Além do Cidadão Kane

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Grupo terrorista criado pela CIA celebra abertamente em Miami seu 50º aniversário

 Jean-Guy Allard

Com um comunicado difundido amplamente em Miami entre os partidários do uso do terror contra Cuba, o chefe do grupo terrorista Alpha 66 anuncia que sua organização criminosa, protegida pelo FBI, celebrará seu 50º aniversário “como organização com estratégia de combate frontal”. Isto no país que publica uma controvertida lista de “países patrocinadores do terrorismo”.

Ernesto Díaz Rodríguez assinala que desde sua fundação “em setembro de 1961” o grupo tem sido consequente com seu firme propósito de manter uma independência total de governos e ingerências externas e lutar sob o lema de “sem pedir permissão nem esperar por ninguém”.

Os arquivos revelam, no entanto, tudo ao contrário.

Alpha 66 é uma fachada criada pela CIA precisamente nesse ano onde ia estimulando a custo de milhões as chamadas "operações autônomas" desde sua estação em Miami JM/WAVE, então a maior do mundo.

O conceito era organizar grupos supostamente surgidos “espontaneamente” entre os exilados de Miami que haviam fugido a Ilha por sua cumplicidade criminosa com a sangrenta ditadura de Fulgêncio Batista, com o propósito de multiplicar os atentados e negar logo qualquer relação com esses fatos.

Entre as ações criminosas do grupo se encontram inumeráveis planos de assassinato contra o Presidente de Cuba; ataques piratas a embarcações pesqueiras; ameaças de morte a pessoas vinculadas com Cuba no México, Estados Unidos, Equador, Brasil, Canadá e Porto Rico.

"UMA DAS MAIS PERIGOSAS ORGANIZAÇÕES” TERRORISTAS

Documentos da inteligência da polícia de Miami classificaram, naqueles anos, Alpha 66 como "uma das mais perigosas organizações e das mais ativas" na Miami terrorista.

Desde a morte de seu ex-líder Nazário Sargen, Alpha 66 é dirigida por Ernesto Díaz Rodríguez, de 66 anos de idade, este mesmo signatário da declaração citada.

Treinado pela CIA na República Dominicana, Díaz foi capturado em Pinar del Río em 4 de dezembro de1968, em uma fracassada infiltração armada e foi condenado pela comissão de atos terroristas. Liberado, regressou aos Estados Unidos e se ligou a vários extremistas conhecidos, como Eusébio de Jesus Peñalver Mazorra, René Cruz Cruz ye Mario Chanes de Armas, desenvolvendo planos de ações criminosas. Em 1999, esteve emvolvido, com este mesmo grupo, em um plano de atentado ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Seu braço direito, Osiel González Rodríguez, foi treinado pela CIA em Fort Benning, onde estudou técnicas de sabotagem junto com Posada, Félix Rodríguez Mendigutía, Jorge Mas Canosa e outros personagens que formaram a máfia terrorista de Miami.

CONVITADO POR BUSH À CASA BRANCA

Em 20 de maio de 2003, o presidente norte-americano George W. Bush convidava à Casa Branca a Rodríguez, assim como seu sócio Eusébio de Jesus Peñalver Mazorra, preso em 12 de dezembro de 1995, na Califórnia, com um arsenal quando participava de preparativos para realizar um ataque terrorista em Cuba com outro conhecido terrorista, Angel Francisco D'fana Serrano.

Em 2 de junho de 2005, o Presidente norte-americano dirigiu uma carta de agradecimento por seu "apoio" a Alpha 66, na qual dizia que "apreciava conhecer" as ideias de grupo paramilitar.

Luís Posada Carriles participou em numerosas oportunidades de atividades, inclusive públicas, da Alpha 66, antes e depois de seu “julgamento” em El Paso, com o qual Washington pretende presenteá-lo com a imunidade.

Reinol Rodríguez, associado aos crimes de Posada e cúmplice do assassinato em Porto Rico de Carlos Muñiz Varela, é o autodenominado chefe militar do grupo terrorista Alpha 66.

Alpha 66 segue promovendo abertamente o terrorismo desde seus escritórios em 2250 S.W. da rua 8, em Miami enquanto o Departamento de Estado mantem a absurda publicação de sua lista de "países patrocinadores do terrorismo" com o propósito evidente de caluniar, difamar e satanizar às nações que repudiam seu domínio.

Publicado em Hablahonduras
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Matar Bin Laden, ressuscitar a Al-Qaida

Santiago Alba Rico

Uma das grandes surpresas que haviam deparado os levantes populares no mundo árabe é que haviam deixado momentaneamente fora de jogo todas as forças islâmicas e muito especialmente, claro, a mais suspeita e extremista, Al-Qaida, marca comercial de obscuro conteúdo largamente instrumentalizada para sustentar ditadores, reprimir toda classe de dissidência e desviar a atenção para longe dos verdadeiros campos de batalha. Com indicações de amplo espectro, como a aspirina, Bin Laden reaparecia cada vez que fazia falta atiçar a “guerra contra o terrorismo”; mantinham-no com vida para agitar seu espantalho em encruzilhadas eleitorais ou para justificar leis de exceção. Esta vez a situação era demasiado grave como para não usá-lo pela última vez, em uma orgia midiática que eclipsa inclusive o casamento do príncipe Guilherme e introduz efeitos muito inquietantes no mundo.

Quando parecia relegada ao esquecimento, definitivamente desprezada pelos próprios povos que deviam apoiá-la, reaparece Al-Qaida. Um desconhecido grupo, em nome dessa organização, assassina Arrigoni na Palestina; dias depois, em plena efervescência dos protestos antimonárquicos no Marrocos, uma bomba explode na praça Yamaa Fna de Marrakech; agora reaparece Bin Laden, não vivo e ameaçador, mas em toda a gloria de um martírio protelado, estudado, cuidadosamente encenado, um pouco inverossímil. “Se fez justiça”, disse Obama, mas a justiça exige tribunais e juizes, procedimentos judiciais, uma sentença independente. Mais sincero foi George Bush: “É a vingança dos EEUU”, disse. “É a vingança da democracia”, acrescentou, e milhares de democratas estadunidenses dançaram de alegria diante da Casa Branca, saltando com bárbara euforia sobre tíbias e caveiras. Mas democracia e vingança são tão incompatíveis como a pedagogia e o infanticídio, como o alfabeto e o solipsismo, como o xadrez e o jogo de azar. Aos EEUU agradam os linchamentos, sobre tudo desde o ar, porque sabe que são mais poderosos que os princípios. “O mundo sente alivio”, afirma Obama, mas ao mesmo tempo alerta sobre “ataques violentos em todo o mundo apos a morte de Bin Laden”. Alerta? Avisa? Promete? Quê alivio pode produzir um assassinato que - se diz ao mesmo tempo - põe em perigo àqueles a quem presumivelmente se quer salvar?

Este era o momento. Al-Qaida volta a dominar a cena; Al-Qaida volta a saturar o imaginário ocidental. Enquanto o presumido cadáver de Bin Laden se lança ao mar, Bin Laden se apodera fantasmagoricamente de todas as lutas e de todos os desejos de justiça. Cumprir-se-á o vaticínio de Obama: haverá ataques violentos por todas as partes e o mundo árabe-muçulmano voltará a ser uma confusão de fanatismos e decapitações, queiram ou não queiram suas populações. Entre democracia e barbárie, é evidente, os EEUU não têm duvida: a barbárie se ajusta muito mais ao “sonho americano” (e, é claro, ao delírio israelense).

Não sabemos se realmente mataram Bin laden; o que está claro é que o esforço para ressuscitar a todo custa a Al-Qaida pretende matar os processos de mudanças começados faz quatro meses no mundo árabe.

