Além do Cidadão Kane

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mais de 70% da riqueza da Rússia pertence a 0,2% de famílias

Em 2011 cerca de 70% da riqueza nacional da Rússia se concentra nas mãos de 0,2% das famílias existentes no país, declarou nesta quarta-feira o vice-presidente do Tribunal de Contas do país, Valiéri Goriegliad.

"Reconhecemos que 0,2% das famílias da Federação Russa controla quase 70% da riqueza nacional. Essa desigualdade não pode incentivar o crescimento econômico", considera.

Goriegliad disse que vê o problema "não a partir do ponto de vista da Justiça social, mas do ponto de vista da eficiência econômica", opina.

A seu juízo, não se pode ter um modelo econômico estável quando o Estado deve manter quase solitariamente o setor social.

"Na Federação Russa, o sistema de distribuição de renda é extremamente deformado e constitui-se num fator de contenção do desenvolvimento econômico", agregou.

Por último, observou que, de nenhuma maneira, deve-se "aumentar de forma infundamentada os salários, sem o respectivo crescimento do rendimento do trabalho", acredita.

"Hoje, o salário médio na Federação Russa é de cerca de 40% a 60% do salário médio europeu. Na realidade, o rendimento do trabalho nas empresas russas não cresce tão rapidamente", disse o vice-presidente do Tribunal de Contas da Rússia.

A disparidade social na Rússia hoje é consequência direta da reinstauração do capitalismo no país, há 20 anos, em primeiro lugar sob a batuta de Mikhail Gorbachov, que desintegrou o que restava do socialismo na URSS e em seguida à completa capitulação promovida por Boris Iéltsin.

Com informações da RIA Novosti

Publicado em Vermelho
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O desmantelamento da URSS: a maior depredação que o mundo já conheceu!

Traduzido por J.A. Pina / Rosalvo Maciel

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A partir das mudanças de regime, o FMI e o Banco Mundial ditam suas leis aos governos, estes em sua maioria não têm experiência em economia de mercado, e estão, uns apressados por entrar na União Européia (Polônia, Hungria, República Checa…), e outros, impacientes para alcançar os Estados Unidos (Rússia, Ucrânia). Os banqueiros e os Estados Capitalistas perseguem dois objetivos: Subordinar os países do Leste ao Ocidente e, debilitar a Rússia, cujo potencial industrial e científico, ainda que degradado, segue sendo uma ameaça econômica.


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O caso da República Democrática da Alemanha é especial, já que desaparece como Estado independente e é submetida ao regime da República Federal da Alemanha. A “transição”, a restauração do capitalismo, começa pela chamada “terapia de choque”: liberalização dos preços, privatizações, suspensão das subvenções públicas e desmantelamento dos sistemas de proteção social. De um dia para outro, as empresas do Estado, cujas transações, do principio ao fim, passavam anteriormente pelos ministérios, se vêm agora abandonadas à intempérie, privadas de fundos públicos de aplicação, com a impossibilidade de exportar para seus clientes tradicionais: a URSS e os países do CAME (o “mercado comum” dos Estados socialistas) e rapidamente são submetidas a uma concorrência sem piedade. É a destruição da indústria (em particular a siderurgia, a metalurgia, a química e as minas). Por todas as partes, se assiste a uma explosão do desemprego; fenômeno tanto mais duro porque não existia, ou existia muito pouco, sob o regime anterior e, alem disso, sem que nenhum sistema de indenização fosse criado no inicio dos anos 1990. A taxa de desemprego era na Rússia, às vésperas da implosão da URSS, de 0,1 % da população ativa, e vai subir para 0,8 % em 1992, e até 7,5% em 1994, quatro vezes miss rápida do que na Bielorrussia (0,5% em 1992 e 2,1% em 1994), que adotou um método miss gradual de transição sem desmantelar suas estruturas econômicas e sobre tudo o sistema de proteção social. Para o conjunto dos países da Europa Central e Oriental (PECO), a taxa media de desemprego passa de 2,6% em 1990 para 11,7% em 2000.

