Além do Cidadão Kane

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uma entrevista imperdível!


A entrevista realizada por Salim Lamrani com a blogueira cubana Yoani Sánchez mostra algumas coisa muito interessantes. Em primeiro lugar a incompetência do sistema de educação de Cuba que não conseguiu colocar nada de dialética dentro da cabeça da jovem contra-revolucionária! Em segundo lugar, demonstra cabalmente a existência de liberdade de opinião em Cuba – embora para opiniões como a dela, o ideal é haver censura! O padrão de respostas da “contra-revolucionária” é de tal nível que, muitas vezes, se tem pena dela pelo massacre imposto por Salim Lamrani; em terceiro lugar se termina de ler a entrevista com a certeza de que, com mais duas ou três entrevistas dela, até o pessoal de Miami se torna defensor do governo cubano!

Se este não fosse um blog sério, com certeza usaríamos o bordão do Falabella: CALA A BOCA MAGDA!

R.M.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Assassinaram Claudia Brizuela membro da Frente Nacional de Resistência Hondurenha

Onda repressiva contra os lutadores hondurenhos, enquanto países pretender reconhecer o governo golpista de Porfírio Lobos
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No dia de ontem, às duas da tarde, pessoas não identificadas, chegaram à Colônia Celeo Gonzáles, ao norte desta cidade, bateram na porta onde vivia a jovem, Claudia Larissa Brizuela de 36 anos e imediatamente dispararam vários tiros causando-lhe morte instantânea.

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Este novo assassinato se dá no momento em que alguns países centro-americanos fazem gestões para que seja reconhecido o governo de Porfírio Lobos, nascido do golpe de estado e que lançou uma verdadeira caçada contra os dirigentes da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado.

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A jovem Claudia Larissa Brizuela era membro ativo da Frente Nacional de Resistência; é filha de Pedro Brizuela, um dos mais velhos militantes do Partido Comunista Hondurenho e que atualmente milita no Partido Unificação Democrática. Brizuela é colunista do diário La Prensa, ha sido histórico assessor sindical, apóia e milita ativamente no projeto da Pesquisa para a Quarta Urna, foi um dos rostos visíveis da Frente Nacional de Resistência na costa norte do país.

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Em conversa mantida com Pedro, ele manifesta que o assassinato de sua filha tem mensagem para ele e para os membros da Frente, pede que se divulgue este novo crime contra o povo hondurenho e, sobre tudo, manifesta que este é um crime covarde que demonstra a agressão sistemática por grupos terroristas que com a aquiescência do Estado estão cometendo esta escalada criminosa em Honduras.

Com o assassinato de Claudia ficam órfãos de mãe Said Meléndez Brisuela (2 anos) e Eduard Brizuela (8 anos).

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Sistemática agressão a dirigentes nos últimos dias

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São vários os dirigentes da Frente Nacional de Resistência que estão recebendo ameaças e agressões físicas diretas, por parte da polícia e de grupos paramilitares, presumivelmente importados da Colômbia.

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Antes de cometer este crime, a professora Reina Centeno, recebeu uma mensagem em seu telefone celular, onde lhe dizem “és a próxima”, esta chamada partiu do telefone (504) 87671727.

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Na terça-feira, 23, o jovem Guillermo Amador, ao sair de sua casa para o trabalho no escritório do CODEH, foi abordado por uma pessoa que começou a lhe fazer perguntas sobre sua participação na Frente Nacional de Resistência, posteriormente foi perseguido por uma motocicleta azul sem placas, como as usadas pela polícia.

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O contexto em que se dão estes assassinatos e ameaças

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Esta morte se dá em um contexto de agressão sistemática e seletiva aos membros da Frente Nacional de Resistência, a agressão está dirigida a membros do Movimento Sindical Hondurenho; o movimento sindical é atualmente uma das Forças organizadas que continua em sua luta por uma Assembléia Nacional Constituinte, a fundação da República e sobre tudo una nova Constituição. Esta agressão tem sido evidente.

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Para a agressão física do artista Hermes Reyes, membro do Movimento de Artistas em Resistência ocorrido em 12 de fevereiro deste ano, na cidade de Siguatepeque, os agressores utilizaram brocas de furadeira lesionando seriamente um de seus olhos.

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Nesse mesmo dia, na cidade de Tegucigalpa, Município do Distrito Central, foi invadida a residência do Senhor Porfírio Ponce, membro ativo do Movimento Sindical Hondurenho e da Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado, as pessoas que ingressaram a sua casa se identificaram como policiais, e destruíram parte de seus pertences, roubando-lhe o computador. A ação ficou em total impunidade.

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Outras das agressões é o seqüestro relâmpago, seguido de tortura, de Edgar Martínez fato ocorrido na quarta-feira 10 de fevereiro deste ano, na cidade de San Pedro Sula, este fato ocorreu na Colônia Cidade Planeta, no mesmo ato criminoso seqüestraram a sua esposa Carol Rivera e seus irmãos Meliza Rivera e Johan Martínez e a uma amiga deles que foram levados até a montanha El Venado, próximo ao lugar onde vivem; esta ação foi repudiada pelos vizinhos que organizaram, com mais de 40 homens, a busca sem resultados positivos.

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Somente na sexta-feira 12 que os deixaram em liberdade, todos (as) apresentavam sinais de tortura; neste vergonhoso ato, declaram pessoas próximas á família, duas das mulheres foram violadas. A família Martínez é membro ativo da Resistência Contra o Golpe de Estado.

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Dias antes foram seqüestrados os câmeras Manuel de Jesús Murillo e Ricardo Antonio Rodríguez da Globo TV e Noticiário Mi Nación, fato ocorrido no posto ESSO On the run que se encontra na entrada da Colônia El Hogar de Tegucigalpa Município do distrito Central, as duas pessoas foram barbaramente torturadas.

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O Comitê de Direitos Humanos (CODEH) lamenta a falta de diligencia de organismos regionais de diretos humanos, como a Comissão Interamericana de Diretos Humanos (CIDH), que retardam a comunicação de medidas cautelares e em alguns casos não responde com a rapidez que a situação do país requer.

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Original em Tribuna Popular

Tradução Rosalvo Maciel

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

FHC explora preconceito contra mulheres para atacar Dilma

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não é apenas preconceituoso contra as mulheres, conforme sugerido pela afirmação dele de que a ministra Dilma Rousseff seria "reflexo" de Lula, ou seja, não tem personalidade própria. FHC é de um tempo em que as mulheres aceitavam como "natural" subordinar seus interesses aos interesses dos homens.
Luiz Carlos Azenha

Afinal, qual é a lição do episódio em que uma repórter aceitou o exílio para esconder o filho que teve com o senador, quando isso foi "necessário" para proteger a carreira política de FHC? Ele se elegeu presidente da República. Ela e o filho ficaram "escondidos" no exílio, à espera da hora "certa", determinada única e exclusivamente pelo interesse pessoal do ex-presidente.

