Além do Cidadão Kane

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Quem matou: o pai ou a polícia?

Este blog pretende ser voltado exclusivamente para a política nacional e internacional, tomando sempre a defesa dos injustiçados e oprimidos. Ocorre há um mês, no entanto, no Brasil, uma discussão que pode levar a uma injustiça irreparável tanto para os acusados do momento como para a vítima que poderia ter seu verdadeiro algoz livre de qualquer punição.
Por Rosalvo Maciel
A verdade é que os fatos ocorreram exatamente assim: o pai e a madrasta, ruins como carne de cobra, por um comportamento inadequado da filha de 6 anos, a agrediram dentro do carro que os conduzia para casa, provocando um ferimento na testa com cerca de 2 cm de extensão por 5 mm de profundidade. Tendo ocorrido em um local muito vascularizado, houve abundante sangramento que perdurou até chegarem ao apartamento uma vez que foram encontradas manchas de sangue desde a porta de entrada até o quarto das crianças. O comportamento inadequado da menina de 6 anos foi tão traumatizante para o pai e a madrasta que, no percurso até chegarem ao apartamento, foi se transformando em um sentimento de explícito ódio.

A chegarem ao apartamento, a menina de 6 anos, que ainda sangrava pelo ferimento da testa, começou a ser barbaramente agredida pela madrasta - o pescoço da menina tinha marcas que se encaixavam perfeitamente com o tamanho das mãos dela - que, completamente fora de si, ficou durante 7 minutos procurando matá-la, sendo que durante 3 longos minutos apertando o pescoço da infeliz criança e ao mesmo tempo apertando-lhe a boca contra os dentes para que não gritasse. O pai, atônito, a tudo assistia sem saber o que fazer ante a fúria da madrasta. Quando finalmente a agressão terminou e a menina jazia desacordada, o pai, concluindo que sua filha estava morta, imaginou uma forma de salvar pelo menos o seu casamento e resolveu simular um acidente. Enquanto a menina permanecia desfalecida e sangrando pelo ferimento da testa (por ignorantes, o pai e a madrasta não sabiam que cadáveres não sangram...), e a madrasta procurava limpar os vestígios de sangue da cena do crime, o pai, rapidamente cortava a tela de proteção da janela. Ato contínuo, pega a filha de 6 anos e a lança pela janela do 6º andar do edifício. Ao ver a filha no chão há mais de 15 metros da janela, respira aliviado e pensa: - enfim um crime perfeito.
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Ou será que foi assim: o pai e a madrasta, que não são mentirosos compulsivos e falaram a verdade ao dizer que o pai levou a filha de 6 anos no colo porque ela havia dormido no carro - criança gosta muito de fazer isso -, enquanto a madrasta aguardava no carro com os outros dois filhos para que o pai, ao retornar a ajudasse a levá-los pois também estavam dormindo. Ao chegar no 6º andar, ele abre a porta com alguma dificuldade, afinal carregava a filha nos braços, entra e com o pé empurra a porta que não se fecha perfeitamente. Leva a criança até a cama onde a deita e volta para ajudar a trazer os outros filhos que aguardavam no automóvel. Ao sair bate a porta que, pelo lado de fora, só abre com a chave e não percebe a presença de um estranho escondido no apartamento.
O estranho se dirige ao quarto da criança que por algum motivo acorda e, ao ver o desconhecido, assustada, corre em direção à porta do apartamento chamando, aos gritos, pelo pai ( "papai! papai! papai!"). Junto a porta é alcançada pelo desconhecido, mas antes de bater com a testa na maçaneta da porta - a criança tem entre 1,11 m e 1,16 m e a maçaneta está colocada a 1,08 m de altura na porta - ainda grita "não, não". Imediatamente o agressor fecha com força a sua boca apertando os lábios contra os dentes e provocando ferimentos na mucosa oral. A seguir a estrangula e, sem nenhum cuidado em esconder as evidências, corta a tela de proteção da janela e a joga para a morte. Calmamente sai do apartamento descendo pelas escadas e aproveita o tumulto que se cria no pátio do edifício para ir embora.

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Um comentário:

Alex disse...

Ninguém ainda se prestou a interrogar a verdadeira mãe da criança, que ao meu ver teve atitudes suspeitas. Ela coincidentemente estava por perto quando foi avisada da morte da filha, concedeu uma primeira entrevista por telefone e não chorou, nem se desesperou em nenhum momento, embora tenha perdido sua única filha tragicamente, seus comentários a respeito do casal notava-se que tentava esconder ódio, nesta entrevista por telefone tratava a menina sempre no passado, já aceitando a morte, embora a entrevista tenha sido um dia ou dois depois, sabemos que quem perde alguém dessa forma a trata como se ainda vivesse no presente, manteve-se afastada das câmeras e dos repórteres todo tempo, escondendo-se, viajando, como que não querendo ser vista ou notada, só muito depois, quando o casal já preso ela dá entrevistas, mais preparada, enfim, outras tantas situações que deveriam ser levadas em conta. Há ainda o fato de a menina estar indo morar com o pai e a madrasta, tendo até quarto seu, acho que deveria-se aprofundar nesta investigação, seria reveladora.

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