Original em Rebelión
Traduzido por Rosalvo Maciel
 
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domingo, 25 de julho de 2010

Políticos corruptos e terroristas anti-cubanos em apuros

José Luis Méndez Méndez
Tradução Rosalvo Maciel

Em 1° de julho de 2010 foi detido em Caracas, Venezuela, o terrorista salvadorenho Francisco Chávez Abarca, pupilo do criminoso internacional Luis Posada Carriles. Este mercenário com uma identidade falsa tentou entrar nesse país com o propósito de preparar ações violentas para ser executadas durante as próximas eleições de setembro, que se efetuarão ali.

A preocupação e o silencio cúmplice de terroristas anti-cubanos e políticos norte-americanos de origem cubana, seguiram de perto o desenvolvimento deste fato. Chávez Abarca foi extraditado para Cuba para ser julgado por crimes impunes cometidos por ele em 1997, quando pessoalmente colocou bombas, que provocaram explosão em um hotel da capital cubana, causando danos e terror em dezenas de pessoas.

Recrutou por ordens de Posada Carriles a salvadorenhos e guatemaltecos, os quais, como mercenários, colocaram bombas na Ilha, que ocasionaram a morte de um jovem italiano, ferimentos em outras pessoas e outros danos materiais.

Por mais de cinco anos Posada Carriles tem sido processado nos Estados Unidos, não pela obra de toda sua vida como terrorista, mas por delitos menores migratórios, a provável audiência para fixar a data do julgamento não será antes de janeiro de 2011. Vive com total liberdade, impune, tolerado e segue promovendo atos terroristas.

Redes nem tão invisíveis de políticos norte-americanos corruptos de origem cubana, tal como conseguiram no passado quando o protegeram e o utilizaram após sua fuga de uma penitenciária venezuelana, têm pressionado para a demora da condenação, que, se ocorrer, será leve.

Agora estão preocupados, Chávez Abarca conhece e fez muitos serviços para Posada Carriles e este tem recebido suporte de seus chefes na CIA e de organizações terroristas anti-cubanas como a Fundação Nacional Cubana Americana, do Comitê para a Liberdade de Cuba e estas têm financiado campanhas políticas e eleitorais de alguns congressistas de origem cubano.

Este fio condutor e a rota do dinheiro nos levam, entre outros, aos congressistas de New Jersey Robert “Bob” Menéndez e Albio Sires. O primeiro é um apoiador veterano dos terroristas anti-cubanos, desde que era Representante do Distrito 13 e tinha a seu lado como “assessor” para a comunidade o terrorista Alfredo Chumaceiro Anillo, o qual em 24 de julho de 1976 como parte de um comando terrorista do chamado Movimento Nacionalista Cubano, tentou explodir o teatro Lincoln Center onde atuava um grupo de artistas residentes em Cuba.

Outro terrorista próximo a Menéndez, é José Manuel Álvarez, apelidado “O Urso”, que ocupou o cargo de Diretor de Repartição do Distrito, cargo executivo muito próximo ao então Representante. Em abril de 2006, Menéndez foi a Genebra para atacar a Cuba ante a Comissão dos Direitos Humanos e o acompanhava seu inseparável ajudante pessoal José Manuel Álvarez, que pertencia à organização terrorista Abdala - da qual era fundador - era conhecido como gestor na preparação e na execução do assassinato do diplomata cubano Félix García, baleado no bairro de Queens, New York pelo sicário da Omega 7, Pedro Remón Rodríguez, ato terrorista ainda impune.

Agora, um dos mais ativos consultores de Menéndez, o advogado Guillermo Hernández, atua como um assessor independente de Posada Carriles, para todos os casos que prendem sobre o terrorista e sobre tudo para evitar que a solicitação de sua extradição solicitada pelo governo da Venezuela, prospere.

O respaldo de Menéndez aos criminosos anti-cubanos radicados em New Jersey, tem sido irrestrito, em 2000, foram solicitados seus serviços para alcançar o indulto do delinqüente comum e terrorista, Eduardo Arocena, chefe do bando terrorista Omega 7.

Motivações políticas a favor dos atos de terror se tem mesclado com pessoais no caso de Menendez. Depois de um escandaloso “affaire” amoroso, que terminou em divorcio, se converteu em genro do Diretor da chamada Fundação Nacional Cubano Americana, Arnaldo Monzón Plasencia, já falecido, e financiador dos atos terroristas executados em Cuba em 1997 e da tentativa magnicida frustrada este ano, quando um comando terrorista foi detido em Porto Rico a bordo de uma embarcação da Fundação, no momento em que se dirigia a Ilha Margarita, Venezuela para realizar atos violentos durante a VII Conferência de Presidentes da Ibero-américa.

Um dos terroristas desse comando foi Ángel Manuel Alfonso Alemán apelidado “La Cota”, um dos membros atuais da equipe próxima ao congressista Albio Sires. Seu cargo é a típica “boca”, que conheceram os cubanos na Cuba pré revolucionária e que se reproduziu depois na chamada república de Miami, e que é em essência receber sem fazer nada.

Monzón Plasencia era um fervoroso admirador de Menéndez e contribuinte assíduo de suas campanhas eleitorais, primeiro como Representante e depois como Senador. O apoiou em suas aspirações para Prefeito da populosa Union City, centro da contra-revolução cubana no estado de New Jersey.

A política oficial de mais de dez administrações norte-americanas tem sido a impunidade dos grupos e elementos violentos da contra-revolução cubana. Nessa historia se inserem políticos como Menéndez, que têm feito causa comum com esses criminosos, os têm agradado, utilizado na solução de “problemas domésticos”, no tráfico de influencias, na eliminação de opositores hostis e em outras práticas mafiosas. Por mais de 30 anos tem recebido fundos de duvidosa procedência por meio de doações, que têm sido “legalizadas” e ingressado a suas contas políticas e eleitorais sem o menor pudor.

A este séquito de militantes se soma Abel Hernández, proeminente doador e recolhedor de fundos para Menéndez. Hernández, e que financiou também os planos terroristas executados em Cuba, foi convocado ante um Juri em Newark, New Jersey, mas os bons serviços de seu amigo “Bob” limparam seus registros.

O que declare Chávez Abarca no legítimo e justo juízo que se lhe efetuará, tal vez não modifique a historia da impunidade que têm desfrutado os terroristas anti-cubanos nos Estados Unidos, nem cessará o respaldo, que lhes têm proporcionado aos mesmos políticos como “Bob” Menéndez e Albio Sires, não são os únicos, mas certamente ratificará a permanente denúncia das autoridades cubanas contra tais fatos, servirá para por à luz, uma vez mais, a tolerância dessas práticas violentas e o nexo criminoso com os mesmos.

Existem razões de sobra para que políticos corruptos e os terroristas nos Estados Unidos estejam preocupados

Original em Cuba Debate

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quem é o terrorista?

sábado, 17 de outubro de 2009

Declaração do movimento nos Estados Unidos pela libertação dos Cinco à Solidariedade Internacional

• FAZEMOS esta Declaração em nome das seguintes organizações: do Comitê Nacional dos Estados Unidos pela Libertação dos Cinco, do Comitê Internacional pela Libertação dos Cinco e das organizações da emigração cubana que em Miami integramos a Aliança Martiana: a Brigada Antonio Maceo, a Aliança Martiana (como organização individual), a Aliança dos Trabalhadores da Comunidade Cubana (ATC), a Associação José Martí e o Círculo Bolivariano de Miami, em representação de todas as organizações e partidos políticos que nos Estados Unidos compomos o movimento de solidariedade aos Cinco.

Por esta Declaração reafirmamos nosso firme compromisso de mantermos e multiplicarmos nossos esforços para exigir a libertação imediata dos nossos Cinco irmãos: Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González, por eles serem inocentes das acusações que o governo dos Estados Unidos lhes imputa.