Mas FHC vai além, ao sugerir que Dilma não é democrata. Em entrevista a um colunista do Miami Herald, é isso o que afirmou, por linhas tortas, quando o gringo quis saber se ele achava a ministra mais próxima do presidente venezuelano Hugo Chávez:

Colunista: A Dilma seria mais próxima do esquerdista radical da Venezuela, presidente Hugo Chávez?

FHC: Provavelmente. De qualquer forma, você precisa considerar que as instituições do país são fortes e que as pessoas no poder não podem fazer tudo o que querem. Ela pode querer, mas a liderança de outros grupos políticos, a existência da imprensa livre, de companhias fortes, universidades, etc. tudo isso trabalha como contrapeso. Mas, tendo dito isso, o coração de Dilma é mais próximo da esquerda.

Ou seja, FHC sugere que Dilma não faria loucura, se eleita, não por ser democrata, mas porque a sociedade brasileira não deixaria.

Repito que, consciente ou inconscientemente, FHC revela todo o seu preconceito contra as mulheres. Numa ocasião, sugerindo que Dilma é uma "zé ninguém", sem vontade própria. Em outra, que representa algum tipo de perigo, que só será contido pela reação da sociedade brasileira.
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Notem que FHC não critica esta ou aquela ação da ministra, esta ou aquela idéia, este ou aquele programa que ela implantou. Faz uma crítica pessoal, cujo objetivo é explorar eventuais preconceitos de eleitores contra as mulheres em geral e Dilma em particular, ora dizendo que ela não sabe o que faz, que é manipulável, marionete na mão dos outros, ora que representa algum perigo descontrolado, uma mulher com TPM revolucionária. Seria cômico, não fosse um discurso machista, reacionário e ofensivo.
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Original em Vi o Mundo
Gravura em Patria Latina

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

COMPARAÇÃO ENTRE GOVERNOS DO BRASIL

Nós temos o costume de criticar todos os governos como quem critica o time de futebol rival.

A implicância com o time rival é mantido na política.

Mas as opiniões estão vindo de quem antes o PT sempre criticou então alguma coisa esta ocorrendo.

Manter a velha frase se tem governo eu sou contra é um pensamento um tanto quanto perigoso.


O DEM se achava no direito de criticar a prática do mensalão....e agora estão envolvidos até o pescoço e o que é pior ameaçando os próprio colegas de atirar merda no ventilador...

Sobrou para o PMDB e é claro todos , mas todos tem a cola presa.

Como cidadãos nos resta comparar os resultados no momento de escolher...

E não ir nas pilhas das propagandas de quem está na oposição ou seja, dos que não estão mamando na teta da vez...


O Brasil é um foguete, segundo os ingleses


A ascensão econômica do Brasil é o tema da capa, de um editorial e de um especial de 14 páginas da edição desta semana da revista britânica The Economist, divulgada nesta quinta-feira. Intitulado Brazil Takes Off ("O Brasil Decola", em tradução literal), o editorial afirma que o país parece ter feito sua entrada no cenário mundial, marcada simbolicamente pela escolha do Rio como sede olímpica em 2016.
A revista diz que, se em 2003 a inclusão do Brasil no grupo de emergentes Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) surpreendeu muitos, hoje ela se mostrou acertada, já que o país vem apresentando um desempenho econômico invejável.
A The Economist afirma também que o Brasil chega a superar outros Bric. "Ao contrário da China, é uma democracia, ao contrário da Índia, não possui insurgentes, conflitos étnicos, religiosos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais que petróleo e armas e trata investidores estrangeiros com respeito."

É interessante comparar o Brasil governado pelo operário "analfabeto e burro" com o que que foi comandado pelo sociólogo "letrado e intelectual".
Isso tudo na visão do The Economist...

Segundo o The Economist

Situação do Brasil antes e depois.


Itens


Nos tempos de FHC


Nos tempos de LULA
Risco Brasil
2.700 pontos
200 pontos
Salário Mínimo
78 dólares
210 dólares
Dólar
Rs$ 3,00
Rs$ 1,78
Dívida FMI
Não mexeu
Pagou
Indústria naval
Não mexeu
Reconstruiu
Universidades Federais Novas
Nenhuma
10
Extensões Universitárias
Nenhuma
45
Escolas Técnicas
Nenhuma
214
Valores e Reservas do Tesouro Nacional
185 Bilhões de Dólares Negativos
160 Bilhões de Dólares Positivos
Créditos para o povo/PIB
14%
34%
Estradas de Ferro
Nenhuma
3 em andamento
Estradas Rodoviárias
90% danificadas
70% recuperadas
Industria Automobilística
Em baixa, 20%
Em alta, 30%
Crises internacionais
4, arrasando o país
Nenhuma, pelas reservas acumuladas
Cambio
Fixo, estourando o Tesouro Nacional
Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central
Taxas de Juros SELIC
27%
11%
Mobilidade Social
2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
Empregos
780 mil
11 milhões
Investimentos em infraestrutura
Nenhum
504 Bilhões de reais previstos até 2010
Mercado internacional
Brasil sem crédito
Brasil reconhecido como investment grade

sábado, 12 de dezembro de 2009

Arruda reprime manifestação contra rio de propinas no DF

Três mil estudantes não se amedrontaram com bombas e cassetetes e mandaram seu recado

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O governador de Brasília, José Roberto Arruda (DEM), mandou a polícia reprimir com uma violência inaudita a manifestação de estudantes organizada na quarta-feira, em frente ao Palácio do Buriti, contra os escândalos de corrupção nos quais ele é o cabeça. Cerca de 3.000 estudantes foram agredidos por 400 policiais e pela cavalaria da Polícia Militar. A selvageria ordenada por Arruda feriu oito pessoas, entre elas uma menina de 12 anos, moradora de Valparaíso, que acompanhava a irmã no protesto. Estava na calçada, em frente ao tribunal, e foi atingida nas pernas por cassetetes.

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De acordo com os manifestantes, o movimento transcorria pacificamente em frente ao Palácio e recebia o apoio dos motoristas que trafegavam pelo local, quando a polícia iniciou as agressões. “Apesar de todos os carros que estavam parados estarem nos apoiando, a polícia quis repreender os manifestantes. Começou uma grande confusão e daí se expandiu”, relata Levy Brandão, integrante da comissão “Fora Arruda e sua máfia”.

