Além do Cidadão Kane

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Israel mentiu sobre ataques em Gaza, afirma ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon (foto), afirmou nesta terça que Israel mentiu sobre ataques a escolas e outras instalações da entidade durante sua ofensiva militar recente na Faixa de Gaza e exigiu uma compensação. Ban disse que uma investigação da ONU provou que armas israelenses - algumas contendo fósforo branco - foram a "causa indiscutível" da destruição de várias escolas, de uma clínica médica e da sede da entidade mundial em Gaza. Um dos ataques teria matado mais de 40 pessoas.

Ban disse que a investigação focou "nove incidentes mais sérios". Ele apontou cinco membros desse grupo de investigação em fevereiro, pouco após o fim da ofensiva. A primeira das 11 recomendações pede que a ONU deixe claro que o relato de Israel, segundo o qual tiros foram disparados de duas instalações da entidade, eram falsos. Outra delas afirma que a organização deve buscar recompensas pelos gastos tidos com a violência. Durante sua exposição, hoje, Ban também notou que os israelenses que vivem no sul do país enfrentam ataques com foguetes disparados pelo partido islâmico Hamas e por outros grupos militantes.

Israel nega que tenha atirado intencionalmente contra as instalações e alegou que foi forçado a agir contra militantes que usavam edifícios e áreas com civis para se esconder. O governo do país informou que o material enviado à ONU foi largamente ignorado no relatório final. O vice-embaixador de Israel na ONU, Daniel Carmon, qualificou o relatório como "tendencioso" e com apenas um lado. Ele disse que a comissão estava "traindo" a confiança de Israel ao ir além do escopo do que deveria investigar. "Tendencioso" também foi o adjetivo utilizado pelo ministro de Relações Exteriores de Israel, o ultranacionalista Avigdor Lieberman, ao jornal Jerusalem Post, ao falar do relatório.

Funcionários na Faixa de Gaza afirmam que um dos ataques, perto de uma escola da ONU, matou mais de 40 pessoas. Na época, testemunhas chegaram a afirmar que militantes disparavam do local. Ban afirmou que o propósito da investigação, que ele descreveu como "completamente independente", era estabelecer o que de fato ocorreu. Israel lançou a ofensiva na Faixa de Gaza em 27 de dezembro com o objetivo declarado de encerrar os ataques com foguetes lançados por militantes da região em território israelense. A ação de 22 dias deixou mais de 1.300 palestinos mortos, além de 13 vítimas israelenses.

Texto: AE-AP
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Original em Pátria Latina

Um comentário:

jbmartins disse...

Os USA não mentiu sob o ataque ao Iraque!!, mentiu o que aconteceu???nada Israel é patrocinada por quem USA, o que vai acontecer nada.

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