Hoje, terça-feira, 13 de outubro de 2009, realizou-se nesta cidade de Miami, no Tribunal Federal do Distrito do Sul da Flórida, a audiência para a redução da condenação de um de nossos Cinco irmãos, Antonio Guerrero, uma das três ordenadas em setembro de 2008 pelo Plenário da 11ª Corte de Apelações. O Tribunal Federal do Distrito ainda não marcou a data ou datas em que se realizarão as outras duas audiências de redução de condenações: as de nossos irmãos Ramón Labañino e Fernando González.

Em setembro de 2008, o Plenário da 11ª Corte de Apelações anulou as penas de prisão perpétua a Antonio e a Ramón pela acusação de conspiração para cometer espionagem, como também invalidou a pena de prisão de 19 anos a Fernando por outros delitos, impostas em dezembro de 2001.

Hoje, o Tribunal Federal do Distrito impôs a Antonio uma condenação de 21 anos e 10 meses de prisão pelo falso delito de conspiração para cometer espionagem.

Independentemente do processo judicial e das decisões resultantes dele, no qual estão envolvidos nossos Cinco irmãos, nosso compromisso de exigirmos a imediata libertação dos Cinco se mantém e se manterá inalterável até conseguir a libertação deles.

O processo judicial contra nossos Cinco irmãos é um que nada tem a ver com a justiça. Este é, e sempre foi, um caso político.

Os governos dos Estados Unidos desde o triunfo da Revolução Cubana em 1959, sempre mantiveram uma política de agressão contra o povo de Cuba. Parte fundamental dessa política de agressão permanente foi o uso da violência contra o povo cubano. Os governos dos Estados Unidos estiveram durante estas décadas envolvidos diretamente, ou indiretamente, através de organizações terroristas da extrema-direita cubano-americana nos Estados Unidos, em inúmeras ações terroristas contra o povo cubano, que causaram a morte a mais de 3.478 cubanos, bem como deixaram tragicamente mais de 2.099 cubanos aleijados, prejudicando a paz, a segurança e o bem-estar desse povo.

Num ato de autodefesa de seu povo, o governo de Cuba, como faria qualquer outro governo responsável, encomendou os Cinco a se infiltrarem nas organizações terroristas da extrema-direita cubano-americana que, em Miami, durante décadas, levaram a cabo impunemente campanhas de morte e terror contra o povo de Cuba. Essa e não outra era a missão dos Cinco.

Em vez de prender os terroristas e levá-los aos tribunais por seus crimes, o governo dos Estados Unidos, partícipe dessas nefastas campanhas de morte e terror, deteve os Cinco, há 11 anos no mês de setembro passado, e desde então, os manteve arbitrariamente presos.

É por isso que hoje, em Miami, reafirmamos e transmitimos aos nossos Cinco irmãos, aos seus familiares, a todas nossas companheiras e companheiros do movimento pela libertação dos Cinco no resto dos Estados Unidos e no mundo, assim como ao povo cubano, nossa inalterável decisão de mantermos e multiplicarmos nossos esforços para conseguir a imediata libertação deles.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Posada, os Cinco e a solene lei norte-americana

Carriles deveria ser processado como um criminoso e extraditado para a Venezuela. Assassinou a 73 pessoas a bordo de um avião civil, incluindo a uma menina de nove anos chamada Sabrina e a uma esgrimista cubana, Nancy Uranga, de 23 anos, que esperava um bebê. No entanto, a Casa Branca de Obama, como o fez a administração Bush, o protege porque não é um terrorista qualquer. É seu terrorista.

Por José Pertierra

Noam Chomsky utilizou recentemente no México uma frase, carregada de ironia, que me chamou muito a atenção. A propósito do sistema jurídico, Chomsky declarou em uma conferencia na Universidade Nacional Autônoma do México que nos Estados Unidos «a lei é na verdade um assunto solene e majestoso». Essa ironia chomskiana, lançada sobre a sacrossanta lei estadunidense, despe a sutil manipulação dos tribunais pela Casa Branca. O governo se protege atrás do sistema judicial para impor decisões políticas agasalhadas na majestosa solenidade de «da lei».

Luis Posada Carriles deveria ser processado como um criminoso e extraditado para a Venezuela. Assassinou a 73 pessoas a bordo de um avião civil, incluindo a uma menina de nove anos chamada Sabrina e a uma esgrimista cubana, Nancy Uranga, de 23 anos, que esperava um bebê. No entanto, a Casa Branca de Obama, como o fez a administração Bush, o protege porque não é um terrorista qualquer. É seu terrorista.

O homem da CIA na Venezuela nos anos 70. O homem da CIA na América Central nos anos 80 e 90, e o autor intelectual de múltiplos atos terroristas contra Cuba durante décadas. Como disse recentemente seu advogado ante um tribunal federal, tudo o que fez Posada na América Latina o fez em nome de Washington.

Posada não está preso. Goza de plena liberdade em Miami. A pressão internacional que sofre Washington para «fazer algo» contra Posada é grande. A Venezuela pediu sua extradição em junho de 2005, como o fez unanimemente o Movimento de Países Não Alinhados. Ele mesmo confessou ao The New York Times haver sido o autor intelectual de uma serie de explosões em Havana, em 1997, que mataram a um italiano de 22 anos, Fabio Di Celmo, no Hotel Copacabana. Para dar a aparência de estar «fazendo algo» contra o terrorista, Washington o processa por mentiroso, mas não por assassino. Assim garante que se um júri o condena, o castigo será suave. Evidentemente é importante assegurar-se de que o terrorista não se irrite, porque se se sentir encurralado, fala. Posada tem muitos segredos que contar e há muitos mortos escondidos nos corredores da CIA.

Quando a Venezuela pergunta pela ainda pendente solicitação de extradição, Washington pede paciência. «O estamos processando penalmente», dizem. «Logo terão uma resposta. Quando se conclua o processo penal». O processo contra Posada por mentiroso começou em 11 de janeiro de 2007. No entanto está pendente. A próxima audiência não ocorrerá até 1°. de março de 2010. Chomsky tem razão. A lei nos Estados Unidos é um assunto «solene e majestoso».

O saldo dos ataques terroristas contra Cuba nos últimos 50 anos alcança mais de 3.400 pessoas assassinadas. Sem tregua alguma. Para contra-atacar o terrorismo, Cuba enviou vários homens a Miami com a tarefa de se infiltrar nos grupos terroristas do chamado «exílio» cubano. A equipe não procurou se infiltrar nas agências governamentais dos Estados Unidos, e tampouco obteve algum documento secreto. Seu único propósito era acumular as evidencias necessárias para que o FBI prendesse os terroristas. Mas não foi assim.

Em 12 de setembro de 1998, o FBI prendeu aos que lotavam contra o terrorismo. Os cinco cubanos detidos nesse dia foram processados em Miami. Uma cidade com uma pprofunda hostilidade contra Cuba. Um grupo de três juízes que revisou posteriormente a decisão do Tribunal de primeira instância disse que o julgamento contra eles ocorreu dentro de una verdadeira tormenta de pré-julgamentos. Esse era o propósito. A Casa Branca sabe perfeitamente que Miami é um mundo virado do avesso. Em Miami, o bom é mau, e o mau magnífico. Em Miami, os terroristas são patriotas, e os patriotas são terroristas. Em Miami, o Presidente constitucional de Honduras é um comunista, e os golpistas são heróis da República.

Em Miami, a música é boa se toca em Miami, mas ruim se a tocam em Havana. Somente em Miami podem se opor furiosamente a um concerto musical em Havana, como o que organizou Juanes y que reuniu na Praça da Revolução 1.150.000 pessoas.

As imagens das manifestações miamenses contra o concerto Paz sem fronteiras são impactantes. «Juanes traidor: amigo de Fidel Castro», dizia uma das faixas. Com uma enorme moto-niveladora destruíram, frente ao restaurante Versailles, de Miami, os discos de Juanes, de Olga Tañón, de Miguel Bosé e de outros cantores que participaram do concerto.