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Diversas faixas pedindo a saída do governador foram estendidas pelos manifestantes. Uma delas tinha os dizeres “Arruda, seu lugar é na Papuda”. Em referência à penitenciária da capital. O governador foi flagrado em gravações feitas por um de seus secretários, recebendo um pacote de R$ 50 mil diretamente das mãos do seu funcionário. A Operação “Caixa de Pandora” da Polícia Federal obteve e divulgou fartas imagens do governador e de seus aliados recebendo pacotes e mais pacotes de dinheiro, indignando a sociedade. Em nota, alegou que o dinheiro “era para comprar panetone para o povo carente”.

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O secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, foi o funcionário que fez o acordo de delação premiada com a PF e gravou os filmes. Calcula-se que o esquema tenha movimentado ao todo mais de R$ 500 milhões. Um dos aliados de Arruda, o presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente (DEM), chegou a ser filmado guardando dinheiro em todos os bolsos e até em suas meias.

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Foram onze os pedidos de impeachment do governador e de seu vice, Paulo Otávio (DEM), também citado nos depoimentos como beneficiário do esquema montado dentro do governo do Distrito Federal. A divisão era 40% para o governador, 30% para o vice e o restante para os demais. Contudo, dos onze pedidos a Câmara Legislativa do DF aceitou três que agora passam a tramitar na Casa. Os pedidos de impeachment de Paulo Octavio foram rejeitados, porque a Procuradoria da Câmara entendeu que o vice só poderia ser alvo de afastamento se estivesse no exercício do cargo, segundo lei federal.

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O local escolhido para o protesto contra Arruda foi simbólico porque a administração de Brasília vem funcionando temporariamente na cidade satélite de Taguatinga. O ato teve início com pronunciamentos de políticos e representantes das entidades que compõem o “Movimento Contra a Corrupção”. “Só conseguiremos tirar o governo local se houver mobilização popular. É preciso conscientização para mudar todo esse esquema sujo”, afirmou a presidente da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF), Rejane Pitanga. Fizeram parte ainda do protesto, a UNE, a UBEs, centrais sindicais e outras entidades populares.

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Montados em cavalos e atirando com bombas de gás lacrimogenio e balas de borracha, os policiais deram o início à agressão para dispersar os manifestantes. Com cassetetes, eles foram ao encontro dos estudantes. Mas a repressão não foi o bastante para coibir a manifestação. Os estudantes se reuniram em outros lugares e se espalharam por todo o gramado até a Rodoviária de Brasília.

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Cenas chocantes mostraram um estudante deitado no meio da pista sendo pisoteado pelos cavalos. Outro manifestante, arrastado para o gramado, sofreu várias agressões. Os policiais usaram gás de pimenta para afastar os jornalistas que filmavam a ação.

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Com frases como “Arruda na papuda e PO (Paulo Otávio) no xilindró” e outras, os ativistas caminharam entre os carros. Muitos motoristas manifestaram apoio, buzinando e mostrando panfletos, ou adesivos, com os dizeres “Fora Arruda”. A polícia bloqueou a passagem dos carros para poder agredir os manifestantes. Foi o momento que eles atiraram com as armas de borracha e lançaram bombas de gás.

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A violência de Arruda foi repudiada por vários setores da sociedade. O presidente em exercício da Câmara Legislativa do DF, Cabo Patrício (PT), disse que a pressão pelo afastamento dos envolvidos vai continuar. O Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) protestou e convocou novos protestos. Durante o ato foram colhidas assinaturas pedindo a abertura de impeachment contra o governador. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que também já havia entrado com processo contra a dupla Arruda/Otávio também protestou.

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Entre as denúncias, Durval Barbosa revelou à Polícia Federal que recebeu um pacote de dinheiro enviado por Sedex pela empresa de informática CTIS “para chegar ao governador José Roberto Arruda (DEM) e demais pessoas”. Durval fez chegar o pacote à Polícia Federal que iniciou as investigações. A CTIS Tecnologia S/A é uma empresa que tem em sua direção o tucano Fernando Gusmão Wellisch, que foi diretor de tecnologia do Banco do Brasil na administração Fernando Henrique Cardoso e dirigiu a Secretaria de Coordenação e Controle de Empresas Estatais, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, no período em que Serra foi ministro da pasta. A empresa tem um contrato para alugar 100 mil microcomputadores ao governo de José Serra (PSDB), em São Paulo, no valor de R$ 400 milhões.

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Arruda, o preferido de José Serra para compor a vice em sua chapa para as eleições de 2010, depois do flagrante, responde agora a processo de expulsão do partido. O caminho da violência não vai impedir as punições ao governador demista.

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SÉRGIO CRUZ

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Original em Hora do Povo

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O presidente e o palavrão que incomoda

Se tratar da língua é tratar de um tema político, a fala sem rodeios do presidente Lula, durante cerimônia de assinatura dos contratos do programa Minha Casa, Minha Vida, no Maranhão, vai encher a seção de cartas de jornais e revistas, além de dar o tom do moralismo seletivo dos grandes articulistas.
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Por Gilson Caroni Filho*, na Carta Maior


Fingirão não saber que palavras tidas como chulas são formas lingüísticas ímpares para expressar emoções que permeiam o corpo e os amplos campos das relações sociais. Não está em questão se o emprego se deu em contexto adequado, mas o que move o coro dos “indignados”.

Ao afirmar que "eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB. Se o outro é do PFL. Eu não quero saber se é do PT. Eu quero é saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra; esse é o dado concreto", Lula tem consciência de que os opositores dirão que desrespeitou a postura pública que deveria manter em face de majestade do cargo que ocupa. Tanto que se antecipa à crítica anunciada: “Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência que eles falam mais palavrão do que eu todo dia e tenho consciência de como vive o povo pobre desse país".

Como tem sido colonizada para ter vergonha de ser o que é, uma boa parcela da classe média urbana se apresenta como defensora intransigente da propriedade, da família e do Estado Patrimonial. Confunde governo e salvação, ignora a representação, desconhece direitos sociais e políticos, menosprezando a exploração econômica, embora seja “mobilizável” por campanhas de caridades que reforcem a sua imagem de privilegiadas. Em busca de ilusões perdidas, está disponível para aventuras que realçam a ferocidade dos seus recalques. E qualquer enunciado que apresente um padrão variante é o suficiente para açular o seu ódio de classe.

Pouco lhe importa se campeia a violência, a truculência e a miséria. Em seu ilusório casulo, o que merece relevo é o destempero verbal de um presidente que não segue os padrões dos antigos donos do poder. É de pouca importância se o governo anterior reduziu a zero os empréstimos da Caixa Econômica Federal às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Também não lhe tira o sono se a decisão política do tucanato provocou, além da dengue, surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. Ora, doenças resultantes da falta de saneamento não lhe incomodam, pois fezes liquefeitas são desprezíveis. A merda que lhe aflige é aquela que aparece no improviso presidencial como dado concreto.