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As diretivas do FMI são draconianas: na Rússia, o déficit orçamentário deve passar de 20% em 1991 para 1% em 1992. As primeiras vitimas vão ser os pensionistas, os funcionários, cujos salários não serão pagos regularmente durante vários anos, e os serviços públicos. Na Rússia, durante os primeiros anos, o produto interno bruto (PIB) quase se dividirá por dois.

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Sejam organizadas e beneficiem aos capitalistas estrangeiros, como no Leste, ou tenham um caráter “selvagem” como na Rússia, as privatizações estão no centro da “terapia de choque”. Estas deram lugar a enormes liquidações das capacidades industriais “rentáveis” e a uma especulação financeira desenfreada, que desembocará na quebra da Bolsa de Moscou em 1998. Contrariamente ao que se tem dito, não são os “diretores vermelhos” concentrados no complexo militar-industrial que foram os mais beneficiados em tudo isso, mas uma casta de apparatchiks(¹), provenientes, entre outros, na ex URSS, do Konsomol (as Juventudes Comunistas). O Russian Privatization Center recebeu milhões de dólares do Banco Mundial, delo Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento e de diversos governos. Uma casta de oligarcas de uma riqueza obscena, onde se mesclam antigos donos da economia à sombra da época soviética e novos capitalistas, sai à luz.

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Esta oligarquia tenta, não sem êxito, intervir na política russa até a chegada de Putin, que se lança à tarefa de reduzir suas pretensões e de restituir ao país, através de montagens financeiras muitas vezes obscuras, seus recursos naturais e minerais, e alguns setores estratégicos (aeronáutica, espacial, armamento…).

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O sistema de proteção social e, nas “cidades fábricas” da URSS: o ensino, a saúde e o abastecimento, se organizavam por meio das empresas, e freqüentemente, através dos sindicatos. O afundamento das economias acarreta o afundamento da proteção social.

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Um estudo comparativo entre os países post-comunistas feito pela revista “Lancet” (2009) atribui o aumento de mais de 18% na mortalidade na Rússia às privatizações massivas e ao desemprego resultante. A vida tem sido liquidada também…

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(¹) Burocratas

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Original em L'Humanité

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Saudação do CC do PC( b)TU aos 92 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro

Nota do Partido Comunista (bolchevique) de Toda a União no aniversário da Grande Revolução Russa.

Salve os 92 anos da Revolução de Outubro

Caros amigos – militantes de nosso partido, irmãos de luta de outros países, camaradas militantes de outros Partidos Comunistas e simpatizantes! O Comitê Central do Partido Comunista Bolchevique de Toda a União vos parabeniza pelos 92 anos da Grane Revolução Socialista de Outubro! Desejamos a todos saúde e sucesso em nossa luta conjunta contra o imperialismo e a contrarrevolução burguesa e pelo renascimento da nossa grande Pátria – a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!

Fomos condenados a viver e trabalhar em tempos difíceis e a lutar contra um inimigo fortíssimo – o imperialismo internacional e sua força de choque – o sionismo com intenções de senhorio mundial. Devido a eles hoje derrama-se o sangue da população mundial nos quatro diferentes cantos do mundo e seus esforços organizam massacrantes guerras locais. Devido a eles morre de fome o povo da África. Atrapalham a construção do socialismo na RPDC, em Cuba e nos países da América Latina que escolheram para si um caminho de vida livre e independente da ditadura dos EUA. Devido a eles e às suas marionetes (Israel) é que jorra o sangue do povo palestino que há muitas décadas é impedido de retornar à sua pátria histórica e construir seu estado independente.

