de cabeças de gado em todo o país, assinalou.

Nesse sentido, estima que para 2012 se chegue a 14 milhões de animais, o que permitiria pensar que durante a segunda década de gestão revolucionaria a Venezuela poderia estar exportando gado para ajudar a países que lamentavelmente não tem o potencial para alcançar essas metas.O Mandatário felicitou ao ministro do Poder Popular para a Alimentação, Félix Osorio, pelo funcionamento da Propriedade ‘La Bandera’, que depois de ser recuperada foi cedida à rede de Mercados de Alimentos (Mercal) para gerar o novo sistema produtivo socialista.
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Original em Telesur
Traduzido por Rosalvo Maciel
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Llosa foge de debate com intelectuais na Venezuela

O escritor Mario Vargas Llosa, que participava na Venezuela de um encontro de intelectuais de direita do continente, fugiu do debate proposto pelo presidente Hugo Chávez com um grupo de intelectuais de esquerda também reunidos em evento em Caracas, que seria divulgado pelo programa Alô Presidente, transmitido em cadeia de rádio e televisão.

“É difícil que a direita abra espaços. Tem medo das idéias. Não querem debater, o que querem é dar um ‘show’. Pedem igualdade de tempo, nós concordamos, nós os respeitamos. Eles só nos deram um telefone. O debate entre dois grupos com posições contrárias possibilitaria que as pessoas avaliassem as idéias”, assinalou o presidente Chávez, comentando a recusa a comparecer no programa.

“Vargas Llosa quer discutir só comigo. Eles querem equidade: se é como intelectual, eu sou um soldado. Se fosse pelo grau político, teria este cavaleiro que ir ao Peru, recuperar sua nacionalidade, se lançar candidato e ganhar (as eleições) para que haja igualdade”, prosseguiu o governante.

Vargas Llosa, nascido no Peru, depois de ser candidato presidencial e perder abandonou seu país e aceitou a nacionalidade espanhola em 1993.
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Original em Hora do Povo

domingo, 24 de maio de 2009

Governo e trabalhadores resistem

O governo da Venezuela anunciou que vai intervir no maior banco do país. A iniciativa tem o apoio dos trabalhadores da instituição e ocorre no contexto de uma intensa campanha mediática anti-bolivariana.
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A correção de erros de gestão classificados de graves pelo ministro das Finanças, Alí Rodriguez, fundamenta a intervenção governamental no Banco Industrial da Venezuela (BIV), onde a maioria do capital, 73 por cento, pertence ao Estado. Outro dos objetivos é garantir que o banco se mantenha como uma ferramenta eficaz e em prol dos interesses populares e do processo bolivariano, revelou Rodriguez.
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Reagindo à medida, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do BIV (SNTBIV) sublinhou que já havia alertado para as orientações promovidas pela administração, e acusou os responsáveis do Banco de trabalharem para as forças contra-revolucionárias, estarem ao serviço e do setor privado, defraudando, assim, os clientes, os trabalhadores e o povo venezuelano em geral.
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Para o SNTBIV, para além do rumo empresarial seguido não ser conforme às orientações governamentais, os executivos (entre os quais o impressionante número de 72 vice-presidentes), gozam de privilégios inadmissíveis, enquanto os trabalhadores enfrentam ataques aos seus salários e direitos.
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Guerra sem tréguas
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A intervenção estatal no BIV enfrentando as forças anti-bolivarianas ocorre no contexto de uma campanha contra-revolucionária sem tréguas contra o governo liderado por Hugo Chávez. Nem mesmo a Provedora de Justiça, Gabriela Ramirez, conteve a indignação perante a operação em curso e acusou a estação televisiva Globovision de promover o medo entre a população como parte de uma política editorial baseada em ataques contra o presidente e o executivo. A Globovision oculta e deturpa a ação do governo, ao mesmo tempo que promove e sublinha de forma parcial e desequilibrada as ações da oposição, disse ainda.
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No mesmo sentido pronunciou-se o Conselho Nacional de Comunicadores e Comunicadoras Socialistas (CNCS). Para aquela estrutura, grupos da oposição, representantes políticos da direita, grupos econômicos e hierarquia da igreja católica têm os seus intentos suportados por uma vergonhosa intervenção das empresas de comunicação. Respondendo a uma agenda política, levam a cabo uma campanha mediática interna e externa visando atacar o povo e o governo democraticamente eleito, cobrindo, por exemplo, atos de vandalismo como o incêndio da sede da Pdval, em Caracas, ou defendendo o ex-presidente da Câmara de Maracaíbo.
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Recorde-se que Manuel Rosales perdeu as últimas eleições presidenciais para Chávez por uma diferença de mais 3 milhões e cem mil votos. Atualmente, o líder do partido Um Novo Tempo aguarda um pedido de asilo ao Peru depois de fugir às autoridades judiciais, as quais investigam as suas declarações de rendimentos entre 2002 e 2004. Rosales é acusado de enriquecimento ilícito.
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Ao invés, os dirigentes revolucionários e as conquistas do processo bolivariano são truncadas e caluniadas pelos órgãos de comunicação privados, diz ainda o CNCS.
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Trabalhadores enfrentam repressão
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No comunicado, o CNCS lembra ainda que os trabalhadores de alguns dos órgãos de comunicação social que se identificam com o processo revolucionário estão sujeitos a perseguições e à demissão compulsória. Recentemente, o Canal I mandou para a rua dezenas de profissionais pró-bolivarianos, entre cerca de 150 outros funcionários englobados num alegado processo de reestruturação.
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Para o capital venezuelano e multinacional, os trabalhadores e as suas organizações são um alvo a abater, e não apenas nas empresas de comunicação social. Recentemente, o dirigente sindical da Toyota e respeitado líder operário Argenis Vásquez foi assassinado. O caso encontra-se a ser investigado, mas um jornal venezuelano noticiou prontamente que Vásquez estava envolvido numa suposta máfia de tráfico de veículos. O sindicato do setor automotivo rejeitou liminarmente as acusações do semanário e exigiu respeito pela memória de Vásquez.
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