Para Lula, o descalabro no saneamento é uma tragédia, e, de fato, o é. Por sua história, o presidente faz parte de uma legião de sobreviventes. De um exército que resistiu a séculos de dificuldades imensas, naturais e humanas. Tem orgulho saudável de sua força. Da força desse povo que come mandacaru e capulho verde de algodão e ainda tem a esperança desesperada de querer viver. Isso é coragem, é grandeza. Essa é a merda que a causa engulhos na grande imprensa e nos seus leitores indignados. Mas indignados com o quê, afinal?

Indignados pela existência de erros que se repetem há tempos? Indignados pela impotência de um saber divorciado da dimensão histórica e da responsabilidade social que deveria caber aos centros de ensino que freqüentaram? Indignados pela ameaça, concreta e imediata, da morte, pela fome endêmica e, até bem pouco tempo epidêmica, dos mais miseráveis? Não. O que os ruborizados pelo emprego da palavra "merda" não suportam é a ausência do promotor da "paz social", do garantidor de uma ordem política que lhes oferecia, através do conservadorismo autoritário, uma institucionalidade que muito apreciavam ética e esteticamente. Um simulacro de república feito sob medida.

O problema é que a vestimenta institucional brasileira parece calça curta, fazendo o país caminhar desajeitado, com medo do ridículo. A reforma mais urgente requer produção crescente de cidadania, a criação incessante de sujeitos portadores de direitos e deveres. Em uma sociedade fracionada, essa é a "merda" que ameaça e choca os estamentos mais reacionários: a realidade que não deveria ter emergido com modelagem tão nítida.

* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da
Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil


Publicado em Vermelho

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A sombra

De Ilimar Franco:

Em entrevista a uma emissora de televisão no Ceará, domingo à noite, o presidente do PPS, Roberto Freire, defendeu que a campanha do PSDB para presidente em 2010 se distancie do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Pergunta vai e vem sobre as eleições e Freire sai em defesa da candidatura José Serra, afirmando: "A política econômica de FH não é a do PSDB. Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!".

Serra foi ministro de Planejamento do FHC, ajudou a afundar o país. Foi ministro da Saúde de FHC, responsável pela maior epidemia de dengue já vista no Brasil. Faz em SP a mesma política neoliberal de FHC. Privatiza, privatiza, arrocha os salários, aumenta os impostos, enterra todas as CPIs para investigar seu governo, essa não é a mesma política econômica do FHC?

Fala sério Roberto Freire!

Postado por Jussara Seixas em Blog da Dilma

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

“QUEM PAGOU A CONTA?”

Obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders.
(editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro)

Nunca engoli essa história de Fernando Henrique exilado. Não me passava pela cabeça que um filho de um graduado militar do exército (General) viesse a ser exilado. Exilado para o Chile, onde outra ditadura militar governava? Porque não teve o destino dos outros exilados, tal como: Cuba, União Soviética etc? Isto sempre me cheirou mal. Hoje tenho absoluta convicção que ele sempre esteve a serviço de interesses outros que não os do Brasil. Vou providenciar a compra imediata desse livro, com certeza.

É SEMPRE BOM LEMBRAR O QUE FEZ O FHC NA PRESIDÊNCIA!

FHC enterrou o sonho de todo brasileiro da minha geração. O "maior estadista do mundo" foi apenas, e tão somente, leiloeiro do Brasil no pós guerra fria, o cara que entregou o controle de nossa economia ao Império Anglo-saxão.

DEVEMOS LER ESTE LIVRO!!!
OBRA DE UMA PESQUISADORA INGLESA

Abaixo, informe do jornal Correio do Brasil sobre um livro recém editado por uma pesquisadora inglesa que abre algumas caixas pretas das ligações entre o alto tucanato e a CIA.

LIVRO BOMBA ACUSA FHC DE RECEBER
MILHÕES DE DÓLARES DA CIA!

Mal chegou às livrarias e Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura já se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano. A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: Quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação culturale ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.

O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa.

"Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).

DINHEIRO DA CIA PARA FHC

"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.

FUNDAÇÃO FORD

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
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AGENTE DA CIA
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Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
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MILHÕES DE DÓLARES
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1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153).

2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).

3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).
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FHC FACINHO
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4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).

5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).

6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.

sábado, 17 de outubro de 2009

Movimento pela Vergonha na Cara faz Carta Aberta a William Waack

Não passou em branco o desprezo nem as opiniões entreguistas do jornalista William Waack sobre o pré-sal. Em uma “carta aberta” dirigida nesta sexta-feira (16) ao apresentador da TV Globo e da Globo News, o Movimento pela Vergonha na Cara (MVC) dispara contra Waack.
Os protestos tiveram como base um depoimento dado no mesmo dia pelo jornalista no programa Entre Aspas, da Globo News. Segundo a carta aberta, Waack declarou no ar que “a reserva petrolífera do pré-sal não terá relevância alguma ao futuro do país, em razão do desenvolvimento de energias alternativas.”
A resposta do Movimento pela Vergonha na Cara foi contundente. Entre outras “qualificações”, o jornalista global é acusado de ser “um dos mais esforçados porta-vozes da UGP — União dos Gigolôs da Pátria”, “um dos que sobrevive através de mentiras desenvolvidas para enganar ao povo brasileiro e incentivar a prostituição do país aos interesses internacionais”, “capacho dos interesses externos e prepotentemente contrário aos interesses do futuro do povo brasileiro”, “sabujo dos interesses do capital estrangeiro”.
Confira abaixo a íntegra do texto.