Miami é a única cidade dos Estados Unidos capaz de destruir os discos dos que cantem em Havana, e de condenar a cinco pessoas inocentes por haver conspirado para cometer espionagem contra o governo dos Estados Unidos, apesar de que nenhum tinha o menor dos menores documentos secreto, nem havia tentado penetrar agencia governamental alguma.

Mas em Miami a falta de evidencia não importa, sempre e quando os acusados sejam cubanos que não sejam hostis ao Governo da Ilha. Os Cinco foram sentenciados a longas sentenças: quatro prisões perpétuas e 77 anos de prisão.

Quando se questiona Washington pela injustiça de condenar aos Cinco, a Casa Branca responde cinicamente que os acusados tiveram de um «devido processo da lei». Que foram os tribunais que estabeleceram a condenação e não a Casa Branca. Que não é um caso político, mas legal. Chomsky tem razão. A lei nos Estados Unidos é um assunto «solene e majestoso».
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Foto: Bandeiras negras em homenagem aos cubanos mortos pelos terroristas.
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Juventud Rebelde.
Publicado em TeleSUR
Traduzido por Rosalvo Maciel

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Noites de terror em Honduras

por Angel Palacios (*)

Nas noites de Honduras impera o terror. A ditadura converteu Honduras numa imensa prisão onde as noites são aproveitadas por matilhas de polícias e militares que invadem, torturam e saqueiam.

À noite em Honduras o que percorre as ruas é o terror com botas, capacetes e uniformes. Veículos com militares e polícias encapuzados patrulham as ruas nas noites, disparando contra os bairros e as casas. saem a toda velocidade dos comissariados para regressar em pouco tempo com as camionetas repletas de cidadãos golpeados, humilhados, sangrentos...

A noite com toque de recolher é o cenário preferido pelos sabujos. O toque de recolher, sem garantias constitucionais, sem câmaras de televisão, nem multidões nas ruas, é o momento que os cães da ditadura aproveitam para semear o terror. Na noite passada pudemos percorrer vários bairros e foi isto que vimos:

Avisam-nos que numa das escadas de um bairro um comando policial chegou de forma intempestiva e vão invadir uma vivenda. Trata-se da casa de uma pintora muito conhecida na vizinhança. Na volta de uma escada oito polícias, como gatos na escuridão, cercam a casa. A casa está pintada de rosa e tem um grafitti contra o golpe na fachada. Os polícias golpeavam a porta com paus. Partem os vidros da janela. Um dos polícias, com uma bomba lacrimogênea na mão, calcula o ângulo para lançá-la dentro da casa. O veículo identificado como Polícia Nacional aguarda-os na parte debaixo das escadas. O polícia que conduz dá o alerta de que um grupo de jornalistas está a gravá-los. O chefe da operação (subcomissário García) tapa-nos a lente de uma das câmaras. Outros tapam o nome costurado nos seus coletes. Há vizinhos que abrem as suas portas e janelas confiados na presença da imprensa internacional e gritam-lhes, denunciam-nos. Os polícias tratam de retirar-se. O polícia identificado como García justifica-se argumentando que vive nessa vizinhança e que não suportava que a sua vizinha houvesse pintado na fachada: "GOLPISTAS: EL MUNDO LOS CONDENA", "VIVA MEL". Foi esse o argumento do funcionário para desencadear o terror contra uma mulher humilde. Membros de organizações de Direitos Humanos e da Frente de Advogados contra o Golpe fazem-se presente e os polícias fogem acossados pela denúncia. A mulher que, temerosa, por fim abriu a porta, também saiu do bairro. Foi dormir num lugar seguro, perante a ameaça de que voltassem à sua procura mais tarde.

Um jovem aparentando 20 anos caminha por uma rua escura em plena noite. Tem o rosto banhado em sangue e uma ferida na fronte de uns 5 centímetros. Anda descalço. Explica-nos: estava na porta da sua casa quando uma camioneta da polícia apareceu na sua rua e sem meias palavras saíram e golpearam-no entre outros. Atiraram-no para cima da camioneta e arrancaram com ele. Enquanto davam voltas e o pateavam, revistaram-lhe os bolsos despojando-o de um telefone celular e do seu relógio. Continuava jogado no piso da camioneta enquanto escutava os polícias a discutirem sobre quem ficava com o relógio e quem com o celular. Deixaram-no estendido longe da sua casa. O jovem não quis fazer a denúncia. Não queria mais problemas com a polícia, estava aterrorizado. Só pedia que o levássemos à sua casa.

Outro jovem é detido na esquina do seu bairro. Antes de subi-lo para a camioneta, quatro polícias lhe dão uma sova. A seguir esvaziam uma lata de tinta em spray na sua cara. O jovem respira com dificuldade. Conta-nos no hospital, enquanto lhe limpam a tina dos olhos inflamados pelos golpes, que um dos polícias lhe dizia enquanto o golpeava: "Não é da resistência? Pois resiste!"

Numa ponte há um posto de controle. Detêm-nos e entabulamos conversação com os polícias qualquer assunto para poder seguir. Um veículo que passa por ali percebe o posto de controle e retrocede lentamente. Um dos polícias que nos mandou parar olha o carro a retroceder e convida-nos, divertido, a ver o que vai acontecer, mas obrigando-nos a manter as câmaras desligadas. Sob a ponte, pela rua que seguiu o carro que tentar evitar o posto de controle, há um grupo de polícias a caçar os que tentam evadir-se. Detêm-no. Na parte de cima da ponte não se vê mas ouve-se... Ouve-se a porta que se abre... Ouvem-se a raiva e os insultos dos polícias, os golpes contra o carro... Ouvem-se outros golpes e os gritos do condutor. Não ouvimos mais. O carro seguiu dali a pouco.

Ouvem-se disparo numa avenida paralela a um bairro popular. Uma camioneta cheia de polícias é a que dispara na noite, às cegas, contra as casas do bairro. Vão devagar. Nada os ameaça. Disparam repetidamente. Nem sequer apontam. Só semeiam o terror na sua passagem.

Num comissariado à meia-noite, os membros de organizações de direitos humanos, advogados e imprensa internacional perguntam pelos detidos, que acabamos de ver que desceram de uma pick-up patrulha (eram cerca de 10). Sarcasticamente, o oficial diz-nos que ali não têm ninguém preso. Mas os presos gritam que são da resistência. Gritam os seus nomes. O oficial continua a negar o que é evidente. A insistência dos advogados e dos defensores dos direitos humanos consegue que soltem a metade dos detidos e que um médico venha a essa hora constatar o estado físico do resto. Todos golpeados, sangrando. Pela manhã os advogados da resistência conseguiram que os soltassem.

Em outro comissariado, atrás de um portão negro, escutam-se as vozes de pelo menos uma vintena de pessoas a recitarem os seus nomes. Do lado de fora umas quantas mães e esposas tentam estabelecer contacto com o seu familiar, tentam reconhecer-lhes a voz. Os uniformizados riem diante da cena. Aproximam-se e golpeiam contra o portão... ...e contra os familiares.

Em outro bairro, nas alturas de Tegucigalpa, cerca de 40 uniformizados, entre policias e militares, avançam apontando fuzis de guerra às casas. Quando se pergunta quem é o comandante dessa operação todos os uniformizados assinalam-nos um militar. Este diz que é uma operação de rotina, porque "o governo não vai continuar a permitir desordens" e que "o que se passe a essa hora não é da sua responsabilidade porque há toque de recolher". As credenciais de imprensa internacional e de organizações humanitárias dificilmente conseguem abrir-nos passagem e continuar. Os uniformizados afastam-se. As luzes das casas no bairro se vão acendendo à medida que o esquadrão do terror se afasta. Ninguém sai, mas ouvem-se gritos: "Assassinos", "Urge Mel", "Viva a Resistência".