A contrarrevolução na URSS foi ricamente financiada pelo Ocidente (pelos EUA, acima de tudo) e foi meticulosamente preparada não apenas do lado de fora de nossas fronteiras, mas também dentro de nossa própria sociedade. Os inimigos da Pátria, escondidos ao longo do tempo em seus bueiros e tocas estavam até o pescoço envolvidos em inúmeros atos de sabotagem que visavam a desintegração da nação. Agora eles se mostram a olhos vistos: dançam pelas televisões e pelos jornais de conteúdo diverso, sempre envenenando o povo com ódio contra tudo o que for soviético e tentando obscurecer nossa gloriosa história soviética e seus grandes líderes – V. I. Lênin e I. V. Stálin.

Assaltando o povo soviético, tendo nos roubado tudo aquilo que a nós pertencia por direito, eles agora constroem para si castelos, compram ilhas no Mediterrâneo (e não só lá, acreditem) e escondem o dinheiro roubado do povo em paraísos fiscais e bancos ocidentais. Mas seu banquete nestes tempos de cólera por eles mesmo espalhado irá sem a menor sombra de dúvida acabar, e o povo recuperará o que lhe foi roubado o os forçará a responder pelos crimes cometidos: a ascensão da taxa de mortalidade, o crescente nascimento de crianças deficientes, a desintegração moral da sociedade, a falta de perspectiva da juventude, o tão popular em nossos dias suicídio, a miséria e a falta de direitos de nossos aposentados que deram suas vidas e forças defendendo nossa Pátria e aumentando nossos bens coletivos, a depredação carniceira de nossas riquezas naturais, a traição e a mudança por muitos deles do juramento soviético feito ao povo trabalhador uma vez subidos até o topo da escada do funcionalismo público, ao controle do Estado. Nenhum deles poderá fugir ou escapar do julgamento popular.

A enorme pressão sobre nós por parte do Estado dos possuidores, a miséria das condições de vida da maioria da população nos dias de hoje fizeram com que caíssem alguns pontos de apoio e a crença na vitória da Nova Revolução Socialista. Entretanto temos certeza – não há razão para largar a toalha! É preciso levantar dos joelhos – como já fazem muitos – e passar ao ataque. Nós, bolcheviques, conseguimos já fazer muito nos anos da contrarrevolução. Fizemos virar a opinião pública sobre Stálin em sua campanha de mentiras e enlameamento do líder. Através da comparação efetivamente mostramos a superioridade dos valores socialistas em relação aos valores burgueses e acendemos em muitos o desejo de lutar pelo renascimento do socialismo. Nós eficazmente escolhemos nosso caminho nas condições que nos impôs nosso tempo. Marchamos junto com a História na luta contra a contrarrevolução, adiante rumo à sociedade sem classes com a qual sonhou Karl Marx. E nós necessariamente venceremos! Conosco está a VERDADE DA HISTÓRIA.

N. A Andreeva

Secretária Geral do CC do PC(b)TU

sábado, 11 de julho de 2009

Rússia, de repente 24,6 milhões de indigentes: a pobreza explode

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A crise econômica na Rússia alcança cada vez mais amplitude e nenhum verdadeiro plano de envergadura tem sido tomado pelo poder. Em maio produção industrial caiu 17%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da recuperação do preço do petróleo, a Rússia, primeiro exportador mundial do hidrocarboneto, sofre um retrocesso de suas exportações devido à queda na demanda européia. O que acentua a recessão. Outros elementos, como a fuga de capitais, a diminuição dos investimentos, a queda das vendas no varejo, aceleram a desvalorização.

O desemprego afeta a cerca de 12% da população ativa, e se a situação não evoluir favoravelmente, a Rússia poderá contar com uns 17,4 % de pobres, isto é, no final do ano um aumento de 7,45 milhões em relação a previsões anteriores à crise. Em um recente informe, o Banco Mundial adverte também a Rússia contra “os efeitos negativos da recessão sobre as camadas sociais mais desfavorecidas” e sobre uma classe media ainda frágil. “Não obstante, a Rússia, graças às importantes reservas financeiras obtidas nos anos anteriores, ainda tem margem de manobra, mas mínimo”, julga Thomas Gomart especialista em Rússia do IFRI (Instituto francês de relações internacionais)

Seu principal problema vem da falta de diversificação de seus recursos econômicos. No que diz respeito ao sistema bancário, o governo acaba de anunciar um novo plano de salvamento massivo dos bancos, debilitados pela falta de pagamento.
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Original em L'Humanité

domingo, 15 de março de 2009

Das Maravilhas do Capitalismo II...