Carta Aberta a William Waack
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Não utilizamos aqui qualquer pronome ou outro tratamento à sua pessoa, por você mesmo se desqualificar através de seus conhecidos e ingentes esforços como traidor da pátria.Nós, do MVC — Movimento pela Vergonha na Cara, tivemos o desprazer de acompanhar hoje, 16/10/09, sua declaração ao programa Entre Aspas da Globo News de que a reserva petrolífera do pré-sal não terá relevância alguma ao futuro do país, em razão do desenvolvimento de energias alternativas.
Fosse você um completo desinformado, incapaz de deduzir as milhares de aplicações dos derivados do petróleo, poderíamos compreender a ignorância contida nessa afirmação e procurar esclarecê-lo, fornecendo-lhe informações elementares a respeito do assunto. Mas é evidente que a bobagem proferida não reflete ignorância ou imbecilidade. Muito pior, reflete mórbida falta de caráter que se faz persistente, denotando-lhe como um dos mais esforçados porta-vozes da UGP — União dos Gigolôs da Pátria.
Sabemos que você não é um idiota de graça. Sabemos que ganha para desinformar o povo brasileiro em benefício do maior crime lesa-pátria já intentado em nossa história com a não consumada privatização da Petrobras, quando já se evidenciavam os indícios de uma das maiores bacias terrestres da matéria prima. Sabemos que, como cúmplice daqueles gigolôs, você é um dos que sobrevive através de mentiras desenvolvidas para enganar ao povo brasileiro e incentivar a prostituição do país aos interesses internacionais.
Esta carta para desmascarar suas intenções será distribuída pela internet através da rede de correspondentes que integra o Movimento pela Vergonha na Cara e, certos de que chegará até você através daqueles a quem tenta enganar, esclarecemos que nosso objetivo é erradicar o malefício que você, seus colegas, seus patrões, e os políticos a que vocês apóiam e promovem, representam para o Brasil e o povo brasileiro. Esteja certo de que voltaremos a apontar suas farsas a cada vez que você usar de espaços públicos de comunicação, sejam concedidos ou assinados, para mentir aos brasileiros se passando por idiota, imbecil ou ignorante.
Sempre que para desqualificar os esforços do maior patrimônio empresarial do povo brasileiro, a Petrobras, você se mentir como incapaz de imaginar que mesmo depois de que todos os biocombustíveis e fontes alternativas de energia substituírem a gasolina ou o diesel, a ampla diversidade de empregos e aplicações do petróleo continuará tornando a exploração do pré-sal um dos mais significativos empreendimentos mundiais; desmascararemos abertamente sua farsa. Destacaremos que você mesmo entrevistou, com abjeta subserviência, um general do Departamento de Defesa dos Estados Unidos especialmente enviado ao Brasil para negociar a participação daquele país na exploração do pré-sal, como você mesmo anunciou em notável demonstração da canalhice contida em sua personalidade que com tamanha empáfia, hoje, declara nossa reserva do pré-sal como inócua.
Se faz de imbecil, mas tem plena ciência de que se o pré-sal fosse tão insignificante quanto afirmou para sua colega (em caráter inclusive) Monica Waldvogel no Entre Aspas, aquele seu entrevistado não seria enviado pelo governo norte-americano ao Brasil e nem teria se servido, há poucas semanas atrás, de seu servilismo no lamentável noticiário que você apresenta.
Não nos interessa quem lhe paga para ser capacho dos interesses externos e prepotentemente contrário aos interesses do futuro do povo brasileiro, mas nos esforçaremos para tornar pública sua função de gigolô da pátria, alertando a todos que queiram recuperar a dignidade e a vergonha na cara, até que um dia possamos erradicar os farsantes que como você trabalham para corromper o futuro de nossos filhos e do nosso país.
Por enquanto, continuaremos colhendo informações sobre sua longa experiência como sabujo dos interesses do capital estrangeiro, a serem usadas sempre que tornar a expor suas mentiras e enganações de gigolô.
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MVC - MOVIMENTO PELA VERGONHA NA CARA
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Publicado em Vermelho

Transposição piora o mau humor de Serra

No dia em que o presidente Lula foi vistoriar as obras de revitalização do rio São Francisco, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou uma suposta falta de investimentos em áreas ribeirinhas do Rio São Francisco, relegadas pela transposição, na opinião dele.

Foi dessa forma que Serra tratou aquilo que Lula definiu como “um megaprojeto” e que está orçado em R$ 6 bilhões. “As áreas que já estão na beira do rio deviam ser irrigadas. É muito curioso cuidar da transposição e esquecer-se daqueles que estão nas margens do rio. Não vejo motivo para não investir nisso”, disse Serra, como se uma das metas principais do projeto de transposição do São Francisco não fosse justamente ampliar as áreas de irrigação, atendendo cerca de 12 milhões de pessoas em volta dos canais. De acordo com o governo, outra preocupação é com a revitalização do rio São Francisco, motivo pelo qual o presidente Lula foi vistoriar as obras na quarta-feira. O Ministério da Integração estima que as áreas de irrigação serão expandidas em 800 mil hectares nos próximos anos.

Para Lula, “nós não podemos fazer com que a gente tire água do rio São Francisco para matar a sede de 12 milhões de nordestinos, sem antes a gente recuperar o rio São Francisco”. “Depois, resolvemos recuperar as margens degradadas do rio São Francisco. E por isso estamos fazendo o maior projeto de florestamento das matas ciliares do rio São Francisco que já foi feito”, completou.

“Pelo Programa Água para Todos foram concluídas 4.121 cisternas, em 54 municípios. Estão concluídos os sistemas de abastecimento rural em Itamarati, em Juazeiro-Bahia, e a instalação de equipamentos para 63 poços tubulares em Minas Gerais. Já foram executados 28% dos programas básicos ambientais que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais causados pelas obras”, informou Lula em seu discurso em Buritizeiro (MG), um dos locais visitados.
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Original em Hora do Povo

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Serra e PSDB defendem "princípios éticos" de Yeda Crusius

Manifesto assinado pelo governador de São Paulo e por lideranças nacionais do PSDB dá total solidariedade à governadora do Rio Grande do Sul, acusada pelo Ministério Público Federal de integrar uma quadrilha que estaria instalada no aparelho de Estado. Documento destaca longa trajetória política de Yeda, "construída com competência e respeito a princípios éticos". Neste momento, governadora gaúcha é alvo de um processo de impeachment na Assembléia Legislativa. CPI investiga fraude que pode ter desviado mais de 340 milhões dos cofres públicos.

O governador de São Paulo, José Serra, assinou um manifesto do PSDB em defesa da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, acusada pelo Ministério Público Federal do RS de integrar uma quadrilha que estaria instalada do aparelho de Estado. O manifesto destaca a "competência e o respeito a princípios éticos" de Yeda e dá total solidariedade à governadora que enfrenta um processo de impeachment na Assembléia Legislativa do RS. O texto afirma:

"A direção nacional do PSDB, os governadores eleitos pelo PSDB e os líderes partidários vêm reiterar o enorme respeito que têm pela governadora Yeda Crusius e por toda a sua longa trajetória política, construída com competência e respeito a princípios éticos.

Estamos seguros de que a governadora saberá responder a cada uma das acusações que lhe são imputadas por seus opositores no Estado.

Lamentamos ainda que a radicalização do quadro político no RS esteja colocando em segundo plano a importante obra administrativa do Governo Estadual, que vem buscando, com extrema seriedade, o equilíbrio das contas públicas e o resgate da credibilidade interna e externa do Estado.

Com este documento tornamos pública nossa total solidariedade à governadora Yeda Crusius, ao PSDB do RS e aos nossos aliados".