Estes são apenas alguns casos dos que pudemos ver numa noite. Todos os dias ocorre o mesmo. Não se sabe quantos detidos há a cada noite. Não se sabe quantos corpos são rompidos, maltratados, humilhados nas noites de Honduras. Não se sabe quantas mulheres são violadas. Não se sabe os nomes, as idades, não se conhecem os testemunhos... Porque os toques de recolher são para isso. Para que a matilha de assassinos que sustentam esta ditadura semeie o terror sem que transpire aos meios de comunicação e para que as vítimas se imobilizem e não denunciem.

Nas noites de Honduras não brilham as estrelas. Só as luzes das patrulhas e o sangue dos que caem nas mãos da matilha uniformizada. Botas e mais botas nas ruas, nas costas, nos rostos dos hondurenhos. E apesar do terror que a cada noite semeia a ditadura, não há medo. A resistência continua.

Quando sai o sol, há marchas, tomadas de ruas, mobilizações pacíficas mas desafiantes e contundentes. Os que curam as suas feridas talvez não os vejamos durante alguns dias nos protestos, mas a notícia corre e a indignação pelo que se está a passar hoje em Honduras faz com que muitos mais se incorporem. Noventa dias de resistência. Corpos contra balas. Os organismos direitos humanos referem-se a mais de 600 detidos, dos que se tem conhecimento. Mas muitos são detidos e torturados na noite e não denunciam por medo. Honduras precisa que o mundo reaja mais rapidamente perante a terrível violação dos direitos humanos que se está a verificar. A diplomacia não basta. É urgente que o mundo atue aqui em Honduras e agora.

PS: As organizações de direitos humanos e advogados solidários fazem um trabalho incansável para atender as vítimas, para acompanhar as denúncias, para efetuar registros. Mas não têm recursos. Não contam com o mínimo. Não têm como encher o reservatório de gasolina para se deslocarem aos lugares, não têm saldo nos telefones para efetuar as chamadas necessárias. E ainda assim fazem magia para defender os direitos dos seus compatriotas. Levam 90 dias fazendo magia e é muito o que conseguem. A sede da COFADEH está a toda hora cheia de gente que vai denunciar os atropelos vividos, e cheia também de gente que vai apoiar o seu trabalho. Muitos e muitas dirigentes destas organizações de direitos humanos foram perseguidos, encarcerados para tentar calá-los. Apesar das dificuldades continuam a ser o único lugar aonde acudir para buscar refúgio diante da repressão. É urgente a solidariedade povo a povo, que os organismos de direitos humanos de outros países, que os comitês de solidariedade de outros países se ponham em contato com eles e os apóiem, divulguem as suas denúncias, enviem apoio a essas organizações que em Honduras lutam contra o Terror da Ditadura.


28/Setembro/2009



Original em Resumen latino-americano , nº 2088
Este artigo encontra-se em Resistir

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Detidos cinco espiões europeus no Irã por provocar distúrbios

O Governo do Irã anunciou nesta segunda-feira que prendeu a cinco espiões europeus que serviam de ativistas para provocar os distúrbios que durante uma semana ocorreram em Teerã, após a reeleição do presidente Mahmud Ahmadineyad nos comícios de 12 de junho.

De acordo com a imprensa local, o Irã acusa a dois alemães, um britânico e dois franceses de participar nas manifestações, pelo que a tese da ingerência por parte dos países ocidentais ganha mais força desde que foi exposta pelo mesmo Ahmadineyad neste domingo.

Justamente, nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Hassan Qashqavi, acusou aos Estados Unidos e a parte da Europa de promover os distúrbios realizados pela oposição desta nação apos a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad em 12 de junho.

O funcionário expressou que o ocidente fomenta a violência nas ruas de Teerã, a qual deixou 457 pessoas detidas de acordo com a polícia.

"A propagação da anarquia e do vandalismo pelas potencias ocidentais e também s mídia ocidentais (...) não são aceitáveis em absoluto", disse Qashqavi em uma entrevista à imprensa.

"Em muitos países europeus e também nos Estados Unidos, em lugar de convidar as pessoas a recorrer a mecanismos democráticos (...) apóiam a facções de agitadores", declarou em referencia a vitoria de Ahmadinejad que foi respaldada na sexta-feira pelo líder religioso de Irã Alí Jamenei.

Informou que as missões diplomáticas iranianas haviam sido atingidas em outras partes do mundo durante esta semana de manifestações, entre elas a localizada na Alemanha.

Entretanto a Polícia iraniana informou que neste fim de semana foram detidas 457 pessoas em Teerã pelos distúrbios que seguem fustigando a capital.

Em um comunicado ocorrido nesta segunda-feira, as Forças de Segurança informaram que os detidos são acusados de "provocar insegurança, perturbar a ordem pública e enfrentamento com a Polícia".

Alem disso, asseguram que nas manifestações se encontram terroristas que cometem ações irregulares como as vividas na semana quando incendiaram a uma mesquita e dois postos de gasolina, e assaltaram a um posto militar.

Tambén foran presos varios membros do grupo opositor armado Muyahidin Jalq por incentivar a violencia.

Nesta segunda-feira a oposição iraniana pretende organizar um novo protesto pelo resultado das eleições presidenciais.

Fontes da oposição indicaram que a manifestação terá lugar às 16:00 horas local (13:30 GMT) na praça de Haft-e Tir, no centro norte da capital, e se deslocará até o norte através da avenida Valy-e Asr, a maior de Teerã.

Imprensa estrangeira lança uma "guerra cibernética"

Qashqavi acusou nesta segunda os meios de comunicação estrangeiros de exagerar a situação no país para criar distúrbios e de lançar uma guerra cibernética para manchar a imagem do país.

A imprensa estrangeira " elegeu lançar ataques contra as páginas iranianas de noticias na internet para criar uma grave ruptura entre o Governo e o povo", afirmou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores.

"Nas eleiçoes participaram 40 milhoes de pessoas. Não permitiremos que se converta este diamante em uma pedra nas mãos de pessoas que querem lançar-la para romper as janelas de seu próprio país", advertiu.
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Origiinal em TeleSur

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Denunciam na Nova Zelândia erro de Corte Suprema dos EUA

por Nestor Marin Bandomo

O embaixador de Cuba na Nova Zelândia, José Luis Robaina, qualificou ontem de monstruosidade legal a decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos de rejeitar a revisão do caso dos cinco antiterroristas cubanos presos em prisões norte-americanas.
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Em declarações à emissora Triângulo da televisão neozelandesa, o diplomata ratificou, por sua vez, a vontade dos cubanos de seguir lutando pela liberação de que declararam Heróis Nacionais.
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Fernando González, René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero estão em prisões separadas há 10 anos após um julgamento arranjado em Miami, carceragem que a ONU qualificou de arbitrário e injusto.
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Robaina acentuou que o erro do supremo tribunal confirma quão falso, hipócrita, corrupto e inumano é o sistema judicial norte-americano, que atua de costas à opinião do mundo.
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O diário neozelandês Scoop publicou a declaração do Parlamento cubano a qual denúncia que a Corte Suprema em Washington tomou tal decisão apesar aos sólidos argumentos da defesa sobre as óbvias e múltiplas violações legais durante todo o processo.
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Fustigou também que ignorou o apoio universal à petição expressado por um número sem precedentes de amigos da Corte, entre eles 10 prêmios Nobel, centenas de parlamentares e numerosas organizações de juristas norte-americanas e internacionais.
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Com isso, ignorou a demanda da humanidade, assim como sua obrigação de fazer justiça, recalcou a nota.
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Original em Prensa Latina

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Cartel defende lei atual para o Brasil não usufruir do pré-sal

Petrobrás que investiu na pesquisa e na exploração desta enorme riqueza; múltis só querem parasitar

O cartel das Sete Irmãs aumentou nos últimos dias o lobby para se apoderar das riquezas descobertas pela Petrobrás na área do pré-sal. O objetivo é impedir a mudança na Lei nº 9.478, de 06 de agosto de 1997, criada na era FHC, que tirou da Petrobrás a função de executora do monopólio da União sobre a exploração do petróleo e iniciou os leilões de entrega das bacias às empresas estrangeiras.