Pelo menos 45 milhões de russos vivem na pobreza


O presidente do Senado russo, Serguéi Mirónov, denunciou que os dados oficiais ocultam o número real de pobres na Rússia, onde um terço da população, cerca de 45 milhões de pessoas, vive com renda inferior ao nível de subsistência.
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"A estatística oficial reduz consideravelmente os níveis de pobreza dos habitantes. Na realidade, na Rússia pelo menos um terço da população (142 milhões de habitantes) é pobre", disse Mirónov em uma intervenção que foi noticiada hoje pelo diário "Nóvie Izvestia”.
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Segundo o Serviço Federal de Estatísticas da Rússia, Rosstat, em 2007 a renda de 18.9 milhões de russos, cerca de 13,4 por cento da população, foi inferior ao nível de subsistência, mas os especialistas afirmam que a cifra real é pelo menos o dobro."
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O número de pessoas que vivem abaixo do umbral da pobreza supera os dados do Rosstat em 20 milhões", disse à "Nóvie Izvestia" a deputada Oxana Dmítrieva, integrante do Comitê de Previsão e Impostos da Duma russa (câmara baixa do Parlamento).
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A legisladora explicou que um dos mecanismos para reduzir artificialmente a cifra de pobres é rebaixar em uns 20-30 por cento o nível de subsistência dos pensionistas em relação à população trabalhadora ativa, fazendo com que sejam excluídos da categoria de pobres.
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De acordo com o Rosstat, o nível médio de subsistência na Rússia foi no último trimestre de 2007 de 4 mil rublos por mês (167 dólares, 108 euros), enquanto que a cesta básica de alimentos custava, em media 3 mil 741 rublos (156 dólares, 101 euros).
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O salário médio mensal na Rússia foi no quarto trimestre do ano passado de 15 mil 742 rublos (656 dólares, 425 euros) e a aposentadoria media de 3 mil 971 rublos (165 dólares, 107 euros).
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O projeto de desenvolvimento da economia russa nos próximos anos, aprovado pelo Governo em maio passado, prevê reduzir o nível de pobreza no país para menos de 10 por cento da população em 2011.
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No entanto, "Nóvie Izvestia" destacou que, antes de desenvolver-se a atual crise financeira, as autoridades russas preferiam falar mais do aumento da renda da população nos últimos anos graças à bonança financeira que do problema da pobreza. O diário ressaltou que a renda da população só cresceu em média, o que se explica por um maior enriquecimento dos setores mais abastados.
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Segundo o Rosstat, se em 2000 a diferença de renda entre os 10 por cento dos habitantes mais ricos e os 10 por cento dos mais pobres foi de 13.9 vezes, em 2007 aumentou para 16,8. Analistas independentes asseguram, no entanto, que a distancia real entre as rendas dos mais ricos e dos mais pobres é de 25 vezes.
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O presidente do Senado russo denunciou, também, que a renda de quase metade da população cresce a um ritmo duas ou três vezes inferior aos dos preços e tarifas. "Se tomarmos em conta o crescimento este ano dos preços dos alimentos e das tarifas dos serviços, a renda real da população no próximo ano será inferior ao deste", disse Mirónov.
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Para Dmítrieva, a situação dos empregados e aposentados começou a piorar, pois "os aumentos de aposentadorias e salários foram calculados sobre uma inflação esperada de 10.5 por cento, quando ao final deste ano será de 15".
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Publicado por PCPE-Ex.

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