Assinam o documento:

José Serra - Governador de São Paulo

Aécio Neves - Governador de Minas Gerais

Teotônio Vilela Filho - Governador de Alagoas

José de Anchieta Junior - Governador de Roraima

Sérgio Guerra - Senador, presidente do PSDB

Arthur Virgílio - Senador

José Aníbal - Deputado Federal

Original em Carta Maior

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domingo, 30 de agosto de 2009

O arsenal udenista está de volta, o que poderá detê-lo?

A moralidade de quase todos os grandes órgãos da imprensa brasileira está empenhada em corroer a candidatura Dilma Rousseff, custe o que custar. A observação de Gramsci sobre a "imprensa que adquire funções de partido político" se aplica como uma luva ao jornalismo praticado hoje no país. Carlos Lacerda (foto), caracterizado como "o Corvo" nas charges publicadas pelo jornal getulista Última Hora, manejava com maestria o ferramental de fraudes &
ofensas, que hoje encontra aprendizes excitados nas redações.

Saul Leblon

O método da calúnia é tão antigo no arsenal político da direita quanto o seu objetivo de alcançar o poder a qualquer custo, seja pelo voto, o impeachment, o golpe, a fraude ou uma mistura das quatro coisas simultaneamente, como fez a UDN nas eleições de 1955, na primeira chance real de chegar ao poder pelo voto, depois da tentativa de golpe abortado pelo suicídio de Vargas.

Não deu certo. Os udenistas Juarez Távora e Milton Campos tiveram 30% dos votos contra 36% dados a Juscelino. A vitória apertada, mas indiscutível da chapa que tinha como vice João Goulart, herdeiro político de Vargas, não desanimou os udenistas.

Derrotados nas urnas em outubro de 1955, desencadearam uma campanha agressiva para impedir a posse de Kubitschek, marcada para janeiro do ano seguinte. Na linha de frente do golpismo estava o jornal O Estado de São Paulo - alter-ego da UDN paulista. O mesmo que hoje lidera a pressão pela derrubada de Sarney em nome da "moralização" do Congresso e da faxina ética na política nacional.

Não é preciso ser simpatizante da oligarquia maranhense para suspeitar que exista algo mais do que mau jornalismo no bombardeio que atribui a Sarney todas as malfeitorias praticadas no Senado, desde a sua criação em 1824, na primeira Constituição do Império. O que está por trás é a volta do arsenal "democrático" udenista em pleno aquecimento para 2010, quando o PMDB terá peso decisivo na sucessão de Lula, que cultiva o apoio da legenda num acordo de reciprocidade com Sarney.

A ressalva é tão óbvia que chega a ser admitida nas entrelinhas de editorialistas espertos, funcionando mais como salvaguarda cínica do texto, do que uma crítica efetiva ao jornalismo praticado em nome da moralidade.

A moralidade de quase todos os grandes órgãos da imprensa brasileira está empenhada em corroer a candidatura Dilma Rousseff, custe o que custar. A observação de Gramsci sobre a "imprensa que adquire funções de partido político" se aplica como uma luva ao jornalismo praticado hoje no país.

Cada flanco que se abre nas fileiras do governo aciona pautas especiais; mini-editorias específicas; forças-tarefas montadas à toque de caixa. "Analistas" e acadêmicos são requisitados para teorizar sobre "a decadência irreversível do petismo", ao mesmo tempo em que petistas hesitantes, e ex-petistas recorrentes, endossam a dissolução da pureza vermelha contaminada pelos vícios do poder.

Desprovida de partidos de massa, a direita sempre teve nas campanhas midiáticas um valioso instrumento de intervenção na ordem institucional. Se desta vez a mutação flagrada por Gramsci ganha acentuação inédita é porque os resultados acumulados pelos dois mandatos de Lula deixaram um minúsculo campo programático para a coalizão demotucana se movimentar em 2010. O braço midiático deve compensar com denúncias a fragilidade propositiva.

Malgrado as limitações da aliança que o sustenta, Lula superou a pior crise do capitalismo desde 1930, acentuando as linhas de vantagem do seu governo em relação à estratégia conservadora abraçada pelo PSDB e predominantemente apoiada pela mídia. A saber: o desastroso recuo do Estado em todas as frentes do desenvolvimento; o alinhamento carnal com os EUA na política externa e comercial; a terceirização dos grandes desafios sociais à "eficiência dos mercados auto-regulados". Hoje esse cardápio se traduz na tentativa de desconstrução caluniosa da candidatura Dilma Rousseff; nas denúncias contra a Petrobras e na torcida mal-disfarçada com o êxito do país no pré-sal.

Tivesse o Brasil persistido nessa rota, seria hoje uma terra arrasada por desemprego e quebradeira, a exemplo do que sucede no Leste europeu - última fronteira de expansão do neoliberalismo e seu obituário mais dramático.

Ocultar esse flanco substituindo o principal pelo secundário, portanto, sobrepondo à transparência da crise o que o monopólio midiático pauta como relevante, é o recurso precioso de Serra para contrabalançar sua opacidade programática em 2010.

Trata-se de uma das especialidades legadas pelo udenismo à política nacional. Carlos Lacerda, caracterizado como "o Corvo" nas charges publicadas pelo jornal getulista Última Hora, manejava com maestria o ferramental de fraudes & ofensas, que hoje encontra aprendizes excitados nas redações.

Exemplos: dia 22 de agosto o comentarista político Fernando Rodrigues, classificou o senador Mercadante de "vassalo" do Planalto, com chamada na primeira página da Folha; antes dele, Danuza Leão comparou a ministra Dilma Rousseff, na mesma Folha, a um misto de pai autoritário e diretora "carrasca". Analista das Organizações Globo, o que não significa apenas uma inserção profissional, Lucia Hippolito espetou no título de um comentário sobre o PT (Globo online) o vocábulo-síntese de sua filiação carnal ao udenismo: "a pelegada".

A fome dos petizes lacerdistas encontra fontes obsequiosas nas fileiras oposicionistas.

Olhos, ouvidos e bocas de Serra na capital federal, ao lado de Virgílio, Agripino, Sergio Guerra e Jereissati, o senador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) definiu o PT, em recente entrevista, como uma sublegenda do "lulismo". Na boa tradição udenista equiparou o "lulismo", portanto o Presidente da República, aos "caudilhismos latino-americanos, a exemplo do peronismo argentino". O conservadorismo do senador evoca um tema recorrente no cardápio lacerdista, que inspirou violenta campanha contra Vargas nos anos 50, fartamente difundida pela rádio Globo, dirigida pelo jovem udenista, Roberto Marinho.

Vale a pena rememorar esse "case" do modo udenista de abduzir a realidade e derivar daí vale-tudo de aniquilação dos adversários.