Os artigos 3º e 21º desta lei rezam que as jazidas e o produto da exploração das bacias petrolíferas pertencem à União, consoantes com a Constituição Federal. Mas o artigo 26 diz que quem produzir o petróleo é dono dele. São pontos contraditórios como este, e que propiciam a sangria do petróleo brasileiro, é que deverão ser modificados pela nova legislação que o governo pretende enviar ao Congresso Nacional.


A mudança na atual legislação foi decidida pelo presidente Lula pelo fato de que no pré-sal não há nenhum risco na exploração do petróleo. Atualmente, pela lei de FHC, sob pretexto de haver riscos e custos de exploração, as múltis, usando o artigo 26 da lei, ficam com 82% de tudo, enquanto o Brasil fica com apenas 18% do petróleo extraído. Como no pré-sal a Petrobrás já fez todo o trabalho de pesquisa, já mapeou a área e localizou as dezenas de bilhões de barris, não há porque manter a atual legislação “de risco”. Não há risco algum. Todos os países do mundo que descobriram áreas de petróleo como essa, com a abundância do pré-sal, instituíram o controle sobre a produção e o sistema de contrato de serviço.


É esse “bilhete premiado” que as múltis querem pegar rápido, e por isso aumentam a pressão para que as regras da lei de FHC e os leilões sejam mantidos no pré-sal. Marvin Odum, executivo da Shell responsável pela exploração de petróleo nas Américas, alega que essas são “as regras que são competitivas” e que a Shell quer vê-las mantidas. Para ele, “as regras precisam garantir que o Brasil possa competir pelos dólares disponíveis para investimentos”.


Os investimentos para descobrir o pré-sal, no entanto, foram todos feitos pela Petrobrás. Só na perfuração do primeiro poço da área foram gastos US$ 240 milhões. Nem um tostão veio de fora. A empresa também desenvolveu sozinha toda a tecnologia para explorar nessa profundidade. As empresas estrangeiras, que querem se apoderar do pré-sal, são as mesmas que nos leilões só compraram blocos onde a Petrobrás já havia pesquisado e eliminado boa parte do risco geológico.
O ex-embaixador dos EUA Anthony Harrington, que preside a consultoria Stonebridge International e tem entre seus clientes a Exxon Mobil, que controla a Esso no Brasil, foi ainda mais explícito: “Se o pêndulo regulatório pender mais para o lado do governo do que para o do setor privado, o Brasil corre o risco de não conseguir atrair os recursos necessários para explorar o pré-sal”. Pura conversa fiada. O que eles querem é se apoderar do pré-sal o mais rápido possível.


O porta-voz da Shell, ao falar dos hipotéticos investimentos que a empresa faria, deixou escapar o quanto eles estão apressados em se apoderarem logo do petróleo. “Pode ser vantajoso para o pré-sal, que levará anos para ser desenvolvido e produzir volumes significativos, e seria uma pena se essa janela [investimentos] fosse desperdiçada por falta de clareza sobre o caminho a seguir”, disse. “Existe obviamente um potencial enorme no pré-sal, mas o tamanho desses depósitos ainda está por ser definido e há riscos significativos para o seu desenvolvimento, equivalentes aos riscos associados tradicionalmente à fase exploratória”, insistiu o presidente da Shell. Se há esses alegados riscos, por que as múltis estão tão interessadas em se apoderar do pré-sal? Ninguém está lhes obrigando a entrar no pré-sal. “O mais importante é assegurar que o novo sistema seja competitivo globalmente”, prosseguiu diretor da Shell.


Essa pressa em controlar o pré-sal brasileiro é explicada pelo presidente da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás ), Fernando Siqueira, como questão de sobrevivência (ver coluna nesta página). Segundo ele, “o cartel das Sete Irmãs, que já teve o domínio de 90% das reservas mundiais, hoje têm menos de 3%”. “Nessa condição”, prossegue Siqueira, “estão fadadas a desaparecer”. “Para sobreviver, essas empresas, que se fundiram e hoje são quatro anglo-saxônicas – BP/Amoco, Shell, Exxon/mobil e Chevron/Texaco, estão jogando tudo no pré-sal”. Em suma, estão ávidas pelo petróleo brasileiro porque estão a beira da morte. Além das quatro grandes petrolíferas citadas, há mais duas resultantes de fusões, que formam as hoje denominadas “Big Oil”: Total/Fina/Elf e Phillips/Conoco”.


Outro que quer manter tudo como está é Javier Moro Morán, que assumiu em março a presidência da Repsol no Brasil. Ele foi direto ao ponto. “O governo tem que ter a coragem de manter a legislação”, disse. Segundo ele, “o marco regulatório atual do Brasil, baseado no regime de concessões definidas em leilões, funciona muito bem”. Ele só não declarou que quando diz que a lei funciona bem, está falando para o bem deles e não do Brasil. A Repsol era uma estatal Argentina, hoje é uma empresa do Banco Santander, cujo dono é o Scotland National Bank Co., ou seja, é pertencente ao capital anglo-americano, o mesmo que coordenou a invasão do Iraque.

Sérgio Cruz

Original em Hora do Povo
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Começa encontro solidário com Cuba

Escrito por Bianka de Jesus
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A importância das conquistas da Revolução cubana para os povos constituirá o tema central da quarta Convenção Estadual de Solidariedade com Cuba.
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A presidente da Associação Cultural José Martí-Rio de Janeiro (ACJM-RJ), Zuleide Faria de Melo, referiu a Prensa Latina que este encontro constitui uma homenagem à Revolução cubana em suas 50 anos e permitirá reafirmar o apoio dos cariocas ao povo e governo cubanos.
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Destacou que Cuba ao longo destes últimos 50 anos tem oferecido aos povos do mundo uma grande solidariedade, que muito tem contribuído a melhorar seus níveis de saúde e educação, ao mesmo tempo que mostra a importância da ajuda e a amizade desinteressadas.
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Exaltou que cerca de 30 mil profissionais cubanos da saúde prestam hoje seus serviços em cerca de 70 nações e outros milhares de professores e técnicos de todo tipo colaboram em dezenas de nações para erradicar o analfabetismo e elevar suas condições de vida.
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Por outro lado, exaltou Faria de Melo, Cuba resiste às inaceitáveis pressões e agressões do governo estadunidense, e avança com passos firmes na construção de uma sociedade onde todos, indistintamente, recebem por igual os benefícios sociais gerados por seu povo.
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A presidenta da ACJM-RJ destacou também que apesar das mentiras dos monopólios mediáticos e as tentativas por silenciar a verdade e os sucessos da Revolução cubana, não têm podido mostrar um só caso de tortura, desaparecimento político ou execução extrajudicial.
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Não há crianças cubanas sem escola ou dormindo nas ruas e nenhum doente sem tratamento, assegurou.
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Faria de Melo recordou que a ACJM-RJ surgiu em 1983, nos últimos anos da ditadura militar (1964-1985) no Brasil e seu principal objetivo naquela época era pressionar ao governo para o restabelecimento das relações diplomáticas com a ilha caribenha.
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Referiu que o ex presidente José Sarney (1985-1989), primeiro governo após o regime militar, restabeleceu esses vínculos com Cuba em 10 de junho de 1986, e então o trabalho do grupo solidário se concentrou nas brigadas de trabalho voluntário na ilha caribenha.
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Agora, disse, nosso trabalho fundamental é tentar a liberdade dos cinco cubanos lutadores contra o terrorismo, injustamente encarcerados há mais de 10 anos em cárceres norte-americanas e a denúncia do bloqueio econômico imposto por Washington a Cuba há quase meio século.
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Além disso o trabalho informativo e de divulgação da realidade cubana a fim de contrapor as campanhas midiáticas e as tentativas de meios de imprensa de ocultar os avanços da Revolução nestes 50 anos.
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A quarta Convenção Estadual de Solidariedade com Cuba do Rio de Janeiro se realizará no Campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro-Fórum de Ciência e Cultura.
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Durante dois dias, os participantes abordarão outros aspectos, bem como as iniciativas para incrementar o apoio à Ilha.
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Este encontro resulta preparatório da Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba que se efetuará em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, da quarta-feira ao sábado desta semana.
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rc/ale/bj
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Original em Prensa Latina
Topo