Em abril de 1954, o governo Vargas sangrava. Uma ciranda de ataques descomprometidos de qualquer outra lógica que não a derrubada de um projeto de desenvolvimento nacionalista fustigava o Presidente que criara a Petrobras, o BNDES e aplicava uma política de fortalecimento do mercado interno com forte incremento do salário mínimo.

O clima pesado de acusações e ofensas pessoais atingia Getúlio e sua família de forma indiscriminada. Lutero, irmão do Presidente, era tratado nas manchetes como "bastardo" e "ladrão". O ministro do Trabalho, João Goulart, era reduzido a "personagem de boate". Faltava, porém, um ponto de coagulação para transformar o tiroteio desordenado em míssil capaz de abrir um rombo na legalidade institucional.

Em meio à radicalização, em março de 54 surge a denúncia de que "os caudilhos" Vargas e Perón planejavam um suposto "Pacto ABC" (Argentina –Brasil –Chile), cuja meta era "a integração sul-americana num arquipélago de repúblicas sindicais contra os EUA". Carlos Lacerda, na Tribuna da Imprensa e na rádio Globo, e a Banda de Música da UDN no Congresso – um pouco como o jogral que hoje modula as vozes da coalização demotucana e da mídia "ética" - martelavam a denúncia incansavelmente, testando por aproximação as condições para o impeachment de Vargas.

A notícia do pacto foi vigorosamente desmentida pela chancelaria argentina, mas um ex-ministro rompido com Getúlio aliou-se a Lacerda para oferecer "evidências" das negociações entre o Brasil e Perón.

A inexistência de provas – exceto a menção genérica de Perón a uma aliança regional — não demoveu a mídia que deu à declaração ressentida do ex-ministro contornos de verdade inquestionável, repetida à exaustão até acuar o governo. Vargas reagiu na única direção que lhe restava. No 1º de maio de 1954 anunciou o famoso reajuste de 100% para o salário mínimo num discurso marcado por elogios a Goulart, o ministro do Trabalho, mentor do reajuste, afastado pela pressão udenista.

Ao conclamar os trabalhadores a se organizarem para defender seus próprios interesses, o discurso de 1º de Maio soava como um ensaio de despedida. Talvez até mais radical, na convocação aos trabalhadores, do que a própria Carta Testamento deixada quatro meses depois, quando o Presidente atirou contra o próprio peito para não ceder à pressão da mídia pela renúncia.

"A minha tarefa está terminando e a vossa apenas começa. O que já obtivestes ainda não é tudo. Resta ainda conquistar a plenitude dos direitos que vos são devidos e a satisfação das reivindicações impostas pelas necessidades (...). Como cidadãos, a vossa vontade pesará nas urnas. Como classe, podeis imprimir ao vosso sufrágio a força decisória do número. Constituí a maioria. Hoje estais com o governo. Amanhã sereis o governo"

(Getúlio Vargas, 1º de Maio de 1954).

A dramaticidade do suicídio iluminou o quadro político gerando transparência e revolta diante do golpismo em marcha. Porta-vozes da oposição a Getúlio foram escorraçados nas ruas do Rio; uma multidão consternada e enfurecida cercou e depredou a rádio Globo que saiu do ar; veículos do jornal de Roberto Marinho foram caçados e queimados nas ruas da cidade. Para Carlos Lacerda não sobrou um centímetro de segurança em terra: o "Corvo" foi obrigado refugiar-se no mar, a bordo do cruzador Barroso.

A determinação conservadora de arrebatar o poder, todavia, não esmoreceu.

Poucas semanas depois do suicídio, em 16 de setembro de 1954, uma segunda "denúncia" associada ao Pacto ABC explodiria nos microfones da rádio Globo. Era a largada, com 12 meses de antecipação, para a primeira disputa eleitoral em vinte e quatro anos que não contaria com a presença divisora de Getúlio na cena nacional.

O alvo agora era João Goulart, o herdeiro político do presidente morto e adversário certo da UDN no pleito de outubro de 1955. Na voz estridente de Lacerda, comentarista de diversos programas da emissora de Marinho, foi lida em primeira mão a "Carta Brandi". Uma suposta correspondência do deputado argentino Antonio Brandi a João Goulart, apresentada como a prova "definitiva" da conspiração para implantar "uma república sindicalista no Brasil".

Na efervescência da guerra eleitoral, o escândalo levou o Exército a abrir inquérito imediatamente, enviando missão oficial a Buenos Aires para aprofundar as investigações.

A conclusão oficial de que tudo não passara de uma grosseira fraude, forjada por Lacerda e alimentada pela imprensa anti-getulista, não abalou seus protagonistas. Lacerda rapidamente mudou o foco da denúncia, invertendo os termos da equação: fora vítima de uma cilada, uma isca arquitetada por adversários eleitorais para desmoralizar a democracia e acelerar a implantação de uma república sindical no país - exatamente como descrevia a (falsa) "Carta Brandi". "(...)

Se a carta não é verdadeira", escreveu na Tribuna de Imprensa, um mês depois da derrota da UDN para JK e Jango no pleito de outubro de 1955, "seu conteúdo está de acordo, mais ou menos, com o que se sabe da vida política do Sr. Goulart..."

Qualquer semelhança com o malabarismo denuncista que povoa a mídia tucana nos nossos dias não é mera coincidência. Os mesmos objetivos, os mesmos métodos, a mesma elasticidade ética e democrática estão de volta.

A vitória apertada de JK em 1955 foi tratada pelo udenismo como um sintoma de "ilegalidade das urnas". Inconformada, a chamada "imprensa da UDN" iniciou uma nova campanha, desta vez liderada pelo jornal Estado de São Paulo, que não poupou papel e tinta na luta para impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek.

Se chegaram a esse ponto contra JK em 1955 e fracassaram, muito se deve ao desbloqueio do discernimento popular causado pelo suicídio do estrategista genial que foi Getúlio Vargas. O arsenal udenista, porém, está de volta e seu partido midiático não disfarça a determinação de transformar 2010 na nova inflexão conservadora na vida do país. Resta saber que força poderá detê-los agora, a ponto de despertar na sociedade o mesmo efeito esclarecedor do tiro que sacudiu o país na manhã de 24 de agosto de 1954.