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Governo dos EUA oposto a que Supremo Tribunal reveja caso dos Cinco

Alina Martínez


O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse que o governo dos EUA apresentou neste fim de semana sua resposta, opondo-se a que o Supremo Tribunal reveja o caso dos Cinco cubanos antiterroristas presos nesse país.

Salientou que agora os advogados de defesa dispõem de dez dias para a contestação até o início de junho, e depois, como parte do procedimento, vão se reunir os juízes do Supremo estadunidense, para decidir se aceitam ou não o caso.

Explicou que, se for aceita, essa máxima instância judicial deverá dar um veredicto neste ano que está decorrendo, no entanto, precisou que se deve levar em conta que sai de férias no verão.

Alarcón enfatizou sua admiração pela capacidade de resistência dos Cinco cubanos presos injustamente nos Estados Unidos, particularmente de Gerardo Hernández, condenado a duas penas de prisão perpétua, e mais 15 anos.

Anunciou que, nestes dias, a prisão de máxima segurança onde se encontra Hernández aplicou punição a todos os réus, incluído o anti-terrorista cubano, fato que já ocorreu em várias ocasiões nestes dez anos de prisão.

O presidente do Parlamento discursou perante personalidades da cultura e embaixadores de nações árabes e da Rússia, convidados ao 14º Festival de Poesia, promovido pela União dos Escritores e Artistas de Cuba (Uneac), entre os quais, o poeta moçambicano e grande amigo de Cuba, Marcelino dos Santos.

Alarcón compareceu no espaço mensal da Uneac por ocasião do 50º aniversário da Revolução Cubana, onde ressaltou o significado desta vitória de janeiro de 1959 na sua vida; lembrou a luta estudantil, o magistério de Raúl Roa e sua permanência em Nova Iorque como diplomata.

Minha obra naquele tempo foi a polêmica, a oratória e a defesa dos princípios da Revolução Cubana, expressou depois de revelar que sempre gostou de escrever e ainda escreve, mas não se considera um escritor.

Rendeu homenagem ao combatente Gerardo Abreu (Fontán), com quem muito aprendeu sobre história, cultura, revolução, e tivesse sido um relevante artista, mas sua vocação foi cortada ao ser assassinado pela ditadura de Fulgencio Batista, em 1958.

Original em Granma

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Estados Unidos: impunidade perpetuada

La Jornada

Em uma votação dividida, de cinco contra quatro, a Corte Suprema de Justiça dos Estados Unidos rechaçou o julgamento de dois altos funcionários da administração de George W. Bush, o ex-procurador geral desse país, John Ashcroft, e o atual diretor do Departamento Federal de Investigações (FBI), Robert Mueller, acusados de criar uma rede de detenção e abuso contra os suspeitos de terrorismo.

O tribunal máximo do país revogou assim a decisão de uma corte federal de apelações em Nova York que determinava que Mueller y Ashcroft poderiam ser responsabilizados pelos maus tratos a que foram submetidos centenas de imigrantes muçulmanos - entre eles o denunciante Javaid Iqbal –, detidos apos os ataques de 11 de setembro de 2001 e posteriormente processados por violações às leis migratórias e outros delitos menores, sem que se provasse vínculo algum com o terrorismo. O próprio Iqbal, logo apos haver permanecido vários meses em uma prisão no Brooklyn, privado de assistência médica e submetido a revistas humilhantes e agressões sistemáticas – segundo seu testemunho –, foi declarado culpado de fraude e finalmente deportado para o Paquistão, seu país de origem.

A determinação da Suprema Corte dos Estados Unidos tem implicações escandalosas e inaceitáveis por quanto proporciona, nos fatos, uma cobertura de impunidade aos possíveis autores intelectuais e materiais de crimes de lesa humanidade, a pesar dos protestos de várias organizações humanitárias internacionais e de amplos setores da sociedade estadunidense, e não obstante a evidencia da grande quantidade de atropelos perpetrados por funcionários civis e militares estadunidenses no contexto da guerra contra o terrorismo, abusos que dificilmente poderiam haver ocorrido sem o conhecimento e a anuência de altos funcionários da administração Bush.

Ao anterior devem ser acrescentados os recentes enredos declarativos da presidenta da Câmara de Representantes em Washington, Nancy Pelosi, que primeiro acusou à Agencia Central de Inteligência de ocultar do Congresso a aplicação de técnicas de tortura aos inimigos combatentes capturados apos as invasões do Afeganistão e Iraque, e depois reconheceu saber das ditas práticas desde 2003.

Estes fatos, em conjunto, danificam severamente a imagem do sistema de justiça dos Estados Unidos, de per si desvirtuado; exibem os notáveis integrantes das máximas instancias Judicial e Legislativa daquela nação como fiadores da impunidade – seja por ação ou por omissão – e destroem, no fim das contas, a credibilidade do projeto político de Barack Obama, que chegou à Casa Branca faz quase quatro meses com a promessa de sanear a vida institucional dos Estados Unidos e tirar esse país da bancarrota política e moral em que se encontra como saldo da desastrosa era Bush.

Não pode passar despercebido, no que diz respeito ao fato judicial mencionado, que a absolvição dos funcionários referidos poderia ser, de imediato, conveniente em termos políticos para o próprio Obama, pois reduziria as pressões exercidas pelos falcões de Washington, um representante dos quais, o ex-vice-presidente Dick Cheney, tem adquirido nos últimos dias notoriedade na mídia como crítico virulento da atual administração. É claro, no entanto, que se o mandatário estadunidense não encontra a maneira de reverter a sentença emitida ontem pela Corte Suprema, esta acabará, mais cedo ou mais tarde, por deteriorar a confiança que nele depositaram os eleitores da nação, assim como amplas faixas da população mundial.

Ante estas considerações, é desejável que o presidente dos Estados Unidos entenda que a situação que hoje enfrenta seu país não é muito diferente às que em seu momento ocorreram nas nações sul-americanas na época posterior às ditaduras militares; na Espanha, apos o fim da era franquista, e inclusive em nosso país, depois do período em que o poder público empreendeu uma guerra suja contra oposições armadas pero também contra lutadores sociais pacíficos: um período em que os precedentes imediatos do exercício ilegal, criminal y abusivo do poder demandam uma investigação a fundo, o esclarecimento dos crimes cometidos e o castigo dos responsáveis.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Terrorismo: Evo anuncia investigação internacional

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou uma investigação internacional sobre os três mercenários mortos pela polícia boliviana na última quinta-feira, mas repudiou que esta será realizada a pedido de Croácia, Irlanda e Hungria.

Os três terroristas — um irlandês, um romeno de origem húngara e um boliviano, com cidadanias húngara e croata — foram mortos na madrugada de quinta-feira durante investigações das autoridades bolivianas sobre um plano para assassinar o presidente.