Original em Carta Maior

Topo

sábado, 8 de agosto de 2009

Blogueiro é ameaçado por publicar textos sobre vereador do PSDB

O blogueiro e publicitário, Marcelo Vitorino, responsável pelo blog “Pergunte ao Urso” recebeu dois telefonemas com ameaças para que retire três textos sobre o vereador de São Paulo, Floriano Pesaro (PSDB), de sua página. Vitorino informa em um post publicado na quinta-feira (06/08) que, para preservar sua integridade física, irá retirar os textos do ar.
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“Recebi duas ligações anônimas. Todas falavam que eu deveria retirar os textos do ar, se não algo poderia acabar acontecendo comigo”, afirmou.
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Os posts, datados de 2008, criticam ações do vereador, que na época ocupava o cargo de Secretário Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social na Prefeitura de São Paulo. Nos textos Vitorino trata de matérias publicadas na Folha de S. Paulo sobre um suposto pedido de “afrouxamento” da fiscalização eleitoral feito por Pesaro, além de textos sobre contratação irregular da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC).
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De acordo com Vitorino, a primeira coisa que fez após a ameaça foi entrar em contato com o gabinete do vereador, para saber qual a posição de Pesaro sobre o caso, mas até o início desta quinta-feira não teve resposta.
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Pesaro afirma que não tem nenhuma relação com o caso e se diz surpreso. “Essa é uma situação absurda. Jamais censuraria coisa alguma. Não tenho ideia de quem possa estar fazendo isso. É algo sem cabimento”, declarou.
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Campanha eleitoral
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O blogueiro contou que no ano passado o vereador chegou a procurá-lo porque não teria gostado das críticas feitas a ele. “Uma vez o próprio Pesaro ligou para mim, mas numa conversa tranqüila, sem problemas, pedindo que eu retirasse os textos do blog, porque poderia prejudicá-lo na campanha”.
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O vereador admitiu que telefonou para Vitorino em 2008, porque seus textos eram prejudiciais à sua campanha e não contavam o “final da história”. “Esses textos são antigos e só mostram uma matéria publicada na Folha de S. Paulo, não mostram o final da história, a resposta da Procuradoria sobre o caso. E o pior, quando alguém procurava pelo meu nome no Google, o primeiro link que aparecia era desses textos do blog”, afirmou.
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A repercussão
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A história repercutiu no Twitter. Até mesmo o jornalista Marcelo Tas comentou sobre o assunto. “Conheço o vereador. Por isso estranhei. E aí Urso?”, perguntou Tas ao blogueiro em seu microblog.
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“O caso se espalhou pela internet, principalmente pelo Twitter e tenho recebido inúmeros e-mails. É um ataque virulento. Desconfio até que alguns perfis que me atacam sejam falsos. Acho que é uma estratégia para me atacarem”, declarou o vereador, que escreveu vários posts em seu Twitter sobre o assunto.
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Original em Vermelho
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* O título foi modificado pela equipe do BVC

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CPI da Petrobrás pega o primeiro rato

iFHC gasta 10 vezes mais que Fundação Sarney
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Lenilson Avelino
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O blog Os amigos do Presidente Lula revela em primeira mão um caso quase idêntico ao “Escândalo da Fundação José Sarney”, com duas diferenças básicas:
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1) o valor do patrocínio é dez vezes maior; e
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2) a instituição beneficiada é o Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC).
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Veja a denúncia.
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A imprensa depois de fazer uma devassa na vida pessoal do senador Sarney, e só encontrar a casa declarada à Receita Federal sem constar ao TSE, partiram para o entorno: parentes e aliados. Quem dera fizessem isso sempre e sobre todos os políticos importantes.
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Nesta quinta-feira (9) o Estadão traz denúncias contra a Fundação José Sarney (uma entidade privada, tanto quanto o Instituto FHC e a Fundação Roberto Marinho), por ter projeto de preservação e Recuperação dos Acervos Bibliográfico e Museológico da Fundação José Sarney, com base na lei de incentivo à cultura.
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Com base nesta lei a Fundação apresentou projeto ao ministério da Cultura, foi aprovado, e a Fundação pode captar dinheiro de empresas para patrocinar o projeto. As empresas, em compensação, podem abater este valor do imposto de renda a pagar.
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Quem patrocinou o projeto foi a Petrobras, e o valor foi de R$ 1.213.205,39.
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O Estadão denuncia que houve desvios dentro da Fundação José Sarney com este dinheiro. Ainda não há, até o momento desta nota, resposta no blog Fatos e Dados da Petrobras.
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Mas até onde entendo a empresa não tem qualquer ingerência na execução do que se passa dentro da Fundação José Sarney. Ela apenas fez o patrocínio, e tem, em contrapartida, compensação nos impostos, e divulgação da marca. Pode-se questionar se o patrocínio é bom ou ruim, e se se trataria de favorecimento político.
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Porém, outro ex-presidente está na mesma situação, e em montantes bem maiores.
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Então, como alegar favorecimento à Sarney, se outro ex-presidente usa do mesmo expediente para preservar sua memória?
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O Instituto FHC apresentou seu projeto de digitalização do acervo de FHC e captou da mesma forma um valor quase 5 vezes mais elevado do que Sarney: R$ 5,7 milhões.
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A captação de FHC se deu na Sabesp (estatal do governo paulista, hoje de José Serra, na época, de Geraldo Alckmin), e diversas empresas beneficiadas pelas privatizações, ligadas aos tucanos. Todas descontaram no Imposto de Renda o valor repassado ao iFHC, portanto trata-se de dinheiro público dos impostos que, em vez de serem recolhidos à receita federal, são usados no iFHC, a título de incentivo fiscal à cultura.
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Esse projeto do iFHC encontra-se com as seguintes pendências de prestação de contas junto ao ministério da Cultura:
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- Informar as metas a serem realizadas
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- Informar as metas já realizadas
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- Informar o nº de dias necessários para realização das metas.
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Mesmo sem ter acabado, e sequer prestado contas, o iFHC já apresentou novo projeto, para dar continuidade à descrição, preservação e informatização do acervo documental do ex-presidente.
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Como assim? O projeto anterior já não era para fazer isso?
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O valor proposto pelo iFHC ao ministério da Cultura (ainda não aprovado) é quase R$ 7 milhões de reais (R$ 6.953.860,72 para ser exato), além dos R$ 5,7 milhões do projeto anterior para fazer a mesma coisa.
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No total, o iFHC está propondo gastar R$ 12,7 milhões para fazer a mesma coisa que a Fundação José Sarney fez com R$ 1,2 milhão. São 10 vezes mais.
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Um claro indício de superfaturamento, com prejuízos ao erário do tesouro nacional, através da perda de arrecadação de impostos federais, via incentivos fiscais.
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Para complicar mais a situação, na operação Satiagraha, constatou-se movimentação financeira do iFHC no Opportunity Fund, de Daniel Dantas. O fundo é legalizado no Banco Central e não é necessariamente crime ser cotista, mas o Opportuniy foi usado para lavar dinheiro, segundo denúncia do Ministério Público Federal.
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Original em Conversa Afiada

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