Morales qualificou como “muito grave” que os governos da Croácia, Irlanda e Hungria peçam uma investigação internacional sobre o ocorrido, mas anunciou que esta será realizada para determinar as circunstâncias dos fatos.

“Autoridades e instituições de Croácia, Irlanda e Hungria não têm nenhuma autoridade para pedir (a investigação)”, afirmou o presidente, questionando a intenção dos governos desses países de defender os mercenários, declarando que a atitude poderia dar a entender que os países teriam mandado essas pessoas para atentar contra a democracia da Bolívia.

Sobre a investigação, Morales afirmou que “se é importante a presença da comunidade internacional, ela será bem-vinda”, porque “não manipulamos coisas ocultas, não somos especialistas para ações encobertas”.

Na última semana, em visita à Venezuela, onde participou de uma reunião da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), Morales denunciou que o grupo de mercenários estrangeiros pretendia atentar contra sua vida e contra o vice-presidente do país, Álvaro García Linera.

García Linera, por sua parte, declarou no último domingo que estas três pessoas faziam parte de “uma estrutura conspiratória e terrorista”, cujas atividades eram financiadas por “pessoas vinculadas a atividades empresariais” em Santa Cruz de la Sierra.

Arpad Magyarosi (romeno de origem húngara), Michael Martin Dwyer (irlandês) e Eduardo Rozsa Flores (boliviano, com cidadanias húngara e croata) foram mortos na última quinta-feira em uma operação da polícia boliviana.

Em outra ação policial, foram presos Mario Francisco Tadic Astorga (boliviano, com passaporte croata) e Elot Toazo (húngaro).

O mercenário irlandês Michael Dwyer viajou para ao país sul-americano com um grupo de 17 comparsas, informou o jornal The Irish Times.

Segundo a versão da família, ele chegou à Bolívia no final do ano passado para fazer um curso de três meses dado por uma empresa de segurança, sobre o qual não há mais informações.

No entanto, o jornal irlandês indica que o próprio Dwyer, de 24 anos, pagou de seu bolso a viagem e que não há evidências de que ele estivesse estudando.

A família tenta agora entra em contato com membros desse grupo de 17 comparsas dos quais ele perdeu contato após começar a trabalhar para uma companhia local, acrescentou o Irish Times.

Na Irlanda, Dwyer trabalhou para, pelo menos, duas firmas de segurança, após se formar pelo Instituto de Tecnologia Galway/Mayo, mas as duas negam que não o enviaram à Bolívia.

O mercenário também havia feito curso de guarda-costas, acrescenta o jornal irlandês.

O chanceler boliviano, David Choquehuanca, informou na segunda-feira que a embaixada da Bolívia no Peru recebeu da embaixada croata uma nota, na qual a Croácia expressa sua “preocupação” pela vida de Tadic Astorga.

Choquehuanca garantiu também que o governo “proporcionará todas as informações sobre o assunto” aos interessados.

Na última sexta-feira, a Organização dos Estados Americanos (OEA) considerou como “gravíssimos” os planos para assassinar Morales e condenou a ação do grupo terrorista.

Após uma reunião com Choquehuanca, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, declarou que “há evidências claras de que existiu um grupo que tentou (perpetrar) atentados terroristas na Bolívia contra o presidente e o vice-presidente e outras pessoas do governo e provavelmente outras ações com o fim da desestabilização do governo constitucional da Bolívia”.

A Câmara dos Deputados da Bolívia também abriu uma comissão de investigação sobre o grupo terrorista.

A comissão será formada por cinco deputados do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS), além de outros três de cada uma das legendas de oposição com deputados: Poder Democrático e Social (Podemos), Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) e União Nacional (UN).

A comissão parlamentar também investigará os ataques com dinamite contra as casas do cardeal Julio Terrazas, na semana passada, e do vice-ministro de Autonomias, Saúl Ávalos, há quase um mês, que a polícia atribui a esta mesma quadrilha.

O presidente Evo Morales disse que eles planejavam matá-lo dentro de um plano para “tomar o poder pela via violenta” ou “dividir alguma região”.

O vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorenti, disse que a segurança pessoal de Morales foi reforçada.

“O governo vai tomar todas as medidas para preservar a segurança do presidente Morales, porque há gente interessada em frear este processo”, informou.
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sexta-feira, 13 de março de 2009

Governo de Obama multa empresas por vínculos com Havana

APESAR das múltiplas pressões para que sejam revisadas as práticas comerciais de bloqueio, mantidas há meio século contra Cuba, a agência norte-americana encarregada de acossar os fornecedores da Ilha acaba de penalizar com uma multa de US$20.950 à companhia Lactalis USA, filial estadunidense do gigante francês Lactalis.
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O Escritório de Controle de Bens Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro impôs a sanção à empresa de queijos e produtos lácteos, por descumprir as regulamentações do bloqueio ao "fazer transferências financeiras eletrônicas nas que Cuba ou um cidadão cubano tinha interesse" entre fevereiro de 2004 e março de 2007, informou a imprensa de Miami.
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Trata-se da primeira sanção imposta pelo Departamento do Tesouro a uma entidade por seus vínculos com a nação caribenha, desde que assumiu a Casa Branca o presidente Barack Obama, com o que ratifica a política de bloqueio à maior das Antilhas.
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Em 16 de janeiro último a OFAC decretou "clarificações legais", que impuseram regras ainda mais rigorosas sobre as viagens a Cuba e que afetam desde então as empresas norte-americanas de voos charters e as agências de viagens, e de remessas.
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As medidas anunciadas a quatro dias da toma de posse do atual mandatário norte-americano foram naquele momento interpretadas como resultado da resistência de funcionários "bushistas" recalcitrantes, inconformados com a chegada de uma nova administração.
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A OFAC é apenas um elemento do enorme mecanismo de agressão desenvolvido contra Havana pelas sucessivas administrações norte-americanas. Graças a esta agência, o Departamento do Tesouro espia aos cidadãos norte-americanos e estrangeiros que ousem manter relações com Cuba. Há anos dedica anualmente milhões de dólares e grande parte de seu pessoal a espiar, detectar e punir indivíduos, empresas e organismos. (JGA)
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Original em Granma

domingo, 1 de março de 2009

Chávez reitera pedido de extradição do terrorista Posada Carriles a Obama

O presidente venezuelano Hugo Chávez reiterou aos Estados Unidos o pedido de extradição do terrorista Luis Posada Carriles, e do ex-presidente Carlos Andrés Pérez, que provocou os fatos sangrentos do chamado "Caracazo", noticiou a PL.
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Chávez considerou que o presidente estadunidense, Barack Obama, deve entregar a Posada Carriles, fugitivo da justiça venezuelana e responsável da explosão em pleno vôo de um avião civil cubano em 1976 que custou a vida de 73 pessoas.
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Numa ligação na madrugada da quinta-feira, 26 de fevereiro, ao programa da televisão La Hojilla, o presidente exigiu, da mesma maneira, a entrega do ex-presidente Carlos Andrés Pérez, também protegido pelos Estados Unidos, apesar de ter assuntos pendentes com a justiça venezuelana.
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Chávez lembrou a repressão desatada na Venezuela em 27 de fevereiro de 1989, quando o povo protagonizou a revolta denominada "Caracazo", perante as medidas econômicas tomadas pelo ex-presidente Pérez.
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A duas décadas do "Caracazo" — precisou — ainda os responsáveis da situação que levou o povo ao limite não responderam perante as leis, como é o caso do ex-presidente.
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O chefe de Estado venezuelano igualmente exigiu do governo estadunidense que retifique um relatório realizado pelo Departamento de Estado que acusa a Venezuela e outros países de violação dos Direitos Humanos.
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"Não há que ter grandes esperanças com este novo governo dos Estados Unidos. Continuará sendo um império, e o império atropela os povos, esse que agora nos acusa irresponsavelmente de violar direitos humanos", sublinhou.
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Original em